segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia Internacional do Graffiti é comemorado em Rio Branco


 
Sprays, tintas, rolinhos e toques de criatividade. Esses são os ingredientes básicos para o graffiti, manifestação tipicamente urbana que dá formas e cores ao que, antes, eram apenas muros sujos e sem vida. A arte vem conquistando cada vez mais destaque em Rio Branco e na última quarta-feira (27), Dia do Grafitti, ganhou seu primeiro mutirão.

A ação foi realizada na escola pública Serafim Salgado pelo Etnografitti, um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta, que apoiou o evento junto à Diretoria de Ensino da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Departamento de Artes da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e Fundação Garibaldi Brasil (FGB).

O mutirão contou com a participação de onze profissionais do graffiti. Caracterizadas pela valorização da cultura acreana, as pinturas retratam ribeirinhos, indígenas, entre outros elementos étnicos da Amazônia.

A estudante Fabiane Aguiar se encantou com a iniciativa. “Fiquei sem palavras para descrever a homenagem que essas pessoas fizeram para a nossa escola. Ver o Dia do Graffiti ser comemorado dessa forma será inesquecível”, afirmou.

O diretor da escola Serafim Salgado, Veridiano Alves de Lima, explicou que a maneira como a divulgação da cultura acreana tem ganhado destaque nas artes é um ponto bastante positivo. “Essa ação representa uma forma de disseminar nossa cultura para além dos portões do colégio. Por meio desse trabalho muitas pessoas podem também conhecer a arte do grafite e se interessar cada vez mais por ela”, ressaltou.

A programação contou também com apresentações de hip hop e break, apreciados pelos grafiteiros, alunos e a comunidade do entorno. “Fazemos parte dos quatro elementos culturais: o hip hop, o graffiti, o break e o DJ e, naquele dia, esses elementos estiveram representados no evento”, afirmou Augusto do Hip Hop, parceiro do Etnograffiti.

Tiago Tosh, grafiteiro e um dos idealizadores do projeto, explica que a ideia surgiu a partir do fortalecimento de quatro anos de trabalho nas ruas da capital. “Nos próximos anos o Etnografitti pretende trazer profissionais de outros lugares do Brasil para participar desse tipo de evento, pois é muito importante a divulgação desse trabalho que traz uma outra visão de cultura”.








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