terça-feira, 19 de novembro de 2013

Representantes do governo boliviano visitam Biblioteca da Floresta


A Biblioteca da Floresta recebeu, na tarde desta segunda-feira, 18, a visita de dois representantes do Ministério da Cultura e Turismo da Bolívia. Erick Lopez e Marion Badani estão no Acre para participar da quarta edição do Festival Pachamama – Cinema de Fronteira, que teve início nesta semana em Rio Branco.

Durante a visita, guiada pelo diretor da biblioteca, Marcos Afonso Pontes, os bolivianos receberam um kit de publicações da instituição, além do DVD Temas do Acre, contendo tudo o que foi produzido pela Biblioteca da Floresta de 2007 a 2010.


Lopez e Badani foram presenteados com um kit da Biblioteca da Floresta


Lopez comentou que, ao voltar a La Paz, vai recomendar viagens ao Estrado e, especialmente, visitas à biblioteca. “Precisamos incentivar mais a interatividade entre o Acre e a Bolívia via turismo. Não tenho dúvidas de que isso é um interesse comum entre as duas sociedades”, disse.




(Por Leandro Chaves)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Artigo: Padre Roberto Landell de Moura: O gênio esquecido

No terceiro e último artigo sobre radioamadorismo, a Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Acre (Labre-AC), um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta, resgata a memória de Robert Landell de Moura, o grande inventor do transmissor de ondas (hertzianas ou landellianas) e do telefone e telégrafo sem fio. Confira!

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Padre Roberto Landell de Moura: O gênio esquecido

Roberto Landell de Moura nasceu no dia 21 de janeiro de 1861, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Estudou no Colégio dos Jesuítas, em São Leopoldo antes de se transferir, em 1879, para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Central, antiga Academia Real Militar, onde passou apenas alguns meses, tendo sido convencido por seu irmão Guilherme a seguir a vida eclesiástica e se mudar para a Itália.

Em Roma, frequentou o Colégio Pio Americano e também a Universidade Gregoriana, como aluno de Física, Química, e Teologia, sendo ordenado sacerdote em 28 de novembro de 1886. Seguindo a aptidão para os estudos da eletricidade, construiu o primeiro transmissor sem fio para a transmissão de mensagens em 1892, para pouco tempo depois, em 1894, realizar a primeira transmissão pública da propagação da voz humana (por meio de ondas hertzianas), cobrindo uma distância de oito quilômetros entre o alto da Avenida Paulista e o alto de Sant'Anna, em São Paulo.

Na época, Padre Landell de Moura chegou a declarar:

“Quero mostrar ao mundo que a Igreja Católica não é inimiga da Ciência e do progresso humano. Indivíduos, na Igreja, podem, neste ou naquele caso, haver-se oposto a esta verdade; mas fizeram-no por cegueira. A verdadeira fé católica não a nega. Embora me tenham acusado de participante com o diabo e interrompido meus estudos pela destruição de meus aparelhos, hei de sempre afirmar: isto é assim e não pode ser de outro modo... Só agora compreendo Galileu exclamando: E pur se muove!” (FORNARI, 1960)

Destacando a importância do evento, o Jornal do Comércio de 10 de junho de 1900 escreveu:
"No domingo próximo passado, no alto de Santana, cidade de São Paulo, o Padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção, no intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço (...), as quais foram coroadas de brilhante êxito. (...) Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, o Sr P.C.P. Lupton, representante do Govêrno britânico, e sua família".

Entre 1903 e 1904, Landell de Moura viaja para os Estados Unidos buscando conseguir as patentes de três inventos: o transmissor de ondas (hertzianas ou landellianas) obtida  em 11 de outubro de 1904 sob o número 771.917; o telefone sem fio, obtida em 22 de novembro de 1904 sob o número 775.337; e o telégrafo sem fio, também obtida em 22 de novembro de 1904 sob o número 775.846. A patente brasileira do aparelho do padre Landell, obtida em  9 de março de 1901, recebeu o número 3.279.

Ao retornar dos Estados Unidos ao Rio de Janeiro, em 1905, Padre Landell de Moura solicitou ao Presidente da República, Dr. Rodrigues Alves, dois navios da esquadra de guerra para demonstrar os seus inventos que revolucionariam a comunicação. Um oficial de gabinete do Presidente fica boquiaberto ao saber que o padre falava em transmissão a qualquer distância e aconselha o Presidente a não permitir o experimento, achando que o padre era maluco.

Mas Padre Landell de Moura já ganhara reconhecimento internacional e prova disso vem do Jornal La Voz de Espanã, editado em S. Paulo, no dia 16 de dezembro de 1900 que diz:
"(...) quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa deseu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fizeram pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos(...)".

Sem apoio institucional e governamental e sob forte pressão da Igreja, acabou por destruir seus aparelhos e encaixotar seus livros, cadernos e documentos, optando por dedicar-se exclusivamente ao sacerdócio. O Monsenhor Roberto Landell de Moura, precursor da  transmissão sem fio e esquecido inventor brasileiro, morreu anonimamente, em 30 de julho de 1928, aos 67 anos de idade, num modesto quarto da Beneficência Portuguesa, de Porto Alegre, cercado apenas por seus parentes e poucos amigos fiéis e devotados.

Enfim, o reconhecimento nacional

O Exército Brasileiro concedeu em 2005 a denominação histórica de "Centro de Telemática Landell de Moura" ao 1° Centro de Telemática de Área, uma organização militar de telecomunicações, situada na cidade de Porto Alegre.

A Fundação Educacional Padre Landell de Moura, batizada em homenagem ao padre-cientista, bem como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), criado pela Telebrás em 1976, também batizado de "Roberto Landell de Moura".

Em 27 de Abril de 2012, foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria o nome do Padre Roberto Landell de Moura.

(André Bracciali, Alan Bernardo Arruda Bisso, Alan dos Santos Pimentel, Aldo Silva da Cruz, Felipe Gangale Barco e Irving Foster Brown)

Referências

FORNARI, E., “O Incrível Pe. Landell de Moura”. Editora Globo, São Paulo, Brasil (1960).

FORNARI, E., “O Incrível Pe. Landell de Moura”. Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, Brasil (1984).

Biblioteca da Floresta emociona artista nordestino

Teixeira ganhou da Biblioteca da Floresta um kit de DVD e livro sobre os temas da instituição


Em visita à Biblioteca da Floresta na tarde desta segunda-feira, 4, o músico e ambientalista nordestino Gilberto Teixeira se emocionou com a história do líder seringueiro Chico Mendes e as políticas de valorização e preservação das culturas tradicionais no Acre.

Na ocasião, Teixeira, que também é escritor, doou dois livros de sua autoria ao acervo da instituição. “Etsedron – Contos e Cantos da Feira de São Cristóvão” e “A Arte da Feira – Segmentos Artísticos da Feira de São Cristóvão” abordam o maior evento de cultura nordestina do Rio de Janeiro, lugar onde o artista vive hoje.

“Minha grande vontade era conhecer esta região e, ao chegar, me deparo com esse santuário. Sou muito sensível para questões ecológicas e tradicionais, e, no Acre, senti que não estou sozinho nessa causa”, disse o músico.

Gilberto Teixeira é natural de Mossoró (RN). Tem quatro discos lançados (“Desgarrado”, “Forró da Feira”, “Forró da Feira 2” e “CaraForró”), um deles com a participação do músico Zé Ramalho. Criou e editou os Jornais SOS Terra, Ecologia, Jornal da Feira de Tradições Nordestinas e Feira de São Cristóvão, elem de militar e fundar o Partido Verde (PV) em algumas cidades brasileiras.

(Foto e Texto: Leandro Chaves)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Artigo: Você já ouviu falar em radioamadorismo?

No segundo artigo escrito pela Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Acre (Labre-AC) em comemoração ao Dia Nacional do Radioamador, celebrado nesta terça-feira, 5, é abordado o conceito de radioamadorismo. Confira!

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Artigo: Você já ouviu falar em radioamadorismo?

O radioamadorismo é um hobby, ou seja, uma atividade de lazer desenvolvida no início do século XIX, e traz à memória a figura de pessoas comunicando-se através de rádios e falando “gírias” e “palavras engraçadas”. Sendo uma atividade bem completa, envolve técnica, conhecimentos eletrônicos, desenvolvimento de antenas e principalmente, forma amizades.

No entanto, é importante destacar que nem toda a comunicação por rádio é sinônima de radioamadorismo, devendo ser claramente separada de outras atividades, como os rádios de utilização geral (walkie talkies) e rádios da faixa do cidadão, também chamados de PX. Antes que o leitor mais atento pergunte, podemos dizer que as diferenças básicas entre os três são: quanto à potência permitida para transmissão, frequência de operação e também finalidades de utilização.

O mais simples entre os mencionados são os “rádios de utilização geral”, que pela legislação não devem ultrapassar a potência de 500 mili watts, e operam em frequências muito altas, mais conhecido pela sigla em inglês, VHF, delimitadas por canais pré-definidos. Ainda mais confundido com o radioamadorismo é a “faixa do cidadão”, ou PX, com potência máxima de 25 Watts, e operam na frequência aproximada de 27 kilo hertz.

É importante destacar que para utilizar a faixa do cidadão é necessário efetuar uma inscrição junto à Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, diferentemente do radioamador que precisa fazer provas específicas para ingresso e promoção de classes: C (iniciante), B (intermediário) e A (avançado). A grande utilidade e as facilidades para a montagem em carros atraem para o PX usuários com perfil profissional como: motoristas, taxistas, caminhoneiros, etc.

O radioamadorismo é mais complexo, porém oferece mais flexibilidade de potência e principalmente frequências, que na prática se traduz na facilidade de comunicação de distâncias muito curtas até pontos muito distantes como o Japão. Outro ponto de destaque do radioamadorismo é a possibilidade de utilização de vários “modos”, ou seja, formas de se comunicar, que pode ser por voz, por telegrafia (também conhecido como “código Morse” ou “CW”), modos digitais _ que é o precursor da internet, sendo possível enviar textos, planilhas e fotografias via rádio!

Ao radioamador, os limites são impostos pela sua própria vontade de aprender e interesse quanto às atividades que gostaria de desenvolver, sendo possível a aquisição de equipamentos já pré-fabricados, ou até mesmo a montagem de seus próprios aparelhos, sempre contando com o apoio dos colegas que compartilham do mesmo interesse.

Como e conhecer melhor o radioamadorismo?

Se você se interessar pelo radioamadorismo e, quem sabe, quiser se juntar a nós, procure uma das sedes da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão – LABRE que será sempre muito bem-vindo a conhecer o fascinante mundo do rádio.

Outra opção é entrar em contato com a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL que poderá informar todos os passos para obter a licença para PX e para radioamador.
Em Rio Branco você pode procurar informações na Biblioteca da Floresta situado na Via Parque da Maternidade, Nº 464 ou pelo telefone (68) 3223-9939.

Radioamadores conectados no mundo

Os radioamadores acreanos estiveram reunidos nos dias 28 e 29 de setembro para participarem do evento internacional conhecido como CQ WW RTTY, uma espécie de competição entre os radioamadores de todo o mundo com o objetivo de contatar o maior número de estações possíveis.

Ao longo do primeiro dia, reunidos no Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Acre, foram feitos 35 contatos com vizinhos como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, além de vários contatos com Estados Unidos da América e do velho continente como Alemanha, Polônia, Escócia, Itália, França, Holanda. Os destaques foram dois Estados brasileiros: Santa Catarina e Rio Grande do Sul e duas ilhas: Aruba e Açores. No Domingo, reunidos numa chácara afastada do centro da cidade, muitos outros contatos foram feitos, totalizando 127 contatos em mais de 30 países.

Esta é uma prévia do que podemos esperar para o Contest Chico Mendes, evento promovido pela Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, Administração do Estado do Acre, LABRE-AC que abrirá no dia 14 de Dezembro às 8 horas, a Semana Chico Mendes, celebrando, em 2013, a memória do líder seringueiro e herói nacional após 25 anos de sua morte.


(André Bracciali, Alan Bernardo Arruda Bisso, Alan dos Santos Pimentel, Aldo Silva da Cruz, Felipe Gangale Barco e Irving Foster Brown)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Artigo: Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão – LABRE

Em comemoração ao Dia Nacional do Radioamador, celebrado nesta terça-feira, 5, a Biblioteca da Floresta publica, até quarta, uma série de três artigos sobre radioamadorismo escrita pela Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Acre (Labre-AC). O primeiro texto trata da fundação na Labre no Acre e a realização de uma exposição na biblioteca em alusão ao Dia do Radioamador. Confira!

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Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão – LABRE

Radioamadores em exposição ocorrida em maio na biblioteca
A Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão – LABRE fundada em 02 de Fevereiro de 1934 é uma associação civil, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, criada com o objetivo de representar os radioamadores brasileiros no âmbito nacional, através das administrações estaduais, e internacional através da União Internacional , IARU na sigla em inglês.

No dia 05 de Novembro de 2013, próxima Terça-Feira, será realizada a Assembleia de Fundação da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, Administração do Estado do Acre – LABRE–AC às 18h30 no auditório da Biblioteca da Floresta.

A escolha do dia não foi aleatória, comemora-se o dia da cultura, do cinema brasileiro, do designer, do técnico agrícola e do radioamador brasileiro. Consta que em 05 de Novembro de 1924 foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto nº 16.657 sancionado pelo então Presidente da República Arthur Bernardes, regulamentando as estações de radioamadores existentes no Brasil, que, até então, eram consideradas clandestinas.

Para se filiar à LABRE–AC não é preciso ser radioamador, na verdade qualquer pessoa física ou jurídica pode solicitar a filiação, podendo participar das diversas atividades promovidas pela instituição como cursos de radioeletricidade, aulas de telegrafia (também conhecido como Código Morse ou CW), oficinas de construção de antenas e equipamentos, além de participar de atividades nacionais e internacionais através do rádio.

Caso se interesse pelo hobby e queira mais informações, entre em contato com a LABRE–AC com sede na Biblioteca da Floresta sito na Via Parque da Maternidade, Nº 464 ou pelo telefone (68) 3223-9939.

Convidamos todos os interessados a participarem das comemorações do Dia do Radioamador:
14h – Abertura da exposição sobre radioamadorismo com diversos equipamentos, cartões QSL, diplomas e operação do rádio em fonia e CW
18h30 – Assembleia de Fundação da LABRE–AC

(André Bracciali, Alan Bernardo Arruda Bisso, Alan dos Santos Pimentel, Aldo Silva da Cruz, Felipe Gangale Barco e Irving Foster Brown)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Frei Betto doa livro à Biblioteca da Floresta

Betto esteve no Acre nos dias 29 e 30
Em viagem ao Acre nos dias 29 e 30, o teólogo e escritor Frei Betto doou ao acervo da Biblioteca da Floresta/FEM um romance de sua autoria, “Uala, o Amor”. A doação aconteceu durante visita do filósofo ao Seringal Cachoeira, na noite da última quarta-feira, onde ele autografou a obra.

Lançada em 1991, o livro conta a história do índio Uala, que se entristece diante da destruição, por não índios, de uma área próxima à sua aldeia. Os maus tratos com a natureza impactam sua terra e ele se vê obrigado a tomar providências urgentes para salvar seu povo.

“Uala, o Amor” é dedicado “a todos que, no Brasil, reconhecem nas nações indígenas uma forma superior de civilização a ser defendida e preservada”, escreveu Frei Betto na introdução do livro.

(Por Leandro Chaves)


(Foto: Arison Jardim)

Biblioteca da Floresta recebe doação de livros


Nesta última quinta-feira a Biblioteca da Floresta recebeu, do sociólogo e pesquisador Thiago Cabral, a doação de três livros com temas voltados para sustentabilidade, globalização e meio ambiente.


O livro “Costurando Com Fios Invisíveis: A Fragmentação do Território Rural”, lançado em 2012, é uma coletânea que traz uma seleção dos melhores artigos apresentados no I Seminário Internacional Novas Territorialidades e Desenvolvimento Sustentável, ocorrido em 2011. A edição do livro foi organizada pelas professoras Vitória Gehlen, líder do GRAPp, e Drª Pilar Lainé da Universidade de São Paulo.

“Globalização, Ideologia e Discurso: Uma análise sobre a dimensão ideológica do processo de globalização” é uma tese da professora Helena Lúcia Chaves, da Universidade Federal de Pernambuco, baseada em reportagens do Jornal A Folha de São Paulo entre os anos de 1995 e 2004.

Thiago Cabral é formado em Sociologia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça, Meio Ambiente e Planejamento de Políticas Públicas (GRAPp) da Universidade Federal de Pernambuco.









(Texto e Fotos: Camila Holsbach)