| Evento contou com a participação de artistas, índios, entre outros |
A Biblioteca da Floresta/FEM
encerrou a programação da Semana do Índio com a exposição de artesanatos
indígenas produzidos pelos alunos que participaram da oficina “A Arte Huni Kui:
Tecendo com Miçangas”. O evento aconteceu na noite desta sexta-feira, 19, Dia
do Índio, no Espaço de Convivência da instituição. Cantorias tradicionais e um jantar
de culinária indígena complementaram as comemorações.
Durante a exposição, acontecia também
a Roda de Danças Circulares dos Povos, com movimentos típicos das cirandas
pernambucanas e que contou também com danças tradicionais da Grécia, Macedônia
e dos povos indígenas norte-americanos.
| Secretário Zezinho Yube (direita) também esteve presente no evento |
Participaram do evento os
presidentes da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Francis Mary Alves de
Lima, e da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Rodrigo Forneck. O secretário de
Estado para Assuntos Indígenas, Zezinho Yube, e a representante do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Acre, Juliana da Mata
Cunha, também estiveram presentes.
A oficina de artesanato indígena
começou na última segunda-feira, 15, na biblioteca. Professores, funcionários
públicos, artesãos, músicos e bancários aprenderam durante cinco dias as
técnicas de produção artesanal com miçangas. O curso foi ministrado pela artesã
Dalva Ayuni Kaxinawá, nascida na aldeia São Joaquim, no município de Jordão, que
possui trabalhos comercializados em diversos Estados do Brasil e Noruega.
| Os artesanatos ficaram expostos no Espaço de Convivência |
“Através desse tipo de ação é que
nós conseguimos mostrar para o ‘homem branco’ um pouco mais da nossa cultura
tradicional. Isso é bom porque as pessoas começam a valorizar mais os povos
indígenas que viviam aqui muito antes da chegada dos ‘brancos’”, disse a artesã.
Para a podóloga Patrícia Lima, a
oficina foi proveitosa, principalmente, por ter proporcionado conhecimento
sobre os costumes do povo kaxinawá, o mais numeroso do Acre. “Foi grandioso saber
de onde e como essa arte surgiu, além das trocas culturais entre nós e a Dalva”.
| Público dançou músicas tradicionais na Roda dos Povos |
“Foi uma grande honra para a Biblioteca
da Floresta sediar uma oficina de artesanato ministrada pela representante de
um povo que possui fabulosas riquezas nas artes, nos cantos, nas danças...
Tratamos, nesse evento, a cultura kaxinawá com respeito, valorizando sua
tradição e promovendo um diálogo entre os saberes moderno e tradicional”, disse
o diretor da biblioteca, Marcos Afonso Pontes.
De acordo com Francis Mary, “o
Acre possui uma cultura diversa e maravilhosa que vem da alma e do coração dos
povos indígenas que habitam o Estado”.
(Por Leandro Chaves)
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