Fotos: André Araújo (Sejudh)
| Público acompanhou atentamente ao discurso de Herzog |
A Biblioteca da Floresta/FEM recebeu, na manhã desta quarta-feira (3), o presidente do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog, que, a convite da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), veio ao Acre para apresentar as ações da instituição e lançar no Estado um projeto voltado para a abordagem dos direitos humanos na sociedade acreana.
Ivo é filho do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela Ditadura Militar brasileira em 1975. No seu discurso, ele abordou a recente alteração nas informações do atestado de óbito do pai, que, antes, apontava suicídio como a causa da morte.
| A militante dos direitos humanos, Raimunda Bezerra, e o secretário da Sejudh, Nilson Mourão, mediaram o debate com Herzog |
“Aceitar aquela versão fantasiosa representava uma grande humilhação para a minha família. Foi uma espécie de tortura continuada”, disse Herzog, que tinha apenas 9 anos de idade quando perdeu o pai.
Ivo mostrou aos presentes as publicações do instituto. Uma delas apresenta os cartazes e as capas dos jornais de resistência à Ditadura Militar, entre eles o Varadouro, editado pelos jornalistas Silvio Martinello e Elson Martins – este, por meio do Instituto Vladimir Herzog, quer transformar em livro as centenas de cartas enviadas pela principal testemunha do assassinato de Chico Mendes, Genésio, ao também jornalista Zuenir Ventura, que cobriu o caso e, na época, adotou o garoto por alguns anos.
| Militantes políticos e dos direitos humanos participaram do evento |
Durante o lançamento do projeto, Herzog recebeu do diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, um kit contendo as principais publicações da instituição. “Esta biblioteca é consequência da luta socioambiental de homens e mulheres pertencentes à mesma geração que Vladimir Herzog. Muitos, como Chico Mendes, tombaram durante a resistência”, disse Marcos Afonso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário