sexta-feira, 19 de abril de 2013

Biblioteca da Floresta comemora Dia do Índio com exposição e dança dos povos



Evento contou com a participação de artistas, índios, entre outros
A Biblioteca da Floresta/FEM encerrou a programação da Semana do Índio com a exposição de artesanatos indígenas produzidos pelos alunos que participaram da oficina “A Arte Huni Kui: Tecendo com Miçangas”. O evento aconteceu na noite desta sexta-feira, 19, Dia do Índio, no Espaço de Convivência da instituição. Cantorias tradicionais e um jantar de culinária indígena complementaram as comemorações.

Durante a exposição, acontecia também a Roda de Danças Circulares dos Povos, com movimentos típicos das cirandas pernambucanas e que contou também com danças tradicionais da Grécia, Macedônia e dos povos indígenas norte-americanos.

Secretário Zezinho Yube (direita) também esteve presente no evento
Participaram do evento os presidentes da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Francis Mary Alves de Lima, e da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Rodrigo Forneck. O secretário de Estado para Assuntos Indígenas, Zezinho Yube, e a representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Acre, Juliana da Mata Cunha, também estiveram presentes.

A oficina de artesanato indígena começou na última segunda-feira, 15, na biblioteca. Professores, funcionários públicos, artesãos, músicos e bancários aprenderam durante cinco dias as técnicas de produção artesanal com miçangas. O curso foi ministrado pela artesã Dalva Ayuni Kaxinawá, nascida na aldeia São Joaquim, no município de Jordão, que possui trabalhos comercializados em diversos Estados do Brasil e Noruega.

Os artesanatos ficaram expostos no Espaço de Convivência
“Através desse tipo de ação é que nós conseguimos mostrar para o ‘homem branco’ um pouco mais da nossa cultura tradicional. Isso é bom porque as pessoas começam a valorizar mais os povos indígenas que viviam aqui muito antes da chegada dos ‘brancos’”, disse a artesã.

Para a podóloga Patrícia Lima, a oficina foi proveitosa, principalmente, por ter proporcionado conhecimento sobre os costumes do povo kaxinawá, o mais numeroso do Acre. “Foi grandioso saber de onde e como essa arte surgiu, além das trocas culturais entre nós e a Dalva”.

Público dançou músicas tradicionais na Roda dos Povos
“Foi uma grande honra para a Biblioteca da Floresta sediar uma oficina de artesanato ministrada pela representante de um povo que possui fabulosas riquezas nas artes, nos cantos, nas danças... Tratamos, nesse evento, a cultura kaxinawá com respeito, valorizando sua tradição e promovendo um diálogo entre os saberes moderno e tradicional”, disse o diretor da biblioteca, Marcos Afonso Pontes.

De acordo com Francis Mary, “o Acre possui uma cultura diversa e maravilhosa que vem da alma e do coração dos povos indígenas que habitam o Estado”.

(Por Leandro Chaves)

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