segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

40 anos de cinema no Acre é destaque na Biblioteca da Floresta




Em sua 10ª edição, o Festival Acreano de vídeo é destaque na programação da Biblioteca da Floresta, no período de 25 de fevereiro a 2 de março. Como um dos apoiadores do festival, a Biblioteca recepciona em seu auditório a Semana de abertura do evento com mesa redonda formada por cineastas envolvidos nas obras ao longo desses 40 anos, exibições de filmes e debates realizados por produtores acreanos, a partir das 19h30min.

Segundo o cineasta e organizador do evento Adalberto Queiroz, o X Festival Acreano de Vídeo tem o objetivo de homenagear quatro décadas de produções audiovisuais e tem a Associação Acreana de Cinema – Asacine como realizadora em parceria com a Fundação Elias Mansur (FEM). As atividades irão ocorrer ao longo deste ano em vários espaços culturais.

Dentro de uma ampla programação a primeira semana reserva filmes que tratam de temas regionais como “Rio Branco – 130 Anos de Lutas e Progresso”, do produtor Gilberto Trottamondo; "Osvaldo Moura de Oliveira - Rompendo Barreira e Fronteiras", de Adalberto Queiroz; "Etnograffiti" de Carina Cordeiro e  “Awara Nane Putana - Uma história do cipó", de Sérgio de Carvalho; o destaque "Empate", de Valdir Calixto e Adalberto Queiroz, e “Mapinguari, a lenda”, de Enilson Amorim. A entrada é franca.

Festival Acreano de Vídeo


Existente desde 1979, o Festival surgiu a partir da iniciativa de jovens acreanos, amantes do cinema que queriam apresentar à população suas produções independentes. Com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac), a primeira edição teve como ganhadores Binho Marques e Silvio Margarido, com o filme “Xadrez”, e foi considerada a primeira animação acreana, no qual retratava uma partida do jogo.


Após cinco edições veio a necessidade de ampliar parcerias e então é fundada a Associação Acreana de Cinema (Asacine). Na ocasião, o Super 8 perde espaço no mercado com a chegada do VHS, impossibilitando o grupo de produzir de 1983 a 1988 pois era um material muito caro na época. A volta das edições ocorre em 1989, agora com o nome Festival Acreano de Vídeo, acompanhando as novas tecnologias.

Hoje, a Asacine é presidida pelo cineasta Adalberto Queiroz, um dos pioneiros da sétima arte no Estado e ressalta que os festivais são uma forma de promover, ao máximo, a qualificação e renovação do seu quadro de associados, incentivar a produção de curtas e longas, e promover debates que possibilitem o encontro entre o público e o realizador. 

Programação:

25/02 Segunda-feira
19h30  Abertura solene
20h  Mesa redonda: “Homens e mulheres da história do  cinema acreano”
          Debate com o professor Hélio Costa Jr, autor do livro “Acreanos do Cinema”

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta


26/02 Terça-feira
20h - Rio Branco - 130 Anos de Lutas e Progresso
Duração: 25 min - Direção: Gilberto Trottamondos
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

O documentário conta a história do Acre desde a vinda do cearense Newtel Maia, fundador do seringal Empresa (atual Rio Branco), passando pela Revolução Acreana, à conquista da independência do Estado até o ano de 1999, quando o jovem engenheiro Jorge Viana assumiu o governo impulsionando uma nova fase de desenvolvimento.

27/02 Quarta-feira
19h30 - Osvaldo Moura de Oliveira - Rompendo Barreiras e Fronteiras
Duração: 22 min - Direção: Adalberto QueirozLocal: Auditório da Biblioteca da Floresta

Após 60 anos de vida dentro dos seringais do Brasil e da Bolívia, o senhor Osvaldo Moura, de 92 anos, resolveu alfabetizar-se na Escola do Serviço Social do Comércio, em Brasiléia. Este documentário retrata a sua vida e o seu entusiasmo que é compartilhado com muita alegria por seus colegas de sala, professores, familiares e outras pessoas da comunidade dos dois países.


28/02 Quinta-feira
19h30 - Etnograffiti
Duração:13 min - Direção: Carina Cordeiro

Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

Documentário elaborado a partir da cobertura da Oficina de Etnograffiti, realizada no período de fevereiro a abril, na Biblioteca da Floresta. Mostra-se o processo de criação do stencil, corte e de técnicas de desenho, no qual a arte moderna e a tradicional (influência dos povos indígenas) são estudadas e valorizadas.

19h45  - Awara Nane Putane - Uma história do cipóDuração: 20 min - Direção: Sérgio CarvalhoLocal: Auditório da Biblioteca da Floresta

Animação que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no estado do Acre. O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco linguístico Pano.

01/03 Sexta-feira
19h30 - Empate
Duração: 22 min - Direção: Valdir Calixto/Adalberto Queiroz
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

Trata-se de um registro de aspectos marcantes da nossa história recente, pois revela os conflitos entre os “paulistas", os seringueiros e os posseiros que viviam do extrativismo da borracha, da castanha e da pequena lavoura, no Baixo e Alto Acre. O vídeo foi produzido em parceria da Fundação Elias Mansour com a Asacine, por meio do Projeto CinemAção, via Incentivo Direto e compartilhado pelo Fundo de Cultura do Município de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil.

02/03 Sábado
19h30 - Mapinguari, a lendaDuração: 16 min. Direção: Enilson Amorim
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta

A animação em 2D mostra a vida de uma tribo indígena localizada às margens do rio Juruá, onde mora um indiozinho chamado Manauá e sua amiga Cunhaporá. Ao desrespeitar uma lei de sua tribo, Manauá revive a terrível história da cobra grande, que o pune transformando-o no lendário Mapinguari. A única condição que fará Manauá voltar a ser índio é realizar um ato de bondade.
Coquetel de encerramento

Para mais informações entre em contato conosco:
Assessoria de Comunicação da Biblioteca da Floresta
e-mail: assessoriabfac@gmail.com ou pelo telefone: 3223-9939

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Oficina de Férias “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço” reúne mais de 70 pessoas





                                                                                                Fotos: Pryscila Thays

                                              Palestra lotou o auditório da biblioteca

A atual versão da “Oficina Ética e Cultura no tempo e no espaço”, ministrada pelo professor Marcos Afonso, trouxe ainda mais dinamismo e descontração, no auditório da Biblioteca da Floresta, na última quinta-feira.

A palestra que tem duração de quatro horas impressionou mais de 70 pessoas, entre elas membros da Sociedade Filosophia, jornalistas, acadêmicos e intelectuais que se abriram para um mundo de novos conhecimentos sobre si, a humanidade e o mundo que os cerca.

Professor Marcos Afonso ministrando a oficina
A acadêmica de serviço social, Elane Tavares conta que foi uma experiência muito gratificante. “Por ser a primeira vez que participo da oficina ainda estou encantada com todas as informações. Realmente saí da palestra me sentido uma caravela e pretendo assistir novamente”, explicou.

De acordo com o professor Marcos Afonso a realização da oficina nesse período de férias é muito importante, pois dessa forma outras pessoas têm a oportunidade de participar do evento, e agora com maior interação com o público.


“Achei a palestra muito interessante, fiquei ainda mais contente quando percebi que o assunto abordado é o mesmo que estou estudando em sala de aula, porque tenho uma disciplina que é ética, política e sociedade”, contou a estudante de direito, Maria de Lourdes.

A oficina, que geralmente acontece na Biblioteca da Floresta é organizada pela equipe administrativa da casa, recebe o apoio da Diretoria de Humanização, da Fundação de Cultura Elias Mansur e do Governo do Povo do Acre. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Aniversariante ganha de presente visita à Biblioteca

Giuliana, de nove anos adora ler e demonstrou grande entusiasmo ao desfrutar do seu presente.

                                                                                                                   Fotos: Jeniffer Bruschi


Em sua sala, o Diretor Marcos Afonso recepciona Giuliana e Sr. Quintela


Esta semana uma visita à Biblioteca da Floresta se tornou um agradável presente de aniversário à Giuliana da Silva Rodrigues, de nove anos. O presente foi dado por seu tio-avô, membro da Confraria da Revolução Acreana, Sr. Theodoro Solon Quintela, como forma de mostrar a importância de nossa história, nossas conquistas e nossa biodiversidade. 


Durante a visita foi apresentado à aniversariante nosso acervo especializado em assuntos e autores da Amazônia e do Acre, também um pouco da história dos povos indígenas e suas tradições, a magia da nossa Floresta Amazônica, as lutas e conquistas de Chico Mendes, bem como a réplica de uma casa de seringueiros, onde pôde ouvir de seu tio-avô grandes histórias da época.

Giuliana descobrindo a poronga (espécie de lamparina usada pelos seringueiros
para percorrer as estradas da seringa na floresta amazônica)



A estudante da 4ª série, da Escola Iracema Gomes Pereira diz querer ser professora quando crescer e conta que este presente foi um grande incentivo. ”Gostei muito de conhecer a Biblioteca, nem sabia que tinha tudo isso aqui, quero voltar outras vezes”, conta enquanto olhava a paisagem pelo elevador panorâmico.


Mas os presentes não acabaram por ai. Saboreando pela primeira vez um cappuccino, como gente grande ela desfrutou de uma inteligente conversa com o diretor da Biblioteca, Prof. Marcos Afonso falando sobre literatura, escritores importantes até chegar aos novos formatos de leitura na modernidade. 



Estudante conhece o acervo digital do professor Marcos Afonso.


 

Em nome da casa, ao final da visita Giuliana foi presenteada com o DVD institucional da Biblioteca Temas do Acre, e com o livro A história de Chiquinho, produzido pelo Instituto Chico Mendes. A literatura infantil conta toda a história de Chico Mendes de uma forma atraente com a ilustração do desenhista Ziraldo. 


Giuliana recebe seu presente com uma linda dedicatória do professor