quarta-feira, 25 de abril de 2012

CLUBE DO SAMBA: 1 ANO DE AMOR AO SAMBA


Nesta quinta-feira, dia 26 de Abril, o Clube do Samba, um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta, realizará uma cerimônia em comemoração ao seu primeiro aniversário de fundação. 

Evento: Cerimônia de 1 ano de Clube do Samba
Data: 26 de Abril (quinta-feira)
Local: Biblioteca da Floresta
Horário: 19h
 




O Clube do Samba

O Clube do Samba Acre é uma entidade sem fins lucrativos que surgiu pela vontade de amigos sambistas em melhor divulgar esse estilo de vida e que tem por objetivo o estudo e a exaltação do samba, levando o gênero à sociedade por meio de eventos e atividades filantrópicas.

Com as missões de promover filantropia, reunir sambistas, preservar a memória do samba e demais ações e eventos que enalteçam o samba no Acre, o Clube do samba conta hoje com mais de 30 associados que se reúnem mensalmente na Biblioteca da Floresta para organizar eventos ou falar de samba.

Como qualquer organização, é fundamental fincar base sólida para então se poder caminhar com mais responsabilidade. Dessa forma, o maior desafio do Clube nesse primeiro ano de trajetória foi a confecção e aprovação em Assembleia do Estatuto, onde estão descritos toda organização e função de todos os membros .

Vários eventos já foram realizados pelo clube: o Bloco Nó na Madeira (nos carnavais 2011 e 2012), em 2012 realizamos arrecadação de alimentos em prol das vítimas da enchente que assolou nosso Estado, uma tarde de lazer na Colônia Souza Araújo e reuniões mensais, sempre com o intuito de levar o samba à sociedade.

É com muita satisfação que a Diretoria convida os membros e autoridades para celebrar o primeiro ano de existência do Clube do Samba Acre.

(Rhamom Menezes)


PERUANOS VISITAM BIBLIOTECA DA FLORESTA

Na manhã do último sábado, dia 21 de Abril, 30 turistas  peruanos da cidade de Puerto Maldonado, capital do departamento Madre de Dios, visitaram a Biblioteca da Floresta. O grupo de visitantes foi guiado pelo diretor da Biblioteca, professor Marcos Afonso, a Coordenadora Geral Juciele Belchior e o Coordenador de Infraestrutura Abraão Péricles.
Professores, advogados, Funcionários, entre outros, ficaram admirados com o conceito da Biblioteca da Floresta, especialmente no que diz respeito ao diálago entre os saberes.

Foto: Abraão Péricles


Turistas Peruanos em frente a Biblioteca da Floresta



LANÇAMENTO DO LIVRO “PAPO DE ÍNDIO” DO ESCRITOR TERRI AQUINO

Nesta quinta-feira, haverá o lançamento do livro “Papo de Índio” do Antropólogo TxaiTerri Valle de Aquino. O livro é uma coletânea de conversas colhidas em terras acreanas durante mais de 30 anos.

Evento: Lançamento do Livro “Papo de Índio”
Data: 26 de Abril (quinta-feira)
Local: Casarão
Horário: 19h
Entrada Franca


O evento faz parte da programação do Governo do Estado, “Abril no Acre Indígena”, e é uma realização da Comissão Pró-Índio (CPI), a Assessoria de Assuntos Indígenas e da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM).

COMEMORAÇÕES AO DIA DO ÍNDIO NA BIBLIOTECA DA FLORESTA

Foto: Juciele Belchior

Jardim da Biblioteca foi o local escolhido para Encerramento da Oficina EtnoGrafitti

Direcionada a um público variado, as comemorações da Biblioteca da Floresta ao Dia do Índio, ocorreram durante todo o dia 19 de Abril.

No período da manhã, foi realizada uma Contação de Histórias para os alunos das turmas A e B do 4º ano da escola Humberto de Alencar Castelo Branco. As arte-educadoras da Equipe de Humanização da SGA, Vanessa Mendes e Suelem Crispim, escolheram contos indígenas sobre a criação das constelações e das estrelas.

Na parte da tarde, foi realizado no o jardim da Biblioteca, o encerramento da Oficina EtnoGrafitti. Os professores da oficina: Claudeney Alves, Jessé Luiz eTiagoTosh, convidaram a banda recém-formada, ainda sem nome, do seu grupo de amigos, para tocar enquanto eles finalizavam a arte do mural de 8 metros que ficará exposto durante um mês, na frente da Biblioteca da Floresta.

Mural finalizado, pronto para ser exposto

Em seu discurso de agradecimento, Claudeney Alves, afirmou que o objetivo da Oficina de fortalecer e aumentar o número de adeptos do grafitte havia se concretizado e agradeceu em especial, a presença do Assessor de Assuntos Indígenas, Zezinho YubeKaxinauá, reafirmando a admiração dos membros do Coletivo Etnia, e de seus alunos pela cultura e costumes dos povos indígenas.
Claudiney Alves, Zezinho Yube e Marcos Afonso

 O diretor da Biblioteca da Floresta, professor Marcos Afonso, em suas palavras, também agradeceu e destacou a importância do trabalho do Coletivo Etnia para a sociedade: “Essa Biblioteca hoje se iluminou. Se iluminou com as crianças que ouviram histórias dos índios, com a música tocada no jardim, e com esse lindo painel que é o resultado de um grande esforço, dedicação e estudo durante esses dois meses. Esse é o espírito de uma biblioteca que realiza o diálogo entre os saberes. O saber tradicional e o saber moderno. Vocês estão oferecendo à sociedade um serviço que vai comunicar a filosofia através da arte.”

Foto: Anaís Cordeiro

Alunos e Professores da Oficina com Zezinho Yube e Marcos Afonso
As atividades do dia foram encerradas com uma Roda de Conversa com o tema: “Identidade Indígena no Acre: Direitos e Diferenças” promovida pela Comissão Pró-Índio (CPI), e contou com a participação membros de diversas etnias indígenas residentes no Estado.
 
Foto: VerianaRibeiro
Roda de Conversa “Identidade Indígena no Acre: Direitos e Diferenças”







Acre terá seu primeiro geoglifo preservado através de musealização do espaço

Por Jackie Pinheiro

Em 2012, no ano em que se comemoram os 35 anos da descoberta dos Geoglifos do Acre, um projeto de Arqueologia Comunitária, aprovado no edital da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), é o primeiro passo concreto em direção a sua preservação.  

O meio acadêmico acreano e a comunidade da zona rural de Senador Guiomard receberam com empolgação a notícia da aprovação do projeto de Arqueologia Comunitária de Musealização do GeoglifoTequinho, no edital da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB). Após 35 anos da descoberta dos geoglifos do Acre e de e de muitos estudos realizados por cientistas brasileiros e estrangeiros, de diversas instituições de pesquisa, esse é o primeiro passo concreto para a preservação de um geoglifo localizado no Estado do Acre.

Assunto que vem despertando o interesse tanto da comunidade científica internacional quanto dos maiores veículos de comunicação do mundo, a exemplo do Jornal The New York Times*, os geoglifos são vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos de grandes dimensões elaborados sobre o solo, sendo que no Acre já foram registrados quase 300 dessas estruturas.

O projeto aprovado no edital da SAB, que tem como focos principais o estudo do espaço através de escavações e a sua preparação para a visitação pública (musealização) será desenvolvido com o auxílio dos moradores da Vila Pia, em Senador Guiomard, envolvendo alunos e professores das escolas locais, utilizando estratégias de arqueologia comunitária, contribuindo assim para a preservação e difusão do importante patrimônio arqueológico no estado do Acre.

SENSIBILIZAÇÃO É O CAMINHO PARA A PRESERVAÇÃO

Apesar da grande divulgação que tais sítios alcançaram na mídia e da preocupação do governo do Acre e de governos municipais com sua situação, quatro geoglifos foram parcialmente destruídos nos últimos anos por ação de proprietários e por atividades de assentamento. Embora o Ministério Público Federal tenha recomendado ao IPHAN o tombamento dos sítios, acreditando que essa é a medida necessária à sua preservação, e da tramitação na Unesco de um pedido para que os sítios sejam reconhecidos como patrimônio da humanidade, poucos são os avanços práticos nesse sentido.
Vista aérea do GeoglifoTequinho (foto de Edison Caetano)

“Entendemos que a preservação desse patrimônio importante do estado do Acre, que se situa em áreas já degradadas e sob ameaça de degradação só será possível se a população estiver sensibilizada e atuante no sentido de preservá-los”, acredita Denise Schaan.

Estão previstos, ainda, na execução do projeto, a gravação de um documentário e a produção de um livro sobre as histórias da comunidade que convive com os imensos geoglifos desde o surgimento do vilarejo e os “causos” que permeiam o imaginário popular, escrito pelos próprios moradores, sob a orientação do grupo de cientistas. Após a sua edição, os livros e DVDs serão distribuídos para as escolas da Rede Pública Estadual, visando a divulgação da arqueologia do Acre e a sensibilização de crianças e jovens para as questões que envolvem o patrimônio arqueológico, histórico e cultural local.

As primeiras atividades realizadas pelo grupo responsável pela execução do projeto, sob a coordenação da arqueóloga Dra. Denise Schaan, proponente do projeto e também coordenadora do Projeto Geoglifos da Amazônia Ocidental, foram realizadas nos dias 12 e 13. O grupo formado por pesquisadores e doutores da Universidade Federal do Pará e professores da Escola Rural Capitão Edgar Cerqueira Filho visitou o GeoglifoTequinho e participou de uma reunião na escola para falar sobre o projeto aprovado, conhecer a comunidade escolar e preparar o cronograma de atividades em conjunto com a direção da escola.

POR QUE O GEOGLIFO TEQUINHO?
Considerado pelos arqueólogos um sítio arqueológico complexo, formado por dois quadrados circundados por fossos (valas) triplos com muretas de saída laterais, o geoglifoTequinho fica situado a cerca de 500m da BR-317, num ramal da Vila Pia, comunidade localizada na zona rural do município de Senador Guiomard. Dois pontos favoráveis são a sua localização, a somente 70 km de Rio Branco por estrada asfaltada, e o entusiasmado apoio do proprietário do sítio, Raimundo Gonzaga da Silva, mais conhecido como Seu Tequinho, que quer vê-lo preservado. O curioso é que este vilarejo é cortado ao meio pela estrada que dá acesso ao município de Boca do Acre, onde de um lado da BR-317 as terras pertencem ao município de Senador Guiomard, e do outro lado ao município de Porto Acre. Isso significa dizer que o local poderá atrair a visita tanto de acreanos quanto de amazonenses.

(*) Veja a recente matéria veiculada pelo jornal The New York Times, em janeiro deste ano:

Mais informações: www.geoglifos.com.br

CRIANÇAS E HAITIANAS VISITAM BIBLIOTECA DA FLORESTA

Foto: Stephano Duarte
Alunos da escola SESI no espaço “Povos da Floresta”

A Biblioteca da Floresta recebeu na parte da manhã e da tarde no dia 18 de Abril, Dia Nacional do Livro, a visita dos alunos do pré-escolar ll da Escola SESI.

As visitas foram programadas por causa do Dia do Livro e da Semana do Índio. Há duas semanas a professora Jeane de Araújo já vem introduzindo em seu plano de aula a cultura indígena, passando para os alunos dados, imagens e filmes sobre o assunto. 

Além da visita das crianças, a Biblioteca da Floresta recebeu na parte da tarde um grupo composto de 32 haitianas. Conduzidas pelas organizadoras Isabel Barros Dantas e Miriane Teles, juntamente com os tradutores e missionários Padree Onac e Rony.

A visita idealizada pela Secretaria de Políticas para Mulheres, (SEP Mulheres) é uma proposta de apresentar pontos turísticos e culturais da capital para as haitianas que estão residindo provisoriamente no Parque de Exposições.


Foto: Stephano Duarte
Haitianas conhecem Biblioteca da Floresta

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Arte urbana: grafiteiros ocupam o espaço da Biblioteca da Floresta

Escrito por André Gonzaga
Fotos: Val Fernandes 




  
 Os artistas Claudeney Alves, Jessé Luiz e Tiago Tosh são os principais nomes que representam esse tipo de trabalho em Rio Branco. É deles também o Coletivo Etnias, idealizado em junho do ano passado depois que o trio apresentou a exposição Etnias. Nada menos do que um convite para que o espectador desvie a sua atenção do próprio umbigo, a fim de enxergar outra perspectiva dentro dos espaços urbanos. Uma possibilidade para que os conservadores também possam esquecer o preconceito e, assim, repensar naquilo que entendem como arte.


Tiago Tosh (detalhe), considerado um dos principais nomes da arte do graffiti no Acre, é um dos ministradores da oficina na Biblioteca da Floresta


Em fevereiro, já em 2012, eles buscaram uma parceria com a Biblioteca da Floresta, ligada ao Departamento Socioambiental da Fundação Elias Mansour (FEM), para ministrar a oficina Etno Graffiti. O professor e jornalista Marcos Afonso, diretor da instituição, mostrou interesse pela causa. “Fiquei muito feliz quando o coletivo nos procurou. A comunidade precisa mesmo se apropriar, cada vez, mais dos espaços públicos. Hoje nós abrigamos 10 grupos temáticos das mais diversas áreas sociais e culturais, como o Sociedade Philosophia, Cinemacre, Pium Fotoclube e o Clube do Samba.”

A proposta do curso é a de valorizar a figura dos povos nativos da região Amazônica, como os índios, os ribeirinhos e os seringueiros, fortalecer o trabalho que o coletivo executa e ainda estimular a formação de novos realizadores. A procura, inclusive, superou a oferta do número de vagas. Agora, depois de dois meses, a oficina deve chegar ao fim na quinta-feira, 19. Um grande painel com a obra dos alunos será exposto no Dia do Índio, a partir das 16 horas, na Concha Acústica Jorge Nazaré. Um evento que também faz parte da programação ‘Abril no Acre Indígena’.
 O grafiteiro Tiago Tosh avaliou o andamento da oficina como “na medida”. “Os alunos se empenharam em aprender, conheceram a história do graffiti, conseguiram pegar as técnicas, foram iniciados no stencil e já estão até criando. Foi bem produtivo. Nós apresentamos o trabalho de outros artistas para a turma e agora depende deles continuarem experimentando até conseguirem achar o seu próprio estilo. Gostaríamos de agradecer também ao patrocínio do AFA Jardim, Cia. de Selva e Suvinil”, comenta.

A turma

Dos 20 alunos inscritos, apenas cinco continuaram até a última etapa. “Realmente ficou quem tinha que ficar”, comenta Claudeney Alves. Um deles chamou muito a atenção pela maneira com que conseguiu assimilar todo o conteúdo e também pela sua história de vida. Naumo Lopes, de apenas 17 anos, cumpre medida socioeducativa no ISE. Por meio do graffiti, ele passa pela primeira capacitação de sua vida, porque, enfim, sentiu interesse em algo. Além disso, a prática de atividades curriculares também ajuda a reduzir o tempo que ele vai passar no instituto.

“É bom ter alguma coisa para fazer e eu estou muito aplicado em aprender mais e mais. Acho que atingi um bom resultado dentro da turma por esse motivo, além de também ter me identificado com a arte”, enfatiza Naumo.

A videomaker Carina Cordeiro acompanhou durante um mês toda a produção da oficina Etno Graffiti. O material deve se tornar um documentário que vai mostrar o passo-a-passo dessa manifestação e ainda o progresso dos alunos. “É interessante porque é muito perceptível que essa turma é bastante heterogênea, e o mais interessante é que eles conseguem dialogar sem problema nenhum. Até eu consegui aprender algumas coisinhas”, relata.


Ela diz também que ficou surpresa com o método de ensino. “Eles sabiam exatamente o que queriam passar e como fazer isso. Foi muito bom participar desse processo. Eu abracei mesmo a causa porque se trata de um processo de formação, que é sempre muito importante. No meu caso, serviu também para aguçar o meu olhar e conhecer um trabalho que, com certeza, ainda vai crescer muito pela cidade.”

A edição do material vai passar pelas mãos de Italo Rocha, que faz parte do Núcleo de Produção Digital da Usina de Arte, o NPD. A previsão para o lançamento do documentário é para daqui um mês.

Rio Branco e o graffiti


O movimento ainda é tímido por aqui, mas aos poucos desperta a curiosidade da população que a todo momento pode ser surpreendida ao olhar para os imóveis dispostos pela cidade e perceber que eles sofreram uma intervenção. Um toque artístico diferenciado, colorido, provocador e inteligente. Como é o caso da obra que foi produzida na Ponte Metálica.

Esse tipo de abordagem inteligente auxilia a desconstruir o pensamento de quem ainda acha que graffiti e pichação são a mesma coisa. Pois não são. Longe, mas muito longe mesmo do ato marginal, o grafiteiro desenvolve um papel de agente transformador do território urbano. São Paulo representa bem isso, é uma referência de como usar a arte conceitual, contemporânea, para reavivar espaços esquecidos e chamar a atenção para o estilo brasileiro.

O que é o graffiti?

O norte-americano Jean-Michel Basquiat saiu do anonimato para as galerias de arte e provocou a Nova York da segunda metade dos anos 70. O artista apostou no inusitado, usava os prédios abandonados da cidade para projetar o seu imaginário. Imprimia os seus personagens emblemáticos e multi expressivos nas paredes antigas. A linguagem utilizada era o graffiti.

Enquanto alguns se questionavam sobre o papel desse tipo de manifestação, outros ainda nem tinham entendido o quão interessante a experiência poderia se tornar. “Será que eu gosto disso? Aliás, o que isso quer dizer?”.

O fruto transgressor da América do Terceiro Mundo, um novaiorquino com ascendência haitiana e porto-riquenha, ensinou uma lição para os críticos carrancudos e fincados com os dois pés no bê-a-bá tradicional: o mais do mesmo cansa. O rapaz fez tudo isso sustentado pelo orgulho de sua negritude, que pulsava ao ritmo do Jazz e também do Hip Hop.

O boom na carreira de Basquiat - Aconteceu no começo da década de 80, quando ele participou da exposição coletiva The Time Square Show. O seu trabalho rendeu boas críticas nos anos seguintes e o aproximou de celebridades, curadores e colecionadores. Chegou até mesmo a namorar a cantora Madonna, que ainda não era famosa, e fez amizade com o polêmico Andy Wharol, um dos grandes nomes do Pop art.

Infelizmente a comemoração do sucesso foi desmedida, na verdade já era há muito tempo. O consumo de um coquetel composto de heroína e cocaína, o chamado speedball, apagou completamente o brilho da grande estrela de pele negra. Basquiat foi vítima do seu próprio excesso aos 27 anos de idade e hoje é lembrado como um dos artistas mais significativos do final do século XX.

Enquanto isso, no Cambuci...

Já no Brasil, uma das grandes referências do graffiti veio do bairro do Cambuci, na grande São Paulo. Lugar de moradia de Otávio e Gustavo Pandolfo, mundialmente conhecidos como ‘osgemeos’. Eles já viajaram por diversos países apresentando o trabalho que desenvolvem desde o final da década de 80. São conhecidos nos Estados Unidos, Alemanha, Grécia, Cuba e até participaram da pintura da fachada do Tate Modern, um museu de arte moderna de Londres. O estilo da dupla também tem um forte apelo do Hip Hop.

terça-feira, 17 de abril de 2012

DIA DO ÍNDIO NA BIBLIOTECA DA FLORESTA

Foto: Maíra Menezes
Maná Kaxinawa

Em parceria com o Coletivo Etnia, a Biblioteca da Floresta tem a honra de convidar a todos para suas comemorações ao Dia do Índio nesta quinta-feira, 19 de abril!


Acompanhem na íntegra as atividades:



  • A partir das 15h – Encerramento da Oficina de Etnograffiti – Com: Exposição de Grafitti; Música; Pinturas Corporais; e presença do O Assessor de Assuntos Indígenas, José de Lima Kashinawá

  • 19h – Roda de Conversa: “Identidade Indígena no Acre: Direitos e Diferenças” – Com: Francisca Arara; Taskhã Yawanawá; Nilson Sabóia Kaxinawá; Eliane Yawanawá; Evanízia Poyanawa (a confirmar); e Puá Katukina. Realização Comissão Pró-Índio(CPI)


                 Estas atividades estão inseridas na Programação Oficial elaborada pela Assessoria de Assuntos Indígenas, Fundação Elias Mansour, Comissão Pró-Índio entre outras.

                        PARTICIPEM!

Em 19 de abril 1940, várias lideranças indígenas se reuniram para participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Durante o congresso, foi criado o Instituto Indigenista Interamericano com o objetivo de zelar pelos direitos dos povos indígenas na América. O Brasil não aderiu ao Instituto de imediato, mas, após a intervenção de Marechal Rondon, no governo de Getúlio Vargas, foi criado o Dia do Índio em 19 de Abril de 1943.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os Alunos Aplicados

Fotos: Marcos Afonso
Seu Quintela, o Lhé e Mônica Janaína

"Dia desses, numa manhã de sol, a Confraria da Revolução Acreana estava reunida com a Biblioteca da Floresta. Tratávamos das atividades que poderiam ser feitas durante este ano. Como sempre, os encontros com a Confraria são muito emocionantes.

O Abrahim Farhat (o “Lhé”), Seu Quintela, Adalberto Queiróz e Nonata temperavam a reunião com histórias, reflexões e causos pitorescos. Mas duas emoções marcaram a conversa..."

Leiam a matéria completa sobre esses dois exemplos de vida na Biblioteca da Floresta, publicada no blog do professor Marcos Afonso, nosso Diretor: www.varaldeideias.com
 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL VISITA BIBLIOTECA

O secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), Edvaldo Magalhães, visitou a Biblioteca da Floresta acompanhando do assessor Fábio Vaz e outros membros de sua equipe.

Na ocasião, Edvaldo Magalhães fez um reconhecimento técnico do salão de exposições e da Sala do Saber, que abrigarão e Exposição ZEE - (Zoneamento Ecológico-econômico do Acre), que será reaberta em breve com algumas atualizações.

A Sedens fará a recuperação dos espaços e contribuirá no fornecimento de outras informações (ZPE, por exemplo) à exposição.

A Biblioteca da Floresta se reunirá posteriormente com o secretário para a construção de uma agenda comum, que contribua com o fortalecimento e promoção da política florestal no Estado do Acre.
A visita aconteceu nesta quarta, 11 de abril.
Edvaldo Magalhães na Biblioteca, 11-04-2012
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Parceria entre Biblioteca da Floresta e a Assessoria de Assuntos Indígenas

Por: Anaís Cordeiro

Foto: Anaís Cordeiro
Paula Meirelles e José de Lima Kashinawá
O Assessor de Assuntos Indígenas, José de Lima Kashinawá (Zezinho Yube) reuniu-se nesta segunda, 9 de abril, com Diretor da Biblioteca da Floresta, professor Marcos Afonso e a secretária da Biblioteca responsável pela questão indígena, Paula Meirelles, filha do sertanista, José Carlos Meirelles.

Entre diversos assuntos, debateram a formatação da agenda da Semana do Índio e as ações do Estado para a participação da conferência RIO+20, onde Zezinho Yube pode encontrar-se com o Primeiro-Ministro da nação Sami, da Noruega. Também discutiu-se a participação da Assessoria Indígena nas Imersões da Sociedade de Filosofia e da Usina de Humanização da Biblioteca ao Seringal Cachoeira, em Xapuri.

Durante os próximos meses, estarão sendo realizados diversos encontros, fortalecendo os laços comuns de estudar o passado encontrando na tradição ancestral soluções para os empates do futuro.

BIBLIOTECA DA FLORESTA COMEMORA O DIA NACIONAL DA BIBLIOTECA

No Dia Nacional da Biblioteca, dia 9 de abril, a Biblioteca celebrou a data em conjunto com aqueles que lhe dão vida. A equipe da Usina de Humanização da Biblioteca preparou carinhosamente um Marcador de Livros e durante todo o dia, entregou-os junto com bombons de chocolate como uma forma simples de agradecimento aos seus usuários que utilizam o espaço para a sua formação cultural e intelectual, no diálogo entre os saberes.


 
Fotos: Anaís Cordeiro
Estagiária da Biblioteca da Floresta, Marilene Gomes, entrega lembrancinha a estudante Rosangela Martins


quarta-feira, 4 de abril de 2012

PRIMEIRA VISITA DA BIBLIOTECA DA FLORESTA AO INTERIOR

Por: Anaís Cordeiro

O calor e a distância não impediram a equipe da Oficina de Humanização realizasse a sua primeira oficina fora da capital, na Escola Estadual João Ricardo de Freitas, localizada no município de Plácido de Castro.
A palestra “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço” foi ministrada pelo Diretor da Biblioteca da Floresta, Professor Marcos Afonso, a convite do assessor de juventude de Plácido de Castro, Evilando Achaade, em parceria com o diretor da escola, José Maria; pela Coordenadora Geral, Regina Andrade e do Coordenador de Ensino Médio Inovador, Edeilton Pena.
 Foto: Evilando Achaade
Alunos do Ensino Médio da Escola João Ricardo de Freitas

Em uma versão mais reduzida, a palestra foi apresentada a 120 alunos dos últimos anos do Ensino Médio da escola. Ao final da oficina o diretor da escola, José Maria, se emocionou ao agradecer ao diretor da Biblioteca da Floresta, professor Marcos Afonso por ter, junto com a sua equipe, se disponibilizado a encontra-los: “Esse alunos estão em plena fase de construção de conhecimento, e participar de um diálogo como esse é muito importante para essa formação. Agradeço muito a voluntariedade do professor Marcos Afonso que aceitou o nosso convite, a escola não possui dinheiro para lhe pagar, e mesmo se tivesse não teríamos como pagar esta experiência de cultura e conhecimento."


Foto: Evilando Achaade
Equipe da Usina de Humanização da Biblioteca da Floresta



Ecoturismo: Maior circuito de arvorismo da Amazônia é inaugurado no seringal Cachoeira

Por: Nayanne Santana

O seringal Cachoeira, em Xapuri, ganha um novo atrativo além das belezas naturais da floresta amazônica chamado Circuito de Aventura Chico Mendes, o maior circuito de arvorismo da região. O atrativo turístico foi inaugurado no sábado, 31, pelo governador Tião Viana, pelo vice-governador César Messias e pela secretária de Turismo Ilmara Lima.
O circuito de arvorismo foi inaugurado no sábado, 31, pelo governador Tião Viana, pelo vice-governador César Messias e pela secretária de Turismo Ilmara Lima (Gleilson Miranda/Secom)
O circuito de arvorismo do Seringal Cachoeira é o maior da região amazônica (Gleilson Miranda/Secom)

A área do circuito aventura faz parte da estrutura na Pousada Cachoeira e inclui tirolesa, arvorismo acrobático, arvorismo contemplativo, rapel, ascensão em árvores, caminhada e cicloturismo. Todas as atividades são feitas com equipamentos de segurança de alta qualidade e acompanhadas por monitores treinados. Antes de iniciar qualquer atividade do circuito, os participantes da aventura passam por treinamentos e depois partem para aventura em meio à floresta.

Momento histórico e oportunidade de renda

A secretária Ilmara Lima observa que esse é um investimento em sustentabilidade e histórico para a região do seringal Cachoeira. “Esse é o mais extenso e mais alto arvorismo da região amazônica em contato direto com a natureza e respeitando os seringueiros. Esse é um local que qualquer turista deve vir conhecer para vivenciar o que o Acre tem de melhor e respeitando a floresta”, afirma.


Ilmara destaca que as atividades desenvolvidas pela Pousada Cachoeira geram oportunidades de renda para 90 famílias da região. O professor Marcos Afonso disse que, nas trilhas que hoje turistas e acreanos se aventuram, décadas passadas Chico Mendes lutou e cortou seringa. “Isso é a prova de que fazer economia sustentável dá certo. Isso é uma opção de cultura sustentabilista para Xapuri”, pontuou.
A secretária Ilmara Lima observa que esse é um investimento em sustentabilidade e histórico para a região do seringal Cachoeira (Gleilson Miranda/Secom)




O vice-governador César Messias aposta no sucesso do empreendimento de turismo de aventura (Gleilson Miranda/Secom)


César Messias, vice-governador, aposta no sucesso do empreendimento de turismo de aventura. Para ele, a floresta e o ecoturismo são excelentes atrativos para as pessoas que vivem em grandes cidades e procuram o sossego da floresta aliado a atividades de aventura. “Você fazer uma atividade como o arvorismo num jardim como este, rodeado de árvores, numa floresta maravilhosa, é uma emoção extraordinária. Esse é mais um ponto que o governo acerta e que traz oportunidade para essa comunidade”, avalia Messias.
O governador Tião Viana foi um dos primeiros a participar do circuito de arvorismo acompanhado pelos filhos. Tião diz que a inauguração do Circuito de Aventura Chico Mendes é um grande marco para a história do Seringal Cachoeira. “Agora nós temos um motivo consistente, forte, do turismo aventura. O turismo de aventura é um dos melhores itens de desenvolvimento da economia do mundo, e aqui nós só tínhamos opções de turismo contemplativo, mas agora ampliamos. Se Deus quiser, isso será um sucesso. Uma opção de lazer e aventura para quem mora no Acre e para turistas que fazem viagens pela América do Sul. Esse é o arvorismo mais ousado da Amazônia”, conclui Viana.

Comunidade agradece investimentos

Os filhos de Chico Mendes, Elenira Mendes e Sandino Mendes, agradeceram o empenho do governo do Estado para tornar a região do Cachoeira um local preservado e com a mata nativa em pé. “Meu pai com certeza está muito feliz por ver essa oportunidade de desenvolvimento e renda aqui”, afirmou Elenira Mendes.
  
Xapuri ganha mais um atrativo para o turismo de aventura (Gleilson Miranda/Secom)
Duda Mendes, primo de Chico Mendes, observa que se a luta de seu primo não fosse continuada pelos governos de Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana, era provável que o seringal tivesse se tornado pasto de boi e a comunidade estaria nas ruas da cidade mendigando.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Acre, Naza Mendes, emocionou-se ao agradecer os investimentos que estão surgindo na região e as oportunidades de renda para a comunidade. Ela confirma o que Duda Mendes disse. “Com certeza, isso tudo que vemos aqui hoje teria virado pasto de boi não fosse o trabalho que o governo faz. Nós somos muito gratos. O turismo aqui é importante para nós. A gente tem certeza de que com esse turismo vai ter muita renda para a região”, finaliza.


"O turismo de aventura é um dos melhores itens de desenvolvimento da economia do mundo, e aqui nós só tínhamos opções de turismo contemplativo, mas agora ampliamos", disse o governador Tião Viana (Gleilson Miranda/Secom)
Reserve já seu passaporte aventura

Aos interessados em conhecer o Seringal Cachoeira e desfrutar muita aventura no Circuito de Aventura Chico Mendes em plena floresta amazônica, a pousada disponibiliza três tipos de passaporte.
Passaporte Verde – Inclui arvorismo acrobático, arvorismo contemplativo e tirolesa (R$ 70 por pessoa)
Passaporte Vermelho – Inclui rapel (R$ 50 por pessoa)
Passaporte Azul - Inclui ascensão, arvorismo contemplativo e tirolesa (R$ 30 por pessoa).
Para fazer sua reserva e verificar a disponibilidade de horários, basta entrar em contato com a Pousada Ecológica Cachoeira por email (
pousadaseringalcachoeira@gmail.com) ou pelo telefone (68) 9947-8399.
Os interessados também por entrar em contato com a Secretaria de Turismo do Acre (Setul) pelos telefones (68) 3901-3020 ou (68) 3901-3022.

BIBLIOTECA DA FLORESTA ENTREGA NOVOS UNIFORMES À ESTAGIÁRIOS

Por: Anaís Cordeiro

Durante todo o dia 2 de abril, a equipe técnica da Biblioteca da Floresta fez a entrega dos novos uniformes ao seu conjunto de estagiários. O modelo do uniforme foi escolhido pelos próprios estagiários em uma votação ocorrida no fim do ano passado e estavam sendo ansiosamente aguardados por todos.
A estagiária Shayena Sabóia, idealizadora do novo modelo do uniforme, destacou que eles trouxeram o equilíbrio e harmonia que faltava ao ambiente de trabalho e possibilitou que todos se sintam parte indispensável da Biblioteca.

Equipe técnica da Biblioteca da Floresta entrega novos uniformes aos estagiários

 
Estagiários do turno da manhã já usando os novos uniformes