Sprays, tintas, rolinhos e toques de criatividade. Esses são os ingredientes básicos para o graffiti, manifestação tipicamente urbana que dá formas e cores ao que, antes, eram apenas muros sujos e sem vida. A arte vem conquistando cada vez mais destaque em Rio Branco e na última quarta-feira (27), Dia do Grafitti, ganhou seu primeiro mutirão.
A ação foi realizada na
escola pública Serafim Salgado pelo Etnografitti, um dos grupos temáticos da Biblioteca
da Floresta, que apoiou o evento junto à Diretoria de Ensino da Secretaria de
Estado de Educação e Esporte (SEE), Departamento de Artes da Fundação de
Cultura Elias Mansour (FEM) e Fundação Garibaldi Brasil (FGB).
O mutirão contou com a
participação de onze profissionais do graffiti. Caracterizadas pela valorização
da cultura acreana, as pinturas retratam ribeirinhos, indígenas, entre outros
elementos étnicos da Amazônia.
A estudante Fabiane Aguiar se encantou com a iniciativa. “Fiquei sem palavras para descrever a homenagem que essas pessoas fizeram para a nossa escola. Ver o Dia do Graffiti ser comemorado dessa forma será inesquecível”, afirmou.
O diretor da escola
Serafim Salgado, Veridiano Alves de Lima, explicou que a maneira como a
divulgação da cultura acreana tem ganhado destaque nas artes é um ponto bastante
positivo. “Essa ação representa uma forma de disseminar nossa cultura para além
dos portões do colégio. Por meio desse trabalho muitas pessoas podem também conhecer
a arte do grafite e se interessar cada vez mais por ela”, ressaltou.
A programação contou também
com apresentações de hip hop e break,
apreciados pelos grafiteiros, alunos e a comunidade do entorno. “Fazemos parte
dos quatro elementos culturais: o hip hop, o graffiti, o break e o DJ e,
naquele dia, esses elementos estiveram representados no evento”, afirmou Augusto
do Hip Hop, parceiro do Etnograffiti.
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