quarta-feira, 10 de outubro de 2012

4º BIS E CONFRARIA DA REVOLUÇÃO SE UNEM PARA HOMENAGEAR PLÁCIDO DE CASTRO

Por: Anaís Cordeiro

Estátua de Plácido de Castro localizada no local onde ocorreu a emboscada que o feriu

No dia 9 de Agosto de 1908, Plácido de Castro, herói da Revolução Acreana, foi ferido em uma emboscada preparada para assassiná-lo enquanto se dirigia para sua propriedade. O ataque foi planejado por lideranças da época, que enciumadas pelo seu prestígio,viam em Plácido uma ameaça à sua governança.A tocaia fora bem sucedida e Plácido faleceu dois dias depois. Em 2008, centenário de sua morte, o local onde ocorreu a emboscada, localizado no Seringal Benfica, ganhou oito estátuas, onde já havia um memorial, reconstituindo o momento em que ele fora atacado covardemente por uma dezena de jagunços.

Cento e quatro anos depois, no mesmo dia e local onde ocorreu a tocaia que vitimara Plácido,o 4º Batalhão de Infantaria e Selva (BIS) organizou uma solenidade homenageando-o. Foram convidados membros da Confraria da Revolução, grupo temático da Biblioteca da Floresta, que se reúne parar discutir a história do Acre, e em especial da Revolução Acreana, paixão comum entre eles. 

Membros da Confraria da Revolução se reúnem em diálogo com militares

“A beleza do Plácido é que ele lutava junto com outros nomes contra a internacionalização do Acre. Era uma loucura existir uma estrela vermelha no meio da selva amazônica, mas hoje isso é simbolizado na nossa bandeira.” afirmou, emocionado, Abrahim Farhat, o Lhé, membro ativo da Confraria da Revolução que participou da solenidade ao lado de Teodoro Quintella, Adalberto Queiroz e Luís Vasconcelos, também membros do grupo. Esteve presente ainda o diretor do Patrimônio Histórico do Acre, Libério de Souza, que, em suas palavras, reafirmou a importância de Plácido de Castro para a história não só do Acre, mas do Brasil.

Além de historiadores de profissão e paixão, foram convidados para participar do evento alunos das escolas do entorno, como Ruy Azevedo e São Pedro, que tiveram seus diretores convidados a hastear as bandeiras brasileira e acreana enquanto a banda e um coraldo 4º BIS fazia a apresentação do Hino do Acre.


Bandeiras do Brasil e do Acre foram hasteadas lado a lado

As duas escolas modificaram suas programações normais e dedicaram-se ao projeto proposto pelo 4º BIS. Seus alunos realizaram a leitura de uma redação alusiva à Revolução Acreana e os estudantes da escola Ruy Azevedo apresentaram uma maquete demonstrando a proximidadedas duas escolas com o local histórico. A criançada demonstrou estar à vontade e familiarizada não só com a história, mas com o local onde ela ocorreu: na sua própria comunidade.



Estudantes da Escola Ruy Azevedo apresentam o resultado do trabalho de toda a escola para homenagear Plácido



Maquete feita por estudantes não demarca fronteiras entre a história e a comunidade

Encerrando a solenidade, o comandante do 4º BIS, tenente-coronel Danilo Mota Alencar, agradeceu a presença de todos e falou sobre a iniciativa de homenagear Plácido: “O Batalhão do 4º BIS possui Plácido de Castro como patrono, por isso resolvemos parar as atividades diárias e nos voltar para conhecer um pouquinho mais da história, é isso que nós estamos buscando aqui. E esperamos ter mais oportunidades para realizar atividades como essa”. Após suas palavras de agradecimento, o comandante convidou a criançada para desfrutar de um lanche preparado pelo próprio batalhão.



O Comandante agradece a presença e esforço de todos para a realização do evento

Após a solenidade as crianças foram servidas com um delicioso lanche

Biblioteca apoia essa e outras ações

Foram necessários alguns anos para que Plácido de Castro fosse reconhecido pelo governo brasileiro como herói nacional, mas ações locais são necessárias para que além de preservada, sua história seja disseminada. Envolver a comunidade em atividades como essa é garantir que o passado continue vivo, mantendo seu espaço na continuação da história. A Biblioteca da Floresta apoia e parabeniza ações como essa e convida a todos a conhecer mais sobre a bela história acreana, que possui heróis que não abriram mão de suas convicções para que nos tornássemos o que somos hoje.



PERUANOS NA BIBLIOTECA

Por: PryscilaThays



Turistas peruanos conheceram mais sobre o Acre

A Biblioteca recebeu, na quinta-feira (2), a visita de um casal de peruanos que passeava por alguns pontos turísticos da cidade, como o Museu da Borracha e o Palácio Rio Branco.

A visita proporcionou uma troca de informações tanto para os peruanos quanto aos estagiários que os acompanharam.Apesar de só se comunicar em espanhol, o casal entendia a língua portuguesa se falada pausadamente ou com a utilização de sinônimos que se aproximassem das palavras estrangeiras.

“Achei a biblioteca muito bonita. Aprendemos um pouco sobre a floresta, a história da borracha e os povos do Acre.Recomendaremos a todos que a visitem”, afirmou Sofia Sánchez.
Ao se despedirem,percebia-se uma grande satisfação por parte dos visitantes, que não se incomodaram em tirar fotos em frente à biblioteca.


Casal peruano em visita à biblioteca

ADIDO CULTURAL DA EMBAIXADA DOS EUA VISITA A BIBLIOTECA DA FLORESTA

Por: PryscilaThays



Diretor Marcos Afonso apresentou os acervos

O Adido Cultural da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, John Matel, visitou, no início de agosto, a Biblioteca da Floresta. Sua visita foi acompanhada pelo diretor da instituição, o professor Marcos Afonso, que fez questão de mostrar os espaços e acervos da biblioteca, numa verdadeira troca de saberes e culturas.

Matel conheceu todos os espaços e ainda teve tempo para descontraircom estagiários da instituição. Pelo que todos puderam perceber, o visitante é um admirador de várias culturas.Ele reservou um espaço do seu blogue para o Acre.

O também conselheiro foi presenteado com alguns kits e uma xícara da Biblioteca da Floresta para lembrar-se da sua visita ao Acre e, principalmente, dos amigos que fez no local.

John Matel é diplomata de carreira. Possui 25 anos de experiência e já serviu a vários países, entre eles Brasil, Noruega, Polônia e Iraque. Ele exerce ainda a função de Conselheiro de Assuntos da Imprensa, Educação e Cultura da Embaixada do Estados Unidos.



Matel recebeu presentes da biblioteca

Conselheiro John Matel assina a lista de visitas


ITALIANOS VISITAM BIBLIOTECA DA FLORESTA

Por: PryscilaThays



O grupo de desing de Milão e a Coordenadora da Biblioteca Juciele Belchior

ABiblioteca da Floresta recebeu, na segunda-feira (30), a visita do grupo de Milão, na Itália, que desenvolve um projeto de formação em design de móveis no Estado. Entre os visitantes estavam o coordenador da ação, Roberto Galisai, eos professores do curso, Bernado Senna e Emmanuel Gallina. A representante do Instituto Dom Moacir (IDM), Elisângela Rocha, também compareceu à instituição.

O projeto busca inovar as atividades moveleiras locais. “Nossa intenção é fazer com que o Acre tenha sua própria identidade moveleira, usando a matéria prima do próprio Estado e inovando com muita criatividade”, disse Roberto Galisai.

A parceria entre Instituto Politécnico de Milão, Governo do Acre e IDM significa um grande avanço para o nosso Estado, que agora conta com uma equipe de ensino especializada no setor moveleiro para ensinar aos participantes do curso várias técnicas que valorizam a identidade acreana.
De acordo com Elisângela Rocha,“as expectativas para o curso são as melhores possíveis.Pretendemos, em breve, com o encerramento daformação, fazer uma feira mostrando os resultados de toda a produção do curso”.

A atividade satisfeznão apenas os acreanos, mas também os italianos, que puderam conhecer um pouco mais da nossa cultura e matéria prima.
Os professores receberam da equipe da biblioteca acervos e um kit e se encantaram com a doação, que teve o objetivo de fazer com que os visitantes conheçam melhor as grandezas e maravilhas do Acre.


VENHA TOMAR UM CAFÉ NA BIBLIOTECA DA FLORESTA...!



No Brasil, toma-se café várias vezes por dia.  É um hábito cultural, independe do clima, horário, acompanhamento ou local em que é tomado. Não importa se é servido em xícara refinada ou nos conhecidos copinhos descartáveis.Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), no ano passado os brasileiros consumiram 1,7 mil xícaras de café.

Se depender da Biblioteca da Floresta essa estatística vai aumentar, pois, nesta segunda-feira (30 de julho), foi inaugurada a primeira máquina de caféexpresso da instituição.O produto fica ao lado do acervo do escritor Leandro Tocantins, próximo à sala de leitura, no térreo.

Na singela solenidade de inauguração do objeto, um dos usuários mais assíduos da biblioteca, o advogado Fernando Menezes, teve a honra de tomar o primeiro copo de café. “É um prazer representar todos os estudantes que utilizam a biblioteca”, disse, antes de degustá-lo. A máquina de café também foi apresentada aos usuários dos turnos da tarde e da noite.

A aquisição foi planejada para facilitar e tornar mais prazeroso o estudo dos usuários da biblioteca.A máquina oferece o produto emdiversas variações. Um copo de café custa apenas R$ 2,00, preço necessário para repor os materiais utilizados para seu preparo.


Fernando Menezes foi o primeiro a utilizar a máquina

A importância do café

O café marca um dos períodos do início da história do Brasil, que hoje ainda é um dos maiores produtores mundiais da bebida. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o produto é recomendado pelos especialistas e, se tomado com moderação, ajuda a combater a fadiga e melhora a oxigenação do sangue.


O estudante Daniel Freire, experimentou o café no turno da tarde




“ÉTICA E CULTURA NO TEMPO E NO ESPAÇO” É MINISTRADA A ESTAGIÁRIOS DA FUNDAÇÃO ELIAS MANSOUR

Por: Anaís Cordeiro

Auditório da Biblioteca da Floresta, onde a palestra é apresentada

Compreender o tempo e o espaço é fundamental para que cada indivíduo perceba seu papel na sociedade e busque novas e melhores formas de desempenhá-lo. Desta vez, a palestra “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço”, que já foi ministrada para alunos de diversas faixas etárias, educadores, pais, desportistas e servidores, foi realizada para estagiários e técnicos da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), entre eles os da Biblioteca da Floresta. Foram duas apresentações: nos dias 24 e 25 de julho, com a participação de 76 pessoas.

Primeiro dia do Ciclo de Palestras

Nas palavras de abertura aos estagiários, a diretora de Recursos Humanos da FEM, Estela Ribeiro, afirmou: “Participar dessa palestra é mergulhar em uma aula de sensibilidade, criatividade, ética e sustentabilidade que poderá guiá-los nesses primeiros passos no trabalho em que vocês estão desempenhando”.
No primeiro dia do ciclo de palestras, a diretora-presidente da FEM, Francis Mary, também saudou os técnicos e estagiários presentes, incentivando-os a manter a sensibilidade aflorada e encarar cada atividade como uma oportunidade de se desenvolver. Mary finalizou sua fala com uma bela poesia.

Estela Ribeiro, Marcos Afonso e Francis Mary incentivam os jovens a buscarem o auto aprimoramento pessoal e profissional






2º CICLO DE FOTOGRAFIA DO PIUM FOTOCLUBE FOI UM SUCESSO!


Por: Anaís Cordeiro
Fotos: Deyse Cruz

Os fotógrafos Talita Oliveira e João Ripper

Em Julho, a Biblioteca da Floresta sediou o “Workshop de Fotografia Humanista - Bem Querer”, ministrado pelo fotógrafo carioca João Roberto Ripper. O projeto fez parte do 2º Ciclo de Formação em Fotografia, produzido pelo Pium Fotoclube e financiado pela Lei de Incentivo à Cultura. Duas turmas (uma em cada semana) aprenderam desde as primeiras documentações fotográficas até o trabalho de Ripper, que é referência na área da fotografia documental humanista.

O exercício principal proposto por Ripper durante a oficina foi a Fotografia Compartilhada, onde o fotografado interfere na edição das fotos e não a deixa apenas nas mãos do fotógrafo, que deve valorizar o fotografado como parte mais importante do registro. Os participantes também compartilharam suas experiências fotográficas anteriores à oficina, comparando com o que era absorvido. Ambas as atividades aguçaram não só a sensibilidade fotográfica dos oficineiros, mas também a humanista.

Alunos da segunda turma do 2º Ciclo de Fotografia se divertem dividindo suas experiências fotográficas

Ao final do curso, no dia 13 de julho, foi realizada uma aula aberta à sociedade, onde o fotógrafo carioca falou sobre seu trabalho e sua proposta profissional de colocar a fotografia a serviço dos direitos humanos. Ao retratar o povo brasileiro em seu livro “Imagens Humanas”, publicado em 2009, Ripper foge dos padrões já conhecidos e enxerga o belo no duro cotidiano do povo, prezando a beleza de sua humanidade.



Com o workshop, Ripper incentivou os iniciantes a buscarem o aprofundamento. Para os amantes de fotografia, profissionais ou não, essa foi uma oportunidade única, e a Biblioteca da Floresta parabeniza a atuação do Pium Fotoclube e agradece a confiança nessa parceria que, com certeza, ainda irá gerar grandes frutos.