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| Ex-seringueira conhece replica da Casa do Seringueiro |
Situada no segundo piso da Biblioteca da Floresta, a Casa do
Seringueiro, revitalizada nesta semana, continua despertando curiosidades e
admiração das pessoas que a visitam. O espaço agora conta com um belo jirau e
um fogão de barro e representa a identidade do povo acreano.
A aposentada Zuila Bezerra da Costa, de 95 anos, conheceu
pela primeira vez o espaço e, em meio a lamparinas, machadinhos, baldes e
outros objetos utilizados nas colocações, relembrou sua infância no seringal
Piauí.
“Na época existiam muitos homens, eles eram separados em
dois grupos, uns iam para a guerra e os outros ficavam no seringal colhendo o
látex, como o meu pai, José Bezerra da Costa. Ele tinha que trabalhar para
sustentar a família”, rememorou Zuila.
Ela conta que viveu naquele
seringal por cerca de 15 anos até conhecer seu marido, Manoel Batista Lopes.
Juntos, foram morar em Brasiléia, onde a ex-seringueira vive até hoje, mesmo
após o falecimento do companheiro.
Em um passeio por Rio Branco, a
neta Edjane Bezerra resolveu apresentar a instituição à avó, que não esperava
se deparar com tantas lembranças do passado. Edjane ficou encantada com o
cenário e disse ter presenciado alguns fatos narrados pela avó.
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| Edjane Bezerra, Zuila Bezerra e o bisneto João Pedro Vicente |
Tanto Zuila quanto Edjane encontraram na biblioteca um espaço dedicado
não só para a leitura, mas um local de aconchego e respeito à memória de muitos
seringueiros que deram a vida pelas suas famílias nos seringais acreanos.


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