quarta-feira, 25 de junho de 2014

Saudade do seringal faz ex-seringueiro visitar a Biblioteca da Floresta

Ex seringueiro no Espaço Povos da Floresta
 Nascido na região entre Brasileia e Assis Brasil, no seringal Montevidéu, Joane Jerônimo de 56 anos visitou a Biblioteca da Floresta nesta quarta-feira, 25. O ilustre visitante ex-seringueiro e atualmente aposentado pelo serviço público, percorreu as atuais exposições e o espaço de sua preferência, o Povos da Floresta – no local há uma réplica da casa do seringueiro.

Até os 18 anos, Jerônimo permaneceu no seringal. Conta que veio para Rio Branco, após o fim do segundo ciclo da borracha, foi alfabetizado e se tornou servidor público no Corpo de Bombeiros.

Pai de três filhos, sempre usa as memórias do tempo sofrido do seringal, durante sua infância, para dar ensinamento sobre resistência e superação.

Casa do Seringueiro

Por conta da identificação cultural com o lugar, Jerônimo costuma trazer a filha e colegas da escola dela para conhecerem a biblioteca.

“Quando entro na Casa do Seringueiro sinto saudades da minha infância. Fico satisfeito por existir um lugar que preserva a história e cultura do meu povo. Toda vez que sinto falta da floresta venho visitar essa biblioteca, ela me faz voltar no tempo”, enfatiza.

Escolta pessoal de Chico Mendes

Das experiências que marcam a história do aposentado, recorda com mais intensidade do período de uma semana em que fez a escolta pessoal do líder seringueiro, Chico Mendes.
Escalado pelo comando da Polícia Militar, Jerônimo acompanhou de perto a luta do Patrono do Meio Ambiente para preservação da floresta e de seus habitantes.

“Lembro-me da simplicidade no modo de agir de Chico Mendes, da seriedade com que tratava a situação dos povos da floresta, a preocupação com o futuro das famílias que ainda se encontravam nos seringais. O medo dele era ver as crianças e famílias virem de lá e serem marginalizados aqui, pelas drogas, prostituição, etc”, recorda.

“Ele não queria que os seringueiros fossem donos de grandes áreas de terras, mas sim que pudessem permanecer no seu lugar de origem”, conclui.







(Texto e Fotos: Raquel Castro)

Biblioteca da Floresta acolhe projeto científico de pesquisadores da UFAC


Os professores Fernando Escócio e Anselmo Fortunato do grupo de pesquisa em Nanociência, Nanotecnologia e Nanobiotecnologia da Ufac, estiveram nesta terça, 24, na Biblioteca da Floresta/FEM para falar sobre parcerias.

Os pesquisadores propuseram apresentar por meio da Biblioteca os resultados dos estudos que o grupo tem desenvolvido na Ufac. O público será estudantes do Ensino Médio.


"É um presente para nós", disse o professor Marcos Afonso Pontes, diretor da biblioteca, animado com a proposta, pois reforça a grande missão da biblioteca de unir saberes tradicionais ao saber moderno, científico.



(Por Valéria Santana)

Coautora de livro "O Poder do Coaching" visita Biblioteca da Floresta

Diretor da Biblioteca, Marcos Afonso Pontes e a coautora Caterine Castro




  
A Biblioteca da Floresta/FEM recebeu na manhã desta terça, 24, a visita de Caterine Castro, master coach senior, que atua em treinamento de profissionais, mas com viés humanístico.
O professor Marcos Afonso Pontes, diretor da biblioteca recebeu de presente o livro "O Poder do Coaching - ferramentas, foco e resultados" de que Caterine é coautora.






(Por Valéria Santana)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Usina de Humanização conta histórias na escola Afonso Pinto

Escola fica no bairro Plácido de Castro em Rio Branco

A escola de Ensino Infantil, Afonso Pinto de Medeiros, campeã de projetos educacionais recebeu na terça-feira, 24, a Usina de Humanização da Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM).

Somando os dois turnos, manhã e tarde, as histórias do livro “Era Uma Vez na Amazônia” foram contadas pelo grupo às 119 crianças, de quatro e cinco anos. A contação faz parte do eixo “Semeando Histórias” - ação ligada ao projeto Plantando Livros.
Alunos das turmas de Pré I e II ouviram as contações

De acordo com a diretora da instituição, Aldelina Martins, as lendas amazônicas fazem a integração necessária para o desenvolvimento cultural das crianças. "Quando damos acesso às lendas, estamos fazendo com que elas conheçam a história da nossa região, ou seja, as suas próprias origens", explica.

Iniciativas da escola

Os tantos prêmios que a escola recebeu ficam visíveis desde a prática dos professores que incluem contação de histórias, diariamente.

“Nós sempre buscamos novas formas de envolver as crianças com a leitura [...]. Temos os tapetes, o avental para contação de histórias, a cesta de leitura, sempre utilizamos objetos ou ainda outras alternativas que ajudem a contar história”, explica Socorro Marinho, coordenadora pedagógica.

"Sacola Viajante" é iniciativa da escola
As “outras alternativas” encontradas pela escola são os projetos complementares. O “Sacola Viajante” é bem criativo: sempre às segundas e quartas, a criança escolhe um livro que levará para casa  e no dia seguinte a história deve ser contada aos colegas. Na sacola de tecido, cuidadosamente estampada, vai um comunicado com detalhes do projeto.

O projeto “Construindo Sustentabilidade com Brinquedos de Sucata” rendeu à escola um prêmio nacional do Sebrae. Com esforço, driblado o desânimo de alguns a escola desenvolveu oficinas de confecção de brinquedos para os pais dos alunos. Tampinhas, garrafas peti e pedaços de madeira viraram bonecos, carrinhos, cavalo de pau e onde mais a imaginação permitir.
A escola foi recentemente premiada pelo Sebrae Nacional
O valor do prêmio será investido na construção de um espaço que abrigará as criações resultantes das oficinas. “Sabemos que não é suficiente para completar a obra, mas vamos fazendo eventos e assim a gente torna ela possível”, disse a coordenadora.



(Por Valéria Santana)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

“Semeando Histórias” chega aos alunos da escola João Batista Aguiar

Oito turmas foram envolvidas nas atividades





Alunos de oito turmas da escola João Batista Aguiar (JBA) ouviram a contação de histórias da Amazônia feitas pelos membros da Usina de Humanização da Biblioteca da Floresta/ Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). A atividade ocorreu nos dias 18 e 20 de junho, quarta e sexta feira. 

A ação dá vida ao “Semeando Histórias” que compõem o projeto Plantando Livros. Os estudantes ouviram a contação de “A estrela”, “O despertar do Pajé”, “O Caiarara”, além da história título do livro “Era Uma Vez na Amazônia”, do autor Jean Angelles. 


A professora Rosemira Souza de Oliveira, responsável pela biblioteca da JBA acredita que o projeto contribuirá com as ações que a escola desenvolve. Há cinco anos ali é implementado o “Ler Faz Crescer”, o que já resulta em práticas assíduas de leitura. 


“É mais um incentivo pra essas crianças [...]. É muito bom o movimento de sair da sala e ir à biblioteca da escola para ouvir contação de histórias da Amazônia, é um incentivo à leitura e um incentivo ao conhecimento das nossas histórias”, afirma Rosemira Souza. 


Natália Dantas e Rayssa Nicolli de Souza são da mesma turma do sexto ano e estão entre os leitores da escola com mais livros lidos, juntas já chegam a 39 livros somente em 2014. Rayssa que leu 19 livros tem preferência por literatura brasileira e poemas.  

A estudante, Rayssa Nicolle, diz que livros ensinam muito  


   


Com clareza do quanto a leitura pode auxiliar nos sonhos para o futuro, Rayssa, a menina de 11 anos que escreve poemas, acredita que “se a gente ler livros, os livros vão nos ensinar muito mais”. E comunica determinada “eu quero chegar a estudar em uma faculdade”.  


“A gente percebe que o aluno que lê sente menos dificuldade de expressão das ideias, ele é mais participativo. Uma série de coisas a gente vai percebendo: nas produções textuais, por exemplo, eles mostram um vocabulário mais avançado”, explica a professora Maria Luane de Araújo que também levou a turma para ouvir as contações.




(Texto e fotos: Valéria Santana)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Monges budistas vivenciam intercambio cultural na Biblioteca da Floresta

Na visita houve o encontro de monges budistas com o Instituto
de Fé e Política do Acre (Foto Eduardo Ferreira)
 Um encontro de combatentes da mesma luta foi o que se tornou a visita, de dois monges budistas vindos da Ásia (China e Índia) e dois discípulos europeus (Inglaterra e França), feita à Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM) na terça-feira, 17.

Na chegada, foram acolhidos por lideranças religiosas do Instituto Ecumênico de Fé e Política (IEFP) do estado, que acompanharam a visita aceitando o convite feito pelo professor Marcos Afonso Pontes, diretor  da biblioteca.

Os passos dados no lugar que é espaço de memória da resistência vivida pelo povo da floresta neste extremo ocidental da Amazônia brasileira reservaram surpresas e identificação.

Ao conhecerem sobre os empates [os motivos e como ocorriam] disseram que também eles, budistas, lá na Ásia se manifestavam em defesa da natureza assumindo a mesma postura: sem armas, de braços dados como barreiras humanas.

A caminhada pela Biblioteca emocionou os membros do instituto: Massimo Lombardi (padre), Cid Mauro Araújo (pastor), Rosália Maia (representante do budismo no Acre), Antônio Carlos Pinheiro (católico), Isabela Costa (terapeuta), Ivanilde Lopes (católica), Manoel Pacífico (secretário geral do IEFP). Todos se reconheceram nos ambientes, nas imagens, nos utensílios e nas histórias contadas.

A biodiversidade retratada nos ambientes encantou os
visitantes (Foto Raquel Castro)
Manoel Pacífico recordou o bispo católico já falecido Dom Hélder Câmara que defendia o diálogo inter-religioso e esteve em Tóquio (Japão) para um encontro de líderes religiosos defendendo a bandeira da Paz.

“Este foi um intercâmbio entre culturas”, disse padre Massimo. Mas os monges deixaram a certeza de que não foi o último grupo a vir, outros se preparam para também conhecer o estado.

Motivos da viagem

A vinda ao Acre não foi um acaso. Durante o rito de preparação para se tornar pajé, Putani Yawanawá teve uma miração [visão que se tem sob o efeito do chá da Ayauaska], de que estes monges budistas iriam à aldeia onde habita.

Em viagem a Paris (França) a pajé os encontrou, contou o que viu e desde então, ficou agendada a vinda. Além do povo Yawa, monges e discípulos devem conhecer também os Ashaninkas.



(Por Valéria Santana)

Família rondoniense visita Biblioteca da Floresta



A estudante Thaís Lessa e a empresária Terezinha de Jesus
foram guiadas pelo estagiário da Biblioteca

Estiveram em visita à Biblioteca da Floresta, na manhã dessa sexta-feira, 20, a estudante de administração Thaís Lessa, acompanhada pela madrasta, a empresária Terezinha de Jesus, e duas crianças, todas do estado de Rondônia.

Através dos comentários de familiares e amigos, as turistas resolveram procurar a instituição para conhecer um pouco da história e cultura do povo acreano. Curiosas, as perguntas mais frequentes eram sobre os costumes, os objetos das exposições, o conhecimento adquirido pelos povos indígenas e a ayahuasca (cipó do Santo Daime).

“É interessante observar que os povos indígenas aprenderam diversas técnicas, como a de tecelagem, numa época em que eles nem se quer tinham contato com nenhum outro povo”, constatou a estudante.

Para Terezinha, as ilustrações e corredores repletos de exposições impressionam. “Aprendi muitas coisas hoje, principalmente, referentes aos seringueiros e índios. Fiquei satisfeita, tinham me falado dessa biblioteca, mas não imaginava que ela fosse tão rica de conhecimento”, afirma.







(Por Raquel Castro)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Comitiva de câmara de vereadores de Porto Velho visita Biblioteca da Floresta

Comissão da câmara conheceu a exposição sobre a Resex
Chico Mendes


A Biblioteca da Floresta/FEM recebeu na tarde desta quarta-feira, 18, a comitiva da câmara de vereadores de Porto Velho-Rondônia. O grupo esteve acompanhado pela gestora de Qualificação e Sensibilização Turística da Secretaria de Turismo e Lazer (Setul) do Acre, Luciana Rufino.

 A visita à Biblioteca teve a finalidade de identificar como é trabalhada a identidade regional em seus aspectos arquitetônicos no Acre. Segundo a gestora da Setul, outros espaços de memória estão no roteiro das visitas para inspirar inovações no projeto estrutural da câmara da capital rondoniense.

“O prédio da câmara de Porto Velho está sendo reconstruído e é nesse sentido que eles vieram a pontos históricos do Acre, para captarem ideias de construções que fazem esse resgate” disse a gestora Luciana Rufino.

As perguntas sempre giravam entorno das alternativas encontradas para dar forma de composição do prédio. Alguns exemplos estão na utilização de madeira certificada nas áreas de exposições e acervo de livros, as sementes visíveis nas prateleiras em acrílico ou nas cortinas dispostas nas entradas dos andares.

Alan Queiroz, presidente da câmara, admirado com a estrutura vista, acredita que conhecer a Biblioteca rendeu muitas contribuições para o projeto de reconstrução. “Adoramos a casa do seringueiro e vamos aderir muitas ideias daqui que serão adequadas à nossa realidade”, diz.
Presidente da câmara de vereadores do Rio Branco,
Prof.Roger Corrêa e presidente da câmara de vereadores
de Porto Velho, Alan Queiroz 



(Por Leandra Haerdrich)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Coleção "Brasil 2014: Campo da Ideias" é distribuído por projeto da Biblioteca da Floresta

Os livros foram espalhados pelas áreas próximas a BF

Em clima de Copa do Mundo, o projeto "Plantando Livros" desenvolvido pela Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM) está distribuindo cadernos da coleção "Brasil 2014: campo das ideias". Duas atividades já foram cumpridas na quarta e quinta-feira, 11 e 12.

O primeiro local a receber  20 livros, por meio desta iniciativa, foi a escola João Batista Aguiar, localizada em Rio Branco. A biblioteca de lá será canteiro para essas leituras que os alunos farão.


Para a escola João Batista Aguiar foram entregues 20 livros
Além da entrega feita a escola, outros 30 livros foram distribuídos a motoristas nos sinais e em locais públicos nas áreas próximas a Biblioteca.

Aquele que colher o livro irá encontrar uma mensagem que explica a finalidade da ação e solicita a pessoa que indique aquela leitura a um amigo.

A coleção

Esses livros reúnem reflexões sobre impactos sociais que a copa causa pela preparação e realização no Brasil com o foco em maximizar os benefícios que virão decorrentes desse grande evento desportivo que é a Copa do Mundo de Futebol.

Fazem parte da coleção, os livros: Cidades sem água e sob as águas, Construções sustentáveis, Mudanças climáticas, O futuro da energia, O futuro do corpo e da saúde, Cidades sustentáveis, O indivíduo e o esporte, Segurança pública, Trânsito e acessibilidade, Economia em tempos de copa.


(Por Valéria Santana)

Representante do "Mais Bibliotecas Públicas" conhece a Biblioteca da Floresta

"Fiquei encantada!" disse Cida Fernandez

Engajada pela preservação de espaços de conhecimento, a pernambucana Cida Fernandez, responsável pelo projeto "Mais Bibliotecas Públicas", esteve em visita aos nossos espaços nesta quinta-feira, 12.

Teve acesso as exposições permanentes e temporárias, admirou os detalhes de cada ambiente: sementes, imagens, utensílios que a Biblioteca possui para mostrar como é a vida dos Povos da Floresta.

"Eu não conhecia a Biblioteca da Floresta, a não ser de nome. Virei fã [...]. Fiquei encantada!", disse emocionada e sugerindo ampliações locais.

Cida veio ao Acre para realizar um encontro do "Mais Bibliotecas Públicas" com gestores e membros da sociedade civil que tem a finalidade de sensibilizar para a importância de existirem bibliotecas públicas nos municípios.

"A biblioteca é um fator fundamental para o desenvolvimento das pessoas e das comunidades", conclui.






(Por Valéria Santana)

Projeto “Plantando Livros” leva contação de histórias à escola pública

Turmas de creche e ensino fundamental dos dois turnos foram
contemplados
Alunos da escola Ione Portela da Costa Casas receberam a equipe da Usina de Humanização da Biblioteca da Floresta/Fundação Elias Mansour (FEM) que esteve no local com o projeto Plantando Livros durante terça e quarta-feira, 10 e 11.

Cinco histórias foram contadas e estão contempladas pela segunda ação do projeto Semeando Histórias. O público desta edição foram cerca de 200 crianças - turmas de creche e Ensino Fundamental.

O livro de Jean Angelles intitulado “Era Uma Vez na Amazônia”, foi base para as contações iniciadas pela história que intitula o livro, seguida de “A Estrela”, “O Caiarara”
e “o Despertar do Pajé”.
Contação foi baseada no livro "Era uma vez na Amazônia"

Ícaro Varela, 11 anos, aluno do quinto ano, gostou da ação por se referir a histórias da Amazônia e, principalmente, quando o personagem central de “O Caiarara” fala da vaidade, “que ela nunca é a primeira coisa a ser valorizada dentro de nós”, destaca.

As histórias escolhidas possuem, predominantemente, personagens com nomes indígenas, essa particularidade cativou a atenção, além dos sorrisos, das crianças.

“Gostei de tudo, do jeito que eles contaram. A parte mais legal e mais engraçada foi o nome das pessoas, são diferentes, né?”, disseram as estudantes Marcele Louise Bessa e Gabriela de Lima, do quarto ano.

A coordenadora pedagógica, Sônia Barbosa, explica que a ideia de semear histórias na escola foi a consequência de uma conversa inicial com a secretaria da Biblioteca da Floresta/FEM.

“A escola já faz semanalmente rodas de leitura com as turmas. Como as professoras sempre pediam para levarmos os alunos em visitas às bibliotecas, eu conversei e conheci o projeto que poderia nos beneficiar ainda mais, justamente, esse que tem a contação de histórias”, declarou.



(Por Valéria Santana)

terça-feira, 10 de junho de 2014

Biblioteca da Floresta recebe Coordenador de Programa da Fundação Perseu Abramo

Na Casa do Seringueiro coordenador diz ter feito uma viagem
na história

A Biblioteca da Floresta recebeu, na manhã dessa terça-feira, 10, a visita do coordenador do Programa de Iniciação Continuada de Gestão Pública da Fundação Perseu Abramo (SP), Antônio Lopes Cordeiro.

No Acre para ministrar curso sobre gestão pública aos gestores do estado, Antônio fez questão de conhecer os espaços da Biblioteca da Floresta.

“Cheguei a conhecer Chico Mendes, mas de forma superficial, longínqua. Estou fazendo uma viagem na história nesse lugar. Sinto-me emocionado”, disse.

Na ocasião, a Biblioteca da Floresta, por meio da coordenadora, Sandra Silva, realizou a doação do DVD “Temas do Acre” para proporcionar ao visitante conhecimento mais aprofundado da cultura, história e lutas socioambientais dos Povos da Floresta.

Coordenadora de planejamento da Biblioteca, Sandra Silva,
entrega DVD para o coordenador Antonio Lopes

(Por Raquel Castro)



Projeto Plantando Livros da Biblioteca da Floresta leva contação de histórias para escola Ione Portela

25 alunos da Escola Ione Portela participaram da contação
de história

Alunos da escola Ione Portela da Costa Casas receberam a equipe da Usina de Humanização da Biblioteca da Floresta/Fundação Elias Mansour (FEM) que esteve no local com o projeto Plantando Livros na manhã desta terça, 10.

Cinco histórias contempladas na segunda ação do projeto – Semeando Histórias – foram contadas a crianças das turmas de creche, 25 alunos, e do primeiro ao quinto ano, 75 alunos.

O livro de Jean Angelles intitulado “Era Uma Vez na Amazônia”, foi base para as contações iniciadas pela história de mesmo título que o livro, seguida de “A Estrela”, “O Caiarara” e “o Despertar do Pajé”.

Ícaro Varela adorou a contação de histórias
Ícaro Varela, 11 anos, aluno do quinto ano, gostou da ação por se referir a histórias da Amazônia e, principalmente, quando o personagem central de “O Caiarara” fala da vaidade, “que ela nunca é a primeira coisa a ser valorizada dentro de nós”, destaca.

A coordenadora pedagógica, Sônia Barbosa, explica que a ideia de semear histórias na escola foi a consequência de uma conversa inicial com a secretária geral da Biblioteca da Floresta/FEM, Juliana Leon.

“A escola já faz semanalmente rodas de leitura com as turmas. Como as professoras sempre pediam para levarmos os alunos em visitas às bibliotecas eu conversei  e conheci o projeto que poderia nos beneficiar ainda mais, justamente esse que tem a contação de histórias”, declarou.






(Por Valéria Santana)


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Biblioteca da Floresta participa da quarta semana de Filosofia da FADISI

Diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes
O Marcos Afonso Pontes, diretor da Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM), ministrou palestra sobre Ética e Direitos Humanos, na última sexta-feira, 06, a convite da Faculdade Diocesana São José (Fadisi). A atividade fez parte da programação da Quarta Semana de Filosofia da instituição em Rio Branco.

(Por Valéria Santana)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Biblioteca da Floresta “planta” livros no campus da UFAC





Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, a Biblioteca da Floresta/Fundação Elias Mansour (FEM) realizou na quinta, 05, mais uma etapa do projeto “Plantando Livros”, inicialmente, no campus Rio Branco da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Foram plantados na UFAC 16 livros, entre eles clássicos nacionais, algumas publicações recentes da literatura juvenil e romances policiais. O projeto realizou 03 edições e por meio dele já ocorreu a distribuição de mais de 130 unidades plantadas em lugares diversos.

A coordenadora do projeto, Juliana Leon, destaca o objetivo da Biblioteca da Floresta/FEM com esta iniciativa: “Nosso objetivo com esta ação e incentivar a população acreana a adquirir o hábito da leitura frequente e valorizar o uso do livro tradicional”, explicou.

Plantando Livros 2014

O projeto Plantando Livros possui três eixos, Plantando Livros em Lugares Públicos, Plantando livros na Escola e Semeando Histórias (Contação de Histórias Infantis). No ano de 2014 o projeto “semeará” 370 livros, 150 em lugares públicos, distribuídos em 05 edições e 220 nas escolas divididos em 11 edições.



(Por Assessoria da Biblioteca da Floresta)






Biblioteca da Floresta expõe fotos de Resex Chico Mendes em encontro dos Povos Tradicionais

A exposição itinerante “Resex 24 anos Afirmando os Ideais dos Trabalhadores da Floresta” se juntou aos Povos Tradicionais do Acre nesta quinta-feira, 05. Um momento histórico, por este ser o primeiro encontro de parteiras, povos indígenas, povos de terreiros e extrativistas.

As 18 peças fotográficas disponíveis no saguão do Anfiteatro Garibaldi Brasil, na Universidade Federal do Acre (Ufac), campus Rio Branco, mostram hábitos, modo de vida, identidade sociocultural e ambiental comum às cerca de 2.000 famílias que habitam a Reserva Extrativista Chico Mendes. 

Vendo as imagens expostas, Terezinha de Araújo, volta aos tempos de seringal. “Achei linda, primeiro eu me lembrei da floresta, lá da minha aldeia onde me criei [...]. Eu nasci na margem de um lago, em Tefé no Amazonas [...]. Foi na mata que eu comecei a aparar os meninos”, lembra.



A parteira não descansa nem de aparar criança e nem de lutar para garantir acessos a outros que, assim como ela, ajudam a trazer vidas para o mundo.

Para Terezinha a exposição é saudosa, mas para dois alunos do primeiro período de licenciatura em História da Ufac é identificação da influência da cultura extrativista sobre as atuais mudanças nas estruturas sociais.

“Um encontro como esse é importante para o curso e pra gente, uma das coisas é porque trata da cultura indígena [...]. Outra coisa interessante, por exemplo, nessa exposição e que eu gostei, foi aquele quadro da seringueira que retrata a história dos nossos avós, nossos bisavós”, afirmou Jhonatan Barbosa.

“Quando a gente só ouve que a cidade tem influência de culturas como a indígena é diferente de quando você tem acesso a elas [...]”, assim Fernando Douglas, explica sobre coisas que justificam o amor que diz sentir pela natureza.

O projeto

Duas exposições estão acessíveis ao público, uma itinerante, como ocorre na Ufac e outra fixa na Biblioteca da Floresta/ FEM. A ideia nasceu da proposta de publicar as fotografias captadas durante uma expedição fotográfica realizada na reserva em 2013.

Da parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio, o WWF Brasil e a Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM) surgiu a exposição, feita em homenagem aos trabalhadores da floresta e em comemoração aos 24 anos de existência da reserva.



(Por Assessoria da Biblioteca da Floresta\FEM)

Alunos do curso de auxiliar de cozinha visitam Biblioteca da Floresta




Alunos contemplando a exposição sobre Resex Chico Mendes
A Biblioteca da Floresta recebeu na tarde desta quinta-feira, 05, a visita de 10 alunos do Senac do curso de Auxiliar de Cozinha. Os alunos vieram acompanhados pelo professor de Introdução ao Turismo, Renis Ramos (32).

Segundo o professor Renis, a visita pretende situar os futuros cozinheiros no contexto histórico acreano. “Trouxe os alunos na Biblioteca da Floresta para eles serem apresentados à história do Acre que contribuirá no desenvolvimento de pratos da culinária regional”, diz.

Antonia e Luciana pretendem voltar mais vezes à Biblioteca
Para Luciana Leitão (37) que está na Biblioteca pela primeira vez, conhecer a simulação da Casa do Seringueiro, foi surpreendente. “Adorei as panelas, mesa, copos e o Jirau da cozinha da Casa do Seringueiro”, comenta.

Já para Antonia Ferreira (32) vir à Biblioteca a fez conhecer de forma mais profunda a história do Acre. “Foi muito bom aprender todas essas coisas sobre a nossa história, aprendi muito mais do que sabia”, ressalta.





      
Futuros Cozinheiros no Espaço Povos da Floresta

(Por Leandra Haerdrich)