sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Biblioteca da Floresta cria sistema de controle de visitantes

Escrito por Leandro Chaves - leandrochaves@pagina20.com
Publicado em Página 20
30-Nov-2012
Software foi elaborado por duas jovens estagiárias da instituição que cursam Sistema de Informação

Duas estagiárias da Biblioteca da Floresta deram, ao longo dos últimos quatro meses, um exemplo de proatividade profissional. Estudantes do curso Técnico em Informática com Foco em Programação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac), Alana Nascimento e Caroline Garcia desenvolveram um programa que permite o domínio do acesso dos visitantes a todos os recursos da instituição.

Instalado nos computadores internos do órgão há pouco mais de um mês, o Sistema de Controle de Usuários da Biblioteca da Floresta, o Siscab, começou a funcionar ontem. O software substitui o Thessauros, utilizado desde a inauguração da biblioteca, em 2007, e que, nos últimos anos, caiu em desuso devido a falta de recursos para sua manutenção. Antes do Siscab, o controle era feito por meio de planilhas no Excel.

“Nosso objetivo foi obter maior controle do acesso dos usuários, principalmente, na Sala de Multimídia”, disse Garcia. Situado no primeiro piso da instituição, o espaço reúne aproximadamente 15 computadores destinados à pesquisa e ao uso em geral.

                                                                            Foto: Anaís Cordeiro

                                           Alana e Carol apresentaram o projeto para a
equipe a Biblioteca da Floresta na manhã de ontem


As estudantes explicam que a ideia surgiu no Ifac, durante o curso, quando foi solicitada a criação de um programa como forma de avaliação para as disciplinas de Programação para Web e Práticas Profissionais, ministradas pelo professor Marlon Teixeira.

“Primeiramente, passaremos por um período de testes de cerca de três meses para observarmos eventuais problemas, embora o já possa ser utilizado por todos os funcionários da biblioteca”, explica Nascimento. Ao lado da amiga, ela deu início, na manhã de ontem, ao treinamento dos estagiários e servidores da instituição.

Para o professor das jovens, a iniciativa pode servir para incentivar alunos a realizarem trabalhos parecidos. “Esse tipo de mobilização dos estudantes é muito interessante. É importante tentar fazer, mesmo correndo o risco de não dar certo”, observa Teixeira.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cineastas indígenas participam de debate na Biblioteca da Floresta

Escrito por Leandro Chaves - leandrochaves@pagina20.com   
24-Nov-2012
Publicado em Página 20


Mesa-redonda também contou com a presença do documentarista Vincent Carelli, do Vídeo

nas Aldeias


A Biblioteca da Floresta reuniu na tarde de ontem, em seu auditório, três dos principais cineastas índios do Estado para falarem sobre a importância do cinema indígena para as suas comunidades e para os chamados “homens brancos”. A mesa-redonda Vídeo nas Aldeias fez parte da programação da terceira edição do Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, que acontece em Rio Branco desde segunda-feira.

Participaram do debate os realizadores audiovisuais Zezinho Yube Huni Kui, Ibã Huni Kui e Bebito Ashaninka. O evento também contou com a participação do documentarista Vincent Carelli, do projeto Vídeo nas Aldeias, que comemora 25 anos de fundação com a publicação de um livro, lançado na capital acreana após o debate.

Os dois membros da etnia Huni Kui, conhecida popularmente como Kaxinawá, consideram as filmagens nas aldeias um instrumento capaz de preservar as tradições do povo, que é o mais numeroso do Estado. Além disso, acreditam que as imagens servem para apresentar a outras etnias e moradores das cidades sua realidade e modo de vida.


ÍNDIOS consideram as filmagens nas aldeias um instrumento capaz de preservar as tradições do povo


“Senti todo o potencial de uma câmera quando vi os jovens da aldeia cheios de ânimo para recuperarem as tradições do nosso povo, como pinturas, músicas, festas e danças. Isso possibilitou, por exemplo, a retomada do festival Katxanawa, há muito tempo não realizado na minha terra”, afirmou Zezinho, que é secretário especial para Assuntos Indígenas do governo do Acre e autor de diversos filmes exibidos Brasil e mundo afora.
Para Ibã, que tem um vasto trabalho de pesquisa sobre a religiosidade de seu povo, “os filmes servem para resgatar esse tesouro que é a nossa tradição, mudando, inclusive, a visão negativa que muitos têm sobre a ayahuasca [bebida sagrada dos povos indígenas do Acre, também conhecida como Santo Daime] e sobre a nossa medicina tradicional”.

Ibã é autor de um dos trabalhos indígenas mais reconhecidos no Acre e em outras partes do Brasil e do mundo. Ele transcreveu e gravou em CD músicas cantadas pelos Huni Kui em seus rituais sagrados com o uso da ayahuasca. O resultado pode ser conferido no livro Huni Meka: Cantos do Nixi Pae, presente no acervo da Biblioteca da Floresta.
“Para nós, Ashaninka, o visual é mais forte que a escrita. O vídeo causa mais impacto”, disse Bebito Pianko, que desenvolve trabalhos audiovisuais desde 1998, quando conheceu Vincent Carelli. O indígena lançou, na quinta-feira, no Pachamama, o seu mais recente trabalho, “No Tempo do Verão”, um recado para as crianças de sua aldeia.

Memória e visibilidade


De acordo com Vicent Carelli, a memória e a visibilidade são os motivos que levam os índios a trabalharem com cinema em todo o país. Ele afirmou que o processo de formação de professores indígenas na década de 1980 pela ONG Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC) foi essencial para o início das produções cinematográficas indígenas.

“Foi um trabalho que possibilitou aos índios o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre seu processo histórico. Eles também se tornaram pesquisadores de sua própria cultura e o vídeo acabou se tornando uma ferramenta a mais nesse processo de divulgação das suas realidades em toda a sua complexidade”, disse o documentarista.

Carelli veio ao Acre pela primeira vez na década de 1980. De lá para cá desenvolveu diversas atividades de formação e divulgação dos trabalhos desenvolvidos pelos próprios índios. Seu livro, Vídeo nas Aldeias: 25 anos, traz um pouco desse passado.

Com aproximadamente 250 páginas, o material reúne fotos, depoimentos e entrevistas com as personalidades envolvidas nessas duas décadas e meia de história da entidade.

“O livro é uma verdadeira obra de arte. É impossível não vê-lo com o olhar cinematográfico quando se folheia”, disse o diretor da Biblioteca da Floresta, o professor e jornalista Marcos Afonso, que também comentou sobre a produção audiovisual indígena: “São roteiros de identidade e de valorização de suas tradições, transcendências, cosmologias e formas como enxergam o mundo a sua volta”.

Na Biblioteca da Floresta é possível ter acesso à boa parte dessas produções indígenas locais e nacionais. O material se encontra no térreo da instituição e pode ser assistido no primeiro piso, espaço que reúne vários computadores disponíveis aos usuários.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cineastas americanos exibem documentário no Acre

Escrito por Leandro Chaves - leandrochaves@pagina20.com   

Publicado em Página 20
22-Nov-2012

Anne Makepeace e Alan Baker apresentaram ontem o filme “Ainda Estamos Aqui” no Festival Pachamama

Em meados da última década, importantes cineastas visitaram uma aldeia indígena esquecida pelos “homens brancos” para documentar o ousado e inédito processo de recuperação da língua nativa há muito tempo esquecida pelos membros do povo.

A história deste feito cinematográfico caberia, perfeitamente, na realidade amazônica, inclusive no Acre, onde, no mesmo período, algumas etnias revitalizaram seus dialetos, falados apenas pelos mais velhos – ação também documentada, muitas vezes, pelos próprios moradores das aldeias. Mas o caso aconteceu a sete mil quilômetros daqui, mais especificamente nos Estados Unidos, Sudeste de Massachusetts.

Mas o que isso tem a ver com o Acre? Se a semelhança entre os dois fatos não foi suficiente para responder, aí vai um bom motivo para se estabelecer uma relação mais que evidente: o resultado das filmagens com os índios Wampanoag foi exibido ontem em terras acreanas – ou florestas, como preferirem. E com um detalhe a mais: Anne Makepeace e Alan Baker, diretora e codiretor do documentário, respectivamente, fizeram questão de estarem presentes na exibição do filme, intitulado “Ainda Estamos Aqui” (We Still Live Here, no original, e Âs Nutayuneân, na língua Wampanoag).


EMBAIXADA norte-americana acompanhou visita dos cineastas à Biblioteca da Floresta


O trabalho, lançado em 2010 nos EUA, fez parte da programação da terceira edição do Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, que começou na última segunda-feira (19), em Rio Branco. Com exibições no Cine Teatro Recreio, no Calçadão da Gameleira, e nos bairros da cidade, o evento reúne, principalmente, produções independentes do Brasil e dos demais países da América Latina – o documentário norte-americano, neste caso, foi uma rara e feliz exceção.

Com pouco mais de 80 minutos de duração, “Ainda Estamos Aqui” mostra o trabalho de Jessie Little Doe na aldeia dos Wampanoag. Foi ela a principal responsável pelo ensino da língua nativa aos descendentes do povo. Segundo os registros, esta foi a primeira vez em que um dialeto sem falantes foi ressuscitada nos EUA.

“Um dos nossos maiores desafios foi convencer Jessie a ser a personagem principal do filme. O bom é que no final deu tudo certo não só com ela, mas com todo o povo, pois uma das nossas preocupações era ganhar a confiança dos Wampanoag e permanecermos na aldeia sem as dificuldades impostas pela diferença cultural. A receptividade foi maravilhosa”, explica a diretora do filme, que retorna aos EUA hoje.

Informar para formar

Para o codiretor do filme, Alan Baker, a vinda ao Acre pode servir como inspiração para que outros cineastas brasileiros e acreanos valorizem as culturas dos povos tradicionais.
“Nossa visita ao Brasil foi muito interessante porque por aqui também existe esse mesmo tipo de problema que documentamos no filme. Descobrimos muitos povos indígenas cuja língua está em processo cada vez maior de extinção e o documentário pode servir também como exemplo para que se busque sua recuperação”, disse.

Anne Makepeace compartilha o mesmo pensamento. De acordo com ela, o filme pode ter a capacidade de conscientizar os espectadores sobre a importância de não se deixar perder a cultura tradicional de um determinado povo. “Mostramos não apenas o processo de recuperação da língua, mas também as razões para este problema”.

Para isso, a equipe teve de retratar uma época histórica que se inicia no século 17 – momento em que os Wampanoag ajudaram os primeiros colonos ingleses na América, os Peregrinos (ou Pilgrins), a sobreviverem – e vai até a extinção da língua, há mais de 100 anos, quando morreu o último falante do dialeto nativo do povo.

“Como não tínhamos materiais para visualização, contratamos uma animadora para criar todas as sequências históricas do documentário”, explica a diretora, que também lista como desafio retratar a linguagem por meio de imagens.

Ao lado de outros 19 grupos de documentaristas, Baker e Makepeace participam de um projeto financiado pelo governo dos EUA em parceria com a Universidade de Califórnia para a visita a países com o objetivo de apresentar seus filmes. O codiretor de “Ainda Estamos Aqui” já viajou, por exemplo, à Colômbia, Cazaquistão e Malawi, na África.

Dos Wampanoag aos Kaxinawá


Os dois diretores aproveitaram a vinda ao Acre para conhecer, na última terça-feira (20), uma das aldeias que existem no Estado. Os Kaxinawá da Colônia 27, em Tarauacá, a 400 km de Rio Branco, receberam a visita dos cineastas, que foram acompanhados dos membros da Embaixada Norte-Americana no Brasil, John Matel e Angelina Smith, e do diretor da Biblioteca da Floresta, o professor e jornalista Marcos Afonso.


ANNE Makepeace é, há 25 anos, uma renomada cineasta de premiados filmes independentes


Ontem, eles conheceram a Biblioteca da Floresta, no Parque da Maternidade, espaço que reúne vasto acervo e exposições sobre a diversidade ambiental e cultural do Acre.

Makepeace e Baker se mostraram impressionados com os locais visitados. “Interessante ver a grande quantidade de jovens utilizando os espaços da biblioteca para aprenderem sobre as coisas de sua própria terra. O acervo indígena chamou muito minha atenção”, afirmou a cineasta, que também destacou a organização dos Kaxinawá da Colônia 27.

Baker fez questão de dizer que ainda não conheceu “nenhuma biblioteca como essa em lugar nenhum do Brasil. Percebi que o local representa um forte instrumento para a defesa dos direitos e das culturas indígenas. Tudo tratado com muita seriedade”.

“Somos não apenas um espaço de memória, mas também de sonhos. Acreditamos que vivemos uma crise na produção do conhecimento e uma das saídas para este problema é estabelecer um diálogo entre a tradição dos saberes da floresta com a modernidade do conhecimento científico. E é para isso que essa biblioteca existe”, concluiu Marcos Afonso.



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Festival Pachamama na Biblioteca da Floresta


III Festival Internacional Pachamama na Biblioteca da Floresta! 

Veja na programação, os eventos que acontecerão na Biblioteca:

22 de novembro (quinta-feira)
15h – Mesa Redonda: Os Isolados de Pachamama
Bate-papo sobre os índios isolado no Estado do Acre e o seu futuro.
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
16h – Lançamento do DVD Paralelo 10
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

23 de novembro (sexta-feira)

15h – Mesa Redonda Vídeo nas Aldeias  Um bate-papo com os cineastas indígenas e a sua visão de mundo.
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
16h – Lançamento Livro Vídeo nas Aldeias
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Para ver a programação completa do festival, clique aqui! 

Feira de Conhecimento da Escola Glória Perez homenageia o Acre e a Biblioteca da Floresta


Em todo término do ano letivo é realizada, na Escola Glória Perez, a Feira de Conhecimento. Agora o tema escolhido foi "Identidade Acreana".

Os alunos do segundo ano B ficaram encarregados de falar das duas principais bibliotecas acreanas: A Biblioteca Pública e a Biblioteca da Floresta.

Após auxiliar, semanas antes, a pesquisa dos alunos, o diretor da Biblioteca, Prof. Marcos Afonso, acompanhado de Juciele Belchior (Coordenadora da Biblioteca) e Abraão Péricles (Infraestrutura), foram prestigiar o minucioso trabalho desenvolvido pelos alunos. “Estou muito impressionado com o resultado e a exposição dos estudantes. Parabéns para eles, os professores e a Direção da escola por este evento que fortalece nosso sentido espaço-temporal e identidades históricos”, ressaltou Marcos Afonso.


Toda a escola Glória Perez se mobilizou para realizar a feira que expos aspectos históricos, políticos, sociais e culturais do Estado



"Fomos muito bem recebidos na Biblioteca da Floresta", agradeciam o alunos



"O conhecimento não é estático, ele pode ser divertido dependendo da forma em que é aplicado", disse o diretor da Escola Glória Perez, Valmir Nicácio


O grupo era constituído por oito alunos. Na foto, eles posam com o Diretor da Escola Valmir Nicácio, a professora Terelúzia Pereira, Marcos Afonso e Juciele Belchior

Chico Mendes e Marina Silva
foram duas personalidades acreanas homenageadas pelos alunos:






Sandino Mendes, filho de Chico Mendes, também esteve presente na feira e visitou a exposição em homenagem a seu pai


"Esta homenagem é um tributo à história "







terça-feira, 13 de novembro de 2012

Alunos do Colégio de Aplicação recebem palestra na Biblioteca da Floresta

Escrito por Leandro Chaves
Publicado no Site do Jornal Página 20

Estudantes do ensino médio do Colégio de Aplicação participaram, na manhã de ontem, no auditório da Biblioteca da Floresta, da palestra “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço”. Ministrada pelo diretor da biblioteca, o professor e jornalista Marcos Afonso, a atividade faz parte da programação da Usina de Humanização, projeto desenvolvido pelo setor de Humanização da Secretaria de Estado de Gestão Administrativa (SGA) em parceria com a Biblioteca da Floresta.

Quatro turmas do primeiro, segundo e terceiro ano participaram da atividade, que tem o objetivo de proporcionar um espaço de reflexão sobre o papel de cada um no tempo e espaço, além de “propiciar a troca de conhecimentos e experiências sobre sentimentos e valores inerentes à condição humana”, conforme informa o material de divulgação do programa.



ESTUDANTES do ensino médio participaram do evento

A palestra envolve fotografias, vídeos, músicas e interatividades voltados à filosofia e se baseia nos “Quatros Pilares da Educação para o Terceiro Milênio” e no “Manifesto da Paz”, propostos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A atividade procura, ainda, estabelecer um diálogo entre a tradição e a modernidade e tem o compromisso ético com a sustentabilidade, explicitados no seu lema, “preservar e promover a vida”.

Os estudantes estiveram aos cuidados da professora de filosofia Maria Ivanilde. De acordo com ela, “retirar os alunos da sala de aula e levá-los para ouvir outras pessoas, conhecer diferentes espaços e vivenciar novas experiências representa um momento fantástico. A filosofia é fundamental para se ter contato com o mundo e prepará-los para o mercado de trabalho”.


A partir do ano que vem, o Colégio Aplicação e a Biblioteca da Floresta firmam parceria para a realização de novas atividades com os estudantes.

O programa Usina de Humanização é realizado desde o ano passado com servidores públicos locais. A proposta é humanizar as relações entre o Estado e a sociedade, “sobretudo na elevação da solidariedade e ampliação da cidadania”.


FEIRA DE CONHECIMENTOS DIVULGA BIBLIOTECA DA FLORESTA



Por: Pryscila Thays

Um grupo de alunos da      Escola Estadual Glória Perez, esteve na Biblioteca da Floresta realizando uma pesquisa sobre a história da Instituição. Os estudantes irão participar de uma feira de conhecimentos que abordará assuntos relacionados à “Identidade Acreana”, tema escolhido pela direção do colégio.

O grupo era composto por cinco alunos: Jayne Lima de Oliveira, José Alexsandro Souza Nobre, Patrick Anderson Souza da Costa, Alisson Santos da Silva e Gleycinaira Yngrit Farias da Rocha.

O evento será realizado na próxima sexta- feira, 16, das 9h00 ás 16h00. Toda a escola está mobilizada para a abertura da feira de conhecimentos.  As turmas foram divididas e cada uma irá apresentar um ponto da nossa cidade que demonstre um pouco da identidade acreana.


Alunos do 2º ano do Colégio Glória Perez

Segundo a aluna Jayne Lima de Oliveira, “gostamos muito da Biblioteca da Floresta, pois é um espaço que guarda sobre a história acreana muito além do que imaginamos. A cada visita fico mais encantada”.
Os alunos foram presenteados com quites entregues pelos estagiários e a coordenadora da Biblioteca, Juciele Belchior.


Entrega dos quites

Escola Estadual Glória Perez
A escola foi inaugurada em 14 de novembro de 2003. O nome foi escolhido pelo Governo do Estado do Acre em homenagem a novelista e escritora acreana Glória Maria Ferrante Perez. Está localizada na Avenida Brasil, nº 85, no Conjunto Xavier Maia, Bairro Placas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CULTURA NO JARDIM...

Por: Marcos Afonso
Publicado em 11 / nov / 2012 no Blog Varal de Ideias



Imagine Cultura, Ciência, Cinema, Design, Radioamadorismo, Livros, Poesia e Música reunidos em um jardim!… Adicione memória, identidades e sonhos. Pronto, você está sentindo o clima que se instalou na última segunda-feira (05), quando usuários, funcionários e convidados da Biblioteca da Floresta celebraram as datas acima de forma muito especial.



Logo no início da tarde, o Clube de Radioamadores do Acre montou os equipamentos para testar sua enorme antena, afixada sábado, nos altos da Biblioteca. Um sucesso. A celebração seria transmitida “ao vivo” pelas ondas do rádio, elemento tão importante para a ampliação da informação e conhecimentos na história da Amazônia. Homenageávamos também o Dia do Radioamador.
Quando entardeceu, todos se dirigiram ao Auditório para assistir o filme “Efeitos Luminosos”, do cineasta, historiador e membro da Confraria da Revolução, Adalberto Queiroz. O filme é uma singela e emocionante montagem com filmagens de dezenas de homens e mulheres que fizeram história na cultura do Acre e que já partiram. Atores, músicos, escritores, poetas, jornalistas, povoaram a tela do Auditório. Após a exibição, anunciamos a inauguração de todo o acervo cinematográfico do Adalberto na Biblioteca (registros históricos dos últimos 35 anos), que ocorrerá no início de 2013, como parte comemorativa dos 50 anos do Acre – Estado. Lembrávamos o Dia do Cinema Brasileiro.


Em seguida, nos dirigimos ao jardim, onde foi oferecido suco de uva, para recordar o vinho da Grécia, um dos berços da cultura ocidental, além do nosso tradicional café. Entre as flores e árvores, ouvimos poemas da Francis Mary, membro da Academia Acreana de Letras e presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (ele também aparece no filme do Adalberto). O Zezinho Yube, Assessor para Assuntos Indígenas, entoou uma das canções sagradas do seu povo Huni Kui (Kaxinaua), cantada nos ritos iniciais com a ayahuasca.






Para lembrar o Dia do Livro, obras de Epicuro, Maiakovski e Fernando Pessoa foram sorteadas entre os usuários da Biblioteca, enquanto os convidados escreviam suas mensagens em folhas desenhadas por Rogério Vasconcelos, nosso Designer, todas estendidas num varal. Para encerrar, a nossa colega Yasmin O’hanna, integrante do grupo CLÃdestinos, interpretou uma antiga canção do músico Tião Natureza… E tudo isso sendo transmitido pelas ondas do aparelho radioamador para estações do Espírito Santo, Mato Grosso e Rondônia.



As densas nuvens que receberam a noite impediram nossas observações ao telescópio… Mas o Clube de Astronomia Gama Hidra estava lá. E também o Pium Fotoclube, a Sociedade Filosophia, o Samaúma Vídeo Clube, o Cineclube Opiniões e o Clube do Samba… Todos num anoitecer de sonhos!…




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

PALESTRA DISCUTE PESQUISA DE PLANTAS MEDICINAIS NA AMAZÔNIA



Ling Chau Ming associou conhecimentos científicos e tradicionais em benefício da saúde

Ling Chau Ming, professor da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita (UNESP), também editor-chefe da Revista Brasileira de Plantas Medicinas, realizou uma palestra sobre pesquisa científica com plantas medicinais na manhã de segunda (29) no auditório da Biblioteca da Floresta. O pesquisador é parceiro da Embrapa Acre, realizadora do evento.


O público esteve atencioso durante toda a palestra


Ling Chau Ming é um dos maiores especialistas em Etnobotânica do Brasil, e falou dos projetos de pesquisa com plantas medicinais, principalmente para o combate a Malária. Participaram da palestra professores, pesquisadores e estudantes interessados no assunto.


A ESCITORA CUSTÓDIA WOLNEY FAZ DOAÇÃO DE SUAS PUBLICAÇÕES À BIBLIOTECA




A escritora Custódia Wolney, que está na cidade participando de um Simpósio na Universidade Federal do Acre, fez a doação de publicações de sua autoria ao visitar a Biblioteca no dia 26 de outubro. Os livros doados foram: “Sombras da Revolta”, “Kalunga” e “O preço de um sonho”. 

BIBLIOTECA DA FLORESTA NO II SARAU DO SERVIDOR PÚBLICO

Por: Juliana Leon

A Biblioteca da Floresta participou no dia 25 de outubro, do II Sarau do Servidor Público, no Teatro Plácido de Castro. O evento fez parte das programações da Semana do Servidor Público. A servidora Yasmin O’hana representou a Biblioteca cantando e tocando com a banda Clãdestinos.




O professor Marcos Afonso esteve presente no evento para prestigiar a talentosa Yasmin O’hana, acompanhado pela Coordenadora da Biblioteca, Juciele Belchior e da Coordenadora da Usina de Humanização, Juliana Leon.



Depois de apresentações variadas, dentre elas música, teatro, dança, histórias e poesia, todos os servidores foram aplaudidos de pé pela plateia.  O II Sarau do Servidor foi um belíssimo encontro cultural.

SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE REALIZA FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS POPULARES


Por: Anaís Cordeiro


Com o objetivo de revitalizar e manter preservadas as áreas de mata ciliar que ficam nas margens de igarapés, olhos d’água, rios e represas, a Prefeitura de Rio Branco realizou no dia 2 de outubro, no auditório da Biblioteca da Floresta, a formação de 25 educadores ambientais populares, que fizeram um curso de cinco módulos teóricos e práticos, atuando na recuperação das matas ciliares do Igarapé Fundo. O Igarapé tem 100% de sua bacia na zona urbana de Rio Branco, e corta 24 bairros e conjuntos da cidade.


                                                                                                         
 Presente no evento, o prefeito Raimundo Angelim comentou como políticas que envolvem a sociedade são eficazes por fugirem do discurso e partirem para ação: “Eu gosto muito da palavra coletivo. Esse curso não preparou os formandos para terem um discurso preservacionista, mas sim para preservar a vida e provocar o envolvimento da sua comunidade”                                                                                                                  

ESCRITORAS ROSEANE MURRAY E GLÓRIA KIRINUS VISITAM BIBLIOTECA DA FLORESTA



Por : Anaís Cordeiro



As escritoras Roseana Murray e Glória Kirinus, que estiveram em Rio Branco compartilhando suas experiências com os participantes da II Bienal da Floresta (ocorrida entre os dias 14 e 23), visitaram no dia 19 de Setembro a Biblioteca da Floresta.
As duas foram guiadas pelo Diretor da Biblioteca, prof. Marcos Afonso e encantaram-se com o espaço, em especial o projeto “Mensagens para o futuro”, onde mais de 5000 cartas foram depositadas em uma caixa hermeticamente lacrada que será aberta somente em setembro de 2125.