Por: Anaís Cordeiro
Na semana em
que foi comemorado o Dia da Amazônia, a Biblioteca da Floresta promoveu a
oficina “Florestania: Fundamentos”, ministrada pelo jornalista acreano e
escritor Antonio Alves. Na atividade, foi abordado não apenas o
contexto histórico do conceito, mas o modo como a Florestania dialoga com as
ciências humanas, exatas, biológicas e tecnológicas.
A oficina
durou quatro dias, período em que os inscritos imergiram em explanações
científicas e filosóficas. A programação teve início no dia 1º de setembro com
a exibição do filme “DersuUzala”, do cineasta japonês Akira Kurosawa. O palestrante
explicou, antes da sessão, o porquê da escolha do longa-metragem: “Encarem-no
como uma palestra inicial. Ele mostra o encontro entre dois seres humanos que
possuem formas distintas de se relacionar com o ambiente. Um possui um
sentimento de pertencimentoe o outro de posse. Procurem achar um
nexo com o seu cotidiano e, além disso, busquem os personagens principais dentro
de vocês”.
No convite
feito à população, o diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, destacou: “Pensamos na oficina como uma
contribuição importante no sentido de entender a Florestania em sua gênese,
potencializando a sua singularidade e a soma importante que ela representa no
cenário das práxis e das utopias necessárias”.
O conceito
de que a floresta não nos pertence, mas nós é que pertencemos a ela permeou todas
as atividades realizadas durante a oficina e foi o eixo principal para que a Florestania
fosse entendida não só como “Cidadania da Floresta”, mas que compreendesse todo
o conjunto de ideias que carrega.
O público
sentiu-se a vontade para expressar suas opiniões e experiências, o que não só
fortaleceu o diálogo, mas enriqueceu ainda mais o conteúdo da oficina. O poeta
Raimundo Nonato, por exemplo, participou como expectador ecompartilhou belas
poesias de sua autoria inspiradas no cenário Amazônico.
O último dia
da oficina, 5 de Setembro, Dia da Amazônia, foi reservado principalmente para
que cada um explanasse seus desejos para o seu futuro e o do planeta.
Estudante de
Geografia e estagiária da Biblioteca da Floresta, Amanda Ortiz falou das
impressões deixadas ao final da atividade: “A oficina resgatou não só a
história do Acre, mas provocou oauto-aprimoramento de uma forma lúcida e
crítica. E, pessoalmente, despertou o meu desejo de ir em busca do que almejo
para políticas socioambientais do lugar de onde vim”.



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