sexta-feira, 5 de abril de 2013

Oficina de artesanato indígena acontece na Biblioteca da Floresta


Entre os dias 15 e 19 de abril acontece na Biblioteca da Floresta/FEM a oficina “A Arte Huni Kui: Tecendo com Miçangas”. As aulas ocorrem entre as 18h e 19h30 e serão ministradas pela artesã indígena Dalva Ayuni Kaxinawá. A biblioteca apoia o evento como parte da programação da Semana do Índio.

As inscrições, que começam nesta segunda-feira (8) e vão até sexta, devem ser feitas no primeiro piso da Biblioteca da Floresta entre as 9h e 11h. O investimento é de R$ 50. As vagas são limitadas.

Na oficina, os participantes aprenderão a fazer pulseiras, colares, brincos entre outros itens de forma artesanal com desenhos – conhecidos como kenês – típicos do povo kaxinawá. Ao final, os artesanatos produzidos serão expostos aos visitantes e usuários da biblioteca. Todo o material utilizado está incluso no investimento.

Dalva Ayuni nasceu na aldeia São Joaquim, no município de Jordão. Ela aprendeu a criar artesanato com a mãe Mazenilda Kaxinawá e há oito anos comercializa seus trabalhos em Rio Branco, onde mora desde 2009. Além disso, recebe encomendas de várias partes do país e já expôs e vendeu seus produtos na Noruega.

Dalva já comercializou seus trabalhos na Noruega 
Para mais informações sobre a oficina “A Arte Huni Kui: Tecendo com Miçangas” basta ligar para o número 3223-9939.

Alunos da “Via Educação” se encantam com a Casa do Seringueiro

Situado no segundo piso, Casa do Seringueiro foi o espaço
que mais chamou a atenção dos visitantes
Alunos da rede de escolas “Via Educação”,  centro que oferece cursos profissionalizantes de informática e inglês, visitaram a Biblioteca da Floresta/FEM nesta sexta-feira, 5. A partir da visita serão planejadas atividades que envolvam a história e a cultura acreana nos cursos da instituição.

“Além das atividades da sala de aula, nos preocupamos em fazer integrações sociais e culturais. A Biblioteca da Floresta é um dos espaços que se destaca pela valorização da cultura regional”, comentou Wesley Silva, coordenador-pedagógico da instituição.

Os jovens prometeram voltar à biblioteca com suas famílias
Ao final do passeio, o Espaço Casa do Seringueiro, revitalizado recentemente, foi escolhido por unanimidade entre os alunos como o melhor momento da visitação.
“Minha tia mora em uma colônia e a casa dela é igualzinha a essa!”, comentou a estudante Maria Helena Ferreira, 17 anos.

Visita aconteceu pela manhã e tarde
Para a maioria dos estudantes, essa foi a primeira visita à biblioteca, mas muitos garantiram que retornarão trazendo suas famílias e amigos para conhecerem a história do Acre e matar as saudades dos tempos do Seringal.


(Por Anaís Cordeiro)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Audiência Pública dos Correios na bilioteca


Neste momento, a Biblioteca da Floresta/FEM sedia, em seu auditório, a Audiência Pública dos Correios com a presença do diretor do órgão no Acre, Samuel de Oliveira Nolasco, o deputado federal Sibá Machado (PT/AC) e outros representantes partidários e comunitários. O objetivo da reunião é atender as reclamações da população sobre o não envio ou atraso das correspondências e problemas com os novos CEPs. Na audiência, são discutidas ainda formas de melhorar o serviço dos Correios no Acre.
Representantes da Audiência Pública dos Correios

Presidente do Instituto Vladimir Herzog apresenta projeto educativo na Biblioteca da Floresta


Fotos: André  Araújo (Sejudh)


Público acompanhou atentamente ao discurso de Herzog
A Biblioteca da Floresta/FEM recebeu, na manhã desta quarta-feira (3), o presidente do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog, que, a convite da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), veio ao Acre para apresentar as ações da instituição e lançar no Estado um projeto voltado para a abordagem dos direitos humanos na sociedade acreana.

Ivo é filho do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela Ditadura Militar brasileira em 1975. No seu discurso, ele abordou a recente alteração nas informações do atestado de óbito do pai, que, antes, apontava suicídio como a causa da morte.

A militante dos direitos humanos, Raimunda Bezerra, e o secretário da
Sejudh, Nilson Mourão, mediaram o debate com Herzog
“Aceitar aquela versão fantasiosa representava uma grande humilhação para a minha família. Foi uma espécie de tortura continuada”, disse Herzog, que tinha apenas 9 anos de idade quando perdeu o pai.

Ivo mostrou aos presentes as publicações do instituto. Uma delas apresenta os cartazes e as capas dos jornais de resistência à Ditadura Militar, entre eles o Varadouro, editado pelos jornalistas Silvio Martinello e Elson Martins – este, por meio do Instituto Vladimir Herzog, quer transformar em livro as centenas de cartas enviadas pela principal testemunha do assassinato de Chico Mendes, Genésio, ao também jornalista Zuenir Ventura, que cobriu o caso e, na época, adotou o garoto por alguns anos.

Militantes políticos e dos direitos humanos participaram do evento
Durante o lançamento do projeto, Herzog recebeu do diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, um kit contendo as principais publicações da instituição. “Esta biblioteca é consequência da luta socioambiental de homens e mulheres pertencentes à mesma geração que Vladimir Herzog. Muitos, como Chico Mendes, tombaram durante a resistência”, disse  Marcos Afonso.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Brincando e aprendendo com Chico Mendes


As crianças assistiram atentamente ao teatro de fantoches
Eduardo Henrique tem apenas seis anos e já sabe o que quer ser quando crescer: fotógrafo. Enquanto seu talento para a fotografia não desperta, ele brinca com o que sabe fazer de melhor, imitar o som do uirapuru, pássaro comum na Amazônia. Na manhã da última terça-feira (2), Dia Internacional do Livro Infantil, ele descobriu que para continuar a admirar o canto da sua ave preferida é necessário preservar seu ambiente natural, a floresta.

O menino aprendeu esse e outros ensinamentos ambientais após assistir a um teatro de fantoches organizado pela Biblioteca da Floresta/FEM no pátio da escola Chico Mendes, onde estuda. A peça foi baseada no livro “A História de Chiquinho”. Escrita pela acreana Walquíria Raizer e ilustrada pelo famoso cartunista Ziraldo, a obra, lançada em 2009, é uma adaptação da história do seringueiro e ambientalista Chico Mendes ao público infantil.

Eduardo Henrique aprendeu que não se deve desmatar a floresta

“Gostei muito da peça porque aprendi que devemos cuidar das plantas e não deixar as pessoas cortarem a floresta”, disse Eduardo, que estuda a segunda série. Elaborada pelas estagiárias da biblioteca Cassandra da Silva e Alana Nascimento, a peça foi assistida por dezenas de crianças entre 6 e 14 anos. Na ocasião, também foram doados 10 exemplares do livro para a ecoteca (biblioteca ecológica) da escola, que vai emprestá-los aos alunos interessados.

“A televisão e a internet são instrumentos muito legais, mas nada é melhor, mais bonito e mais mágico que o livro, porque quando lemos viajamos”, disse às crianças o diretor da Biblioteca da Floresta Marcos Afonso. Segundo ele, a escola Chico Mendes é especial porque leva o nome de um dos maiores líderes acreanos. “Eu fui amigo do Chico e tenho certeza que ele ficaria muito feliz em ser lembrado por uma escola tão alegre como essa”.

Os livros foram doados para a biblioteca ecológica da escola







Para homenagear os 25 anos da morte de Chico Mendes, a biblioteca realizou uma parceria com a escola de ensino infantil para uma série de atividades envolvendo os alunos, como visitas programadas à instituição, que possui exposições e um vasto acervo sobre o seringueiro, exibição de vídeos, bate-papo com os filhos de Chico, entre outras ações.

A escola Chico Mendes é uma das unidades de ensino infantil modelo para todo o Estado. Em 2011, a instituição ficou em segundo lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todo o território nacional.

(Por Leandro Chaves)










terça-feira, 2 de abril de 2013

Biblioteca participa de comemoração dos 36 anos de Plácido de Castro

Prefeito Roney Firmino agradeceu a doação dos
livros à Secretaria de Cultura
No último sábado (30), o município de Plácido de Castro celebrou 36 anos de emancipação política. A Biblioteca da Floresta participou das comemorações e fez a diferença ao doar à Secretaria de Cultura da cidade 25 exemplares do livro “Apontamentos Sobre a Revolução Acreana”, escrito por José Plácido de Castro durante as batalhas que resultaram na anexação do Acre ao Brasil, no início do século passado.

A obra é uma espécie de diário de guerra com notas inéditas e ilustrações a nanquim – as anotações foram solicitadas pelo famoso escritor brasileiro Euclydes da Cunha quando ele e o autor viajavam de Manaus para o Rio de Janeiro, em 1906.



Participaram do evento, que aconteceu na praça central de Plácido de Castro, autoridades do município, como o prefeito Roney Firmino, secretários e vereadores, além de representantes do exército do Brasil e Bolívia, país de fronteira com Plácido de Castro e principal adversário dos acreanos durante a revolução.

Um dos exemplares foi entregue pela Biblioteca da Floresta ao oficial da Marinha boliviana, Rodríguez, como forma de reconhecimento às relações diplomáticas entre os dois países. “Comandante, estes apontamentos fazem parte de uma antiga beligerância. Hoje, o que importa é apenas a nossa amizade”, disse o diretor da biblioteca, Marcos Afonso, ao passo que o militar respondeu: “nós hoje fazemos a história nova”.

“Apontamentos Sobre a Revolução Acreana” será lançado oficialmente no dia 3 de julho, data em que o Brasil tomou conhecimento sobre o Bolvian Syndicate, tentativa boliviana de passar o controle do Acre para a Inglaterra. O lançamento acontece na Biblioteca da Floresta.

Fanfarras e apresentação da banda do Exército brasileiro
complementaram a programação do evento

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia Internacional do Graffiti é comemorado em Rio Branco


 
Sprays, tintas, rolinhos e toques de criatividade. Esses são os ingredientes básicos para o graffiti, manifestação tipicamente urbana que dá formas e cores ao que, antes, eram apenas muros sujos e sem vida. A arte vem conquistando cada vez mais destaque em Rio Branco e na última quarta-feira (27), Dia do Grafitti, ganhou seu primeiro mutirão.

A ação foi realizada na escola pública Serafim Salgado pelo Etnografitti, um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta, que apoiou o evento junto à Diretoria de Ensino da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Departamento de Artes da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) e Fundação Garibaldi Brasil (FGB).

O mutirão contou com a participação de onze profissionais do graffiti. Caracterizadas pela valorização da cultura acreana, as pinturas retratam ribeirinhos, indígenas, entre outros elementos étnicos da Amazônia.

A estudante Fabiane Aguiar se encantou com a iniciativa. “Fiquei sem palavras para descrever a homenagem que essas pessoas fizeram para a nossa escola. Ver o Dia do Graffiti ser comemorado dessa forma será inesquecível”, afirmou.

O diretor da escola Serafim Salgado, Veridiano Alves de Lima, explicou que a maneira como a divulgação da cultura acreana tem ganhado destaque nas artes é um ponto bastante positivo. “Essa ação representa uma forma de disseminar nossa cultura para além dos portões do colégio. Por meio desse trabalho muitas pessoas podem também conhecer a arte do grafite e se interessar cada vez mais por ela”, ressaltou.

A programação contou também com apresentações de hip hop e break, apreciados pelos grafiteiros, alunos e a comunidade do entorno. “Fazemos parte dos quatro elementos culturais: o hip hop, o graffiti, o break e o DJ e, naquele dia, esses elementos estiveram representados no evento”, afirmou Augusto do Hip Hop, parceiro do Etnograffiti.

Tiago Tosh, grafiteiro e um dos idealizadores do projeto, explica que a ideia surgiu a partir do fortalecimento de quatro anos de trabalho nas ruas da capital. “Nos próximos anos o Etnografitti pretende trazer profissionais de outros lugares do Brasil para participar desse tipo de evento, pois é muito importante a divulgação desse trabalho que traz uma outra visão de cultura”.