quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ANTÔNIO ALVES MINISTRA OFICINA “FLORESTANIA:FUNDAMENTOS”

Por:  Anaís Cordeiro


Companheiros de longa data, Antônio Alvos e Marcos Afonso dão boas vindas ao público

Na semana em que foi comemorado o Dia da Amazônia, a Biblioteca da Floresta promoveu a oficina “Florestania: Fundamentos”, ministrada pelo jornalista acreano e escritor Antonio Alves. Na atividade, foi abordado não apenas o contexto histórico do conceito, mas o modo como a Florestania dialoga com as ciências humanas, exatas, biológicas e tecnológicas.

A oficina durou quatro dias, período em que os inscritos imergiram em explanações científicas e filosóficas. A programação teve início no dia 1º de setembro com a exibição do filme “DersuUzala”, do cineasta japonês Akira Kurosawa. O palestrante explicou, antes da sessão, o porquê da escolha do longa-metragem: “Encarem-no como uma palestra inicial. Ele mostra o encontro entre dois seres humanos que possuem formas distintas de se relacionar com o ambiente. Um possui um sentimento de pertencimentoe o outro de posse. Procurem achar um nexo com o seu cotidiano e, além disso, busquem os personagens principais dentro de vocês”.



Raimundo Nonato recitou poesias que falavam da terra e da missão do homem em protegê-la

No convite feito à população, o diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, destacou: “Pensamos na oficina como uma contribuição importante no sentido de entender a Florestania em sua gênese, potencializando a sua singularidade e a soma importante que ela representa no cenário das práxis e das utopias necessárias”.

O conceito de que a floresta não nos pertence, mas nós é que pertencemos a ela permeou todas as atividades realizadas durante a oficina e foi o eixo principal para que a Florestania fosse entendida não só como “Cidadania da Floresta”, mas que compreendesse todo o conjunto de ideias que carrega.

O público sentiu-se a vontade para expressar suas opiniões e experiências, o que não só fortaleceu o diálogo, mas enriqueceu ainda mais o conteúdo da oficina. O poeta Raimundo Nonato, por exemplo, participou como expectador ecompartilhou belas poesias de sua autoria inspiradas no cenário Amazônico. 


 Atento, o público ouviu e interagiu durante toda a oficina


O último dia da oficina, 5 de Setembro, Dia da Amazônia, foi reservado principalmente para que cada um explanasse seus desejos para o seu futuro e o do planeta.

Estudante de Geografia e estagiária da Biblioteca da Floresta, Amanda Ortiz falou das impressões deixadas ao final da atividade: “A oficina resgatou não só a história do Acre, mas provocou oauto-aprimoramento de uma forma lúcida e crítica. E, pessoalmente, despertou o meu desejo de ir em busca do que almejo para políticas socioambientais do lugar de onde vim”.


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