quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Biblioteca da Floresta realiza campanha de doação de livro infantil



Começou na última segunda-feira, 23, a campanha de doação de livros, revistas e quadrinhos infantis “Colhendo Livros, Plantando Cultura”. Promovida pela Biblioteca da Floresta/FEM, a atividade faz parte das programações da Semana da Criança, em alusão ao Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro, e dos “25 Anos Chico Mendes Vive Mais”, um conjunto de ações realizadas ao longo do ano para celebrar os ideais do líder seringueiro Chico Mendes.

A coleta será feita até o dia 5 de outubro na Biblioteca da Floresta, Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Casa Civil do Governo do Estado, Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Livraria Paim e loja MMartan, no Via Verde Shopping. Na Biblioteca, os livros poderão ser doados de segunda à sexta, das 8 às 21 horas, e aos sábados, das 14 às 20 horas.

As doações devem estar em bom estado, pois serão utilizados pelos alunos do 5º ano das escolas públicas Djalma Teles e José Augusto, além de crianças da Casa de Leitura Chico Mendes, um dos pontos de luz da Comissão Especial “25 Anos Chico Mendes Vive Mais”.

A programação da Semana da Criança também traz visitas dessas escolas e da Casa de Leitura às exposições da Biblioteca da Floresta. Os estudantes serão recebidos por guias com vestimentas indígenas, de seringueiros e de personagens do folclore amazônico, como a Mãe da Mata. Ao final da visita, as crianças assistirão a uma apresentação com fantoches do livro “A História de Chiquinho”, que mostra a luta de Chico Mendes adaptada ao público infantil.


(Por Leandro Chaves)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cosmologia indígena e mudanças climáticas em debate

A palestra teve como base a tese da Drª. Erika Mesquita
 Como as populações indígenas, que têm uma visão e uma vivência com a natureza diferentes dos não índios, percebem as alterações do clima? Na palestra “Cosmologia dos Índios do Alto Juruá sobre Mudanças Climáticas”, promovida pela Biblioteca da Floresta/FEM na última terça-feira, 24, a doutora em Antropologia Erika Mesquita esclareceu esta e outras questões sob o olhar dos povos Ashaninka e Huni Kui - mais conhecido como Kaxinawá.

A palestra, baseada na tese de doutorado de Mesquita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também apresentou as percepções desses povos sobre o aquecimento global a partir de suas relações com espécies de animais da floresta amazônica.

Participaram da palestra estudantes, antropólogos e indígenas
O sapo que antes “cantava” para avisar a chegada da chuva ou de uma frente fria não o faz mais com esta finalidade, assim como a presença de teias de aranhas na floresta não sinaliza mais a aproximação do verão - entre outros exemplos. Para Erika, tudo isso é consequência das mudanças do clima e tem desorientado tanto os índios como esses bichos.

“A normalidade para os ciclos climáticos determina atividades específicas para esses povos. No verão, por exemplo, é tempo de coletar sementes para o artesanato. Mas os indígenas tem percebido que determinadas sementes não são mais encontradas neste período”, disse a pesquisadora. O atraso na floração das árvores e o mau cheiro dos peixes também indicam essa anormalidade.

Secretário de Assuntos Indígenas Zezinho
Yube ratificou as informações da palestra
Segundo a cosmologia indígena, os efeitos das mudanças climáticas são respostas (ou “castigo”) ao desmatamento e à poluição provocada pelos não índios.
“Os moradores da floresta, indígenas ou não indígenas, também contribuem, e muito, com sua ciência nativa, para os debates atuais sobre as transformações no clima”, concluiu Mesquita.

Participaram do evento estudantes, pesquisadores, antropólogos, indígenas, entre outros interessados. Também estiveram presentes o diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes; a presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Francis Mary; o assessor para Assuntos Indígenas do Governo do Estado, Zezinho Yube Kaxinawá; e o pró-reitor de Assistência Estudantil do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac), Emerson Gaspar.

A palestra fez parte da programação dos “25 Anos Chico Mendes Vive Mais”, um conjunto de ações realizadas ao longo do ano para celebrar os ideais do líder seringueiro e ambientalista xapuriense.


(Por Leandro Chaves)
(Fotos: Camila Holsbach)

Diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes
Pesquisadora e palestrante Drª. Erika Mesquita
Presidente da Fundação Elias Mansour, Francis Mary
Pró-reitor de Assistência Estudantil do Ifac, Emerson Gaspar

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Palestra sobre cosmologia indígena e mudanças climáticas abre programação da Semana Verde na Biblioteca da Floresta


A Biblioteca da Floresta/FEM realiza, na noite desta terça-feira, 24, a palestra “Cosmologia dos Índios do Alto Juruá sobre Mudanças Climáticas”, ministrada pela doutora em Antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Erika Mesquita. Com início às 19h, o evento acontece no auditório da instituição e abre a programação da Semana Verde.

Na palestra, a pesquisadora debaterá conhecimentos tradicionais (ou etnoconhecimentos) e as contribuições dos povos da floresta para o pensamento sobre as mudanças climáticas.

“Cultura e sociedade são, ao mesmo tempo, o problema e a solução para as alterações do clima. Pretendo expor os saberes locais sob a ótica dos índios do Alto Juruá, trazendo à tona a importância da contribuição do conhecimento tradicional para repensarmos essas mudanças”, explica Mesquita, que é professora e pesquisadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifac) do Acre – Campus Cruzeiro do Sul, instituição parceira do evento.

A Semana Verde é uma realização da Biblioteca da Floresta e da Comissão Especial “25 Anos Chico Mendes Vive Mais!” – grupo formado por mais de 30 instituições que tem promovido, ao longo do ano, vários eventos para celebrar os ideais do líder seringueiro Chico Mendes.

A programação da Semana Verde se encerra nesta quinta-feira, 26, com o evento “Um Entardecer com Chico Mendes”, nas escadarias do Palácio Rio Branco, onde será encenado o último grande empate que aconteceu em 1988 no Seringal Cachoeira.


(Por Leandro Chaves)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Biblioteca da Floresta recebe visita de médicos estrangeiros

O médico Diego Mora (esquerda) se impressionou com a
ata de fundação do Estado Independente do Acre 
A Biblioteca da Floresta recebeu, na noite da última quarta-feira, 18, a visita de quatro dos dez estrangeiros que vieram trabalhar no Acre pelo programa Mais Médicos, do Governo Federal. A visita foi acompanhada pelo secretário-adjunto de Saúde de Rio Branco, Oteniel Almeida, entre outros gestores públicos municipais.

Sonia Gonzalez Perez, Aleida Diaz Aladro, ambas de Cuba, Cesarina Soledad, da República Dominicana, e Diego Francisco Mora, da Espanha, conheceram as exposições permanentes e temporárias, além do acervo temático da instituição. Os profissionais foram guiados pelo diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes.
Médicos foram presenteados com o DVD Temas do Acre
Ao apreciar a exposição sobre o historiador Leandro Tocantins, no térreo da Biblioteca, o médico espanhol se impressionou com a ata de fundação do Estado Independente do Acre, uma das raridades da exposição.

“Já tinha ouvido falar na história de que um espanhol liderou uma revolta de seringueiros e transformou um pedaço da Amazônia em um país e fiquei admirado com tudo isso, principalmente ao descobrir que vários ministérios foram fundados”, disse Diego Mora.
Ao final da visita, os quatro médicos receberam o DVD Temas do Acre, que contém informações sobre a Biblioteca da Floresta e sobre a história dos movimentos socioambientais do Acre.
Visitantes foram guiados pelo diretor da Biblioteca, Marcos Afonso
Os médicos estão no Acre há cerca de seis dias e, no momento, estão conhecendo a realidade do Estado para melhor exercer suas funções. Eles devem começar a trabalhar nas unidades públicas de saúde de Rio Branco e de mais quatro cidades do interior nos próximos dias.


(Por Leandro Chaves)

Pinturas indígenas continuam expostas na Biblioteca da Floresta


Os quadros estão expostos na Biblioteca da Floresta desde dezembro de 2012

Nixi Pae são letras dos cantos do povo indígena Huni Kui (Kaxinawá) que falam de como os seus antepassados conseguiram encontrar o cipó, utilizado na preparação do chá da Ayahuasca - ou Santo Daime para os não índios. Essas canções também são chamados pelos Huni Kui de “cantos da floresta”. Seu objetivo é purificar e dar força ao índio quando ele toma o chá.

Com a invasão da cultura não índia nas aldeias, o Nixi Pae foi se perdendo, sendo conhecido apenas pelos mais velhos. Mas uma iniciativa vinda dos próprios indígenas busca resgatar essa cultura e estendê-la ao mundo.

Em 2007, foi realizado um processo de gravação, transcrição e tradução do Nixi Pae. O trabalho foi feito pelo indígena Ibã Huni Kui Kaxinawá, com apoio da antropóloga Nietta Monte e Dedê Maia, por meio da ONG Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC). Após esse processo, foi pensada na produção de pinturas baseadas nesses cantos.



As imagens são representações em cores dos cantos e da vida na floresta. Através deles, é possível compartilhar amplamente a tradição do Nixi Pae. Os cantos são falados na língua rãtxa-kuí, mas os quadros podem ser compreendidos por qualquer pessoa.

 “Sinto-me agradecido. Ter esses quadros expostos na Biblioteca da Floresta, para mim, é como um agradecimento à cultura e a história dos Huni Kui”, comenta o estagiário da instituição, Alan Alves, descendente das nações Huni Kui e Apurinã e irmão de um dos artistas.

As obras expostas no segundo piso da Biblioteca da Floresta foram feitos com lápis de cor, pincel atômico e giz de cera. Em maio de 2011, fizeram parte da exposição “Histoires de voir – Show and tell”, da Fundação Cartier de Paris, e em abril do ano passado integraram a exposição “Acre Origens, Essência e Mostra” na Rio+20, realizada no Rio de Janeiro.

Para quem deseja visitar a exposição, a Biblioteca da Floresta está aberta a visitas de segunda à sexta, das 8h às 21h, e aos sábados, das 14h às 20h. 

(Por: Anaís Cordeiro)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Biblioteca da Floresta recebe mais de 1,6 mil visitas por mês

Exposição "Pelos Caminhos de Portugal" tem sido sucesso de visitação
Desde a sua fundação, em 2007, a Biblioteca da Floresta recebe diariamente muitos visitantes. De janeiro a agosto deste ano, a instituição registrou cerca de 13,5 mil visitas - uma média de mais de 1,6 mil por mês.
Pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo vêm em busca de conhecimento, seja por parte do acervo especializado em assuntos e autores da região amazônica, seja por conta das exposições.
A sua principal exposição, “Chico Mendes: 20 anos de Saudades e Conquistas”, é uma das preferidas do público. Em breve, ela será atualizada e ampliada, com apresentação dos novos painéis informativos.
Além do acervo e das exposições, a Biblioteca realiza e apoia eventos, entre eles os promovidos pelos nove grupos temáticos que interagem com a instituição, como o Cinemacre, Sociedade Filosophia, Clube do Samba, Pium Fotoclube, entre outros.
Atualmente, a “Sala de Leitura”, no térreo, e a “Sala de Pesquisa Multimídia”, no primeiro piso, encontram-se temporariamente fechadas devido à substituição dos condicionadores de ar. A previsão para a reabertura desses espaços é de até três meses.
De janeiro a agosto, foram mais de 13 mil visitas
Exposições:
A Biblioteca dispõe de dois tipos de exposição: as temporárias e as permanentes.
Entre estas estão “Chico Mendes: 20 anos de Saudades e Conquistas”, que mostra a trajetória de lutas do líder seringueiro e as conquistas obtidas nos últimos anos com base em seus ideais. O “Espaço Povos da Floresta”, no segundo piso, traz objetos indígenas (inclusive dos índios isolados) e uma réplica da casa do seringueiro.
Já a exposição “Leandro Tocantins”  conta com objetos pessoais de um dos maiores historiadores do Estado e importantes documentos históricos, como a ata de fundação do Território Independente do Acre. A Biblioteca dispõe ainda de desenhos indígenas que retratam a mística do povo Huni-Kui (Kaxinawá). A exposição “Cantos do Nixi-Pae” já esteve na Fundação Cartier, em Paris, na França.
“Pelos Caminhos de Portugal” faz parte das exposições temporárias e tem como objetivo mostrar os costumes e locais daquele país, com objetos doados por famílias portuguesas residentes no Acre, que contribuíram para a formação histórica e econômica acreana.
A Biblioteca da Floresta está aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 14h às 20h. Para visitações de grupos de alunos ou pesquisadores, é necessário agendamento pelo telefone (68) 3223-9939.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Alunos do 3º ano participam de ciclo de oficina promovido pela Biblioteca da Floresta


O auditório da Secretaria de Educação recebeu  durante dois dias
 alunos da escola Heloisa Mourão Marques


Em convênio com a Diretoria de Ensino da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), a Biblioteca da Floresta/FEM promove desde junho deste ano uma série de oficinas de sensibilização à filosofia, intitulada “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço”. O objetivo da ação é melhorar o preparo de estudantes do 3º ano da rede pública para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece em outubro em todo o Brasil.

Durante esta semana foram realizadas três oficinas, duas para alunos da escola Heloisa Mourão Marques, localizada no bairro Sobral, e uma para os alunos da escola Lourival Sombra, no Tangará. Quase 400 alunos participaram do ciclo de palestras.


Na escola Lourival Sombra, cerca de 100 alunos estavam presentes


Raine Souza Magalhães, 17 anos, da escola Heloisa Mourão Marques, conta que os vídeos exibidos na oficina a fizeram refletir e foram sua parte favorita do evento. Gustavo Silva, também de 17 anos, falou de suas impressões: “Quando falaram que a palestra seria de quatro horas me assustei, mas eu nem vi o tempo passar. Gostei da forma dinâmica em que a oficina é dada.”.  

Ministrada pelo diretor da Biblioteca da Floresta, o professor e jornalista Marcos Afonso Pontes, a oficina utiliza recursos como fotografias, vídeos, obras de arte, músicas, cinema, entre outros, para um exercício de sensibilização à filosofia, com o objetivo de ampliar o olhar do espectador.


(Por: Anaís Cordeiro)
(Fotos: Juliana Leon)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palestra "Ética e Cultura no Tempo e Espaço" é ministrada em comemoração ao Dia da Amazônia

Cerca de 200 estudantes lotaram o auditório do Armando Nogueira


Em comemoração ao Dia da Amazônia, foi ministrada na manhã desta quinta-feira, 5, para cerca de 200 alunos do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Armando Nogueira, a palestra "Ética e Cultura no Tempo e Espaço".

Antes da oficina, o diretor da Biblioteca, Marcos Afonso Pontes, ressaltou que a atividade era dedicada não só a Amazônia, mas ao ambientalista Chico Mendes. O evento fez parte das ações dos "25 anos, Chico Mendes Vive Mais!", que celebram os ideais do líder seringueiro. "No final dessa palestra, nosso objetivo é que o universo de cada um se amplie e esperamos estender também os ideais de Chico Mendes à vocês"

Ao final da oficina, o estudante Gustavo Fintelman, 17 anos, compartilhou suas impressões: "Gostei muito do mito de Ícaro e as referências a mitologia grega. Também estive lendo um livro do Augusto Cury que fala de alguns aspectos desta palestra"

Em Libras

Essa foi a primeira vez que a palestra foi interpretada em libras

Enquanto 198 alunos concentravam suas atenções no palestrante, duas alunas portadoras de necessidades especiais auditivas mantinham os olhos atentos na intérprete de libras, Denise Pontes, que não teve dificuldade em transmitir a palestra: "Pelo fato de ter muitas imagens e vídeos, foi fácil interpretar a palestra. As estudantes gostaram muito!"


Professor Marcos Afonso e a intérprete de libras, Denise Pontes

No Dia da Amazônia, Biblioteca da Floresta relança seu site

A partir de hoje, data em que se comemora o Dia da Amazônia, pesquisadores e demais interessados em conhecer as informações e experiências dos últimos governos e dos movimentos socioambientais do Acre têm à disposição mais uma importante ferramenta. O site da Biblioteca da Floresta, que passou por reformulação, já pode ser acessado em todo o mundo por meio do endereço eletrônico bibliotecadafloresta.ac.gov.br

Página inicial do portal da Biblioteca

O portal traz todas as notícias sobre as atividades da instituição. Outra ferramenta de destaque são os downloads gratuitos das exposições temporárias que passaram pela Biblioteca desde sua abertura, em 2007, como “Índios Isolados”, “Paisagens Cósmicas” e “Zoneamento Ecológico e Econômico”, além da exposição permanente sobre o líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes, instalada em 2008 em decorrência dos 20 anos de sua morte. A página contém ainda todas as revistas publicadas pela instituição.

Uma das seções mais esperadas pelo público é a coleção completa do jornal Varadouro. Criado em 1977, o periódico foi um dos poucos veículos de comunicação locais a denunciar abertamente a dura realidade na qual viviam índios e seringueiros no Acre. As 24 edições do jornal estão disponíveis para download em ótima qualidade.


Informações institucionais, como missão, agenda de eventos e comunicados complementam a página, que também possui um espaço para os nove grupos temáticos que interagem com a Biblioteca.


Na seção “Destaques do Acervo”, os visitantes conhecerão, por meio de atualização semanal, um pouco mais sobre os livros destinados à pesquisa que constam no acervo da instituição. O site também reúne os endereços das outras mídias utilizadas pela Biblioteca, como o blogue (bibliotecaflorestaacre.blogspot.com.br), o Facebook, o Twitter e o You Tube.

(Por: Leandro Chaves)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Comissão Nacional de Incentivo à Cultura se encanta com a Biblioteca da Floresta

Exposição "Pelos Caminhos de Portugal" atraiu a atenção dos visitantes
A Biblioteca da Floresta recebeu, na tarde desta terça-feira, 3, a visita de membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic), grupo formado por autoridades e servidores do Ministério da Cultura (MinC) que está em Rio Branco para avaliar projetos que concorrem a financiamentos pela Lei Rouanet.

Comissão foi recepcionada pelo diretor da Biblioteca, Marcos Afonso Pontes
Ligados à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), do MinC, eles conheceram as exposições temporárias e permanentes, os acervos especializados e espaços para pesquisa. O grupo foi guiado pelo diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes, que contou a história da instituição, suas principais ações e a relação com os nove grupos temáticos que interagem com a biblioteca.

O coordenador-geral de análise de Projetos da Sefic, Vicente Finageiv, teve seu primeiro contato com o Acre, ainda que de forma não presencial, há 40 anos, em Brasília, ao conhecer um grupo de cineastas acreanos. Ele comenta que se impressionou com o nível de consciência dos artistas e que ao visitar a Biblioteca teve a certeza de que “o Estado é uma fonte de luz para a humanidade”.

Finageiv: "O Acre é uma fonte de luz para a humanidade"
“A Biblioteca da Floresta me fez ver o Acre como um reflexo de toda essa pujança cultural que temos no nosso país. Foi um privilégio enorme ter acesso a essas exposições de uma magnitude importantíssima de informações. Não fazia a menor ideia do que iria encontrar no espaço antes de visitá-lo”, completou o gestor.

Para o diretor da Biblioteca, foi uma enorme satisfação receber pessoas que oportunizam artistas e intelectuais que fazem a arte e a cultura brasileira. “Quando soubemos do encontro dessa comissão em Rio Branco ficamos bastante ansiosos para trazê-los à instituição para uma visita rápida, mas de extrema importância para nós. Esperamos que eles sejam ainda mais amigos da floresta”, comentou Marcos Afonso.

Comissão é formada por analistas de projetos do MinC
O grupo permanece no Acre até quinta-feira, 5. A Cnic é uma ação itinerante que ocorre de forma alternada em Brasília e em uma capital de cada região brasileira. A ideia é aproximar a comissão dos agentes culturais e de empresários locais. No Estado, a programação traz palestras e reuniões com esses grupos em diferentes áreas culturais: Artes, Artes Visuais e Artes Integradas; Audiovisual; Música e Patrimônio; e Humanidades.


(Por Leandro Chaves)




Doação de revista “Memórias da Floresta” transforma-se em ato de incentivo à leitura


 As revistas foram entregues à bibliotecária Rosilene Benevides
e à diretora Rosilene Araújo

A Biblioteca da Floresta/FEM doou, na última segunda-feira, 2, alguns exemplares da revista “Memórias da Floresta – Movimentos Socioambientais do Acre” à biblioteca da escola Leôncio de Carvalho. A entrega aconteceu na escola, com a presença de 14 estudantes monitores de classes, a diretora da escola, Rosilene Araújo, e a bibliotecária Rosilene Benevides.

Durante a entrega das revistas, o diretor da Biblioteca, Marcos Afonso Pontes, incentivou os alunos a se manterem como leitores assíduos, "pois a leitura garante o sucesso pessoal e profissional do indivíduo".

“Quem lê muito conta grandes histórias. Quando vocês tiverem oitenta anos terão histórias riquíssimas para contar a seus netos. Isso não é maravilhoso?”, completou o diretor.

 Os jovens escutavam com atenção a conversa sobre "Dom Casmurro",
 "Meu pé de laranja lima" e outros clássicos da literatura


Bem cuidada pela equipe da escola, especialmente pela bibliotecária, a biblioteca é muito frequentada pelos alunos, que podem fazer empréstimos do seu acervo: “Eles preferem histórias de aventura e suspense, mas aos poucos vão consumindo alguns clássicos também. Tenho alguns alunos que chegam a ler um livro por semana”.

O gosto dos alunos pela leitura reflete nos bons resultados da escola, que esse ano ficou em 3º lugar no prêmio “Gestão Escolar”. Segundo a diretora, o objetivo é que no ano que vem a escola seja a grande vencedora.

 A publicação contém as memórias de heróis anônimos que agora podem
ser conhecidos pelos alunos da escola Leôncio de Carvalho.

 Memórias da Floresta


A revista “Memórias da Floresta – Movimentos Socioambientais do Acre” foi produzida pela Biblioteca da Floresta em 2010 e reúne relatos de índios, seringueiros e ribeiros, além de pessoas envolvidas com questões socioambientais. Esses depoentes são considerados “sábios da floresta”. A publicação está disponível para pesquisa no nosso acervo e no site da Biblioteca da Floresta.

(Por Anaís Cordeiro)