| Ex seringueiro no Espaço Povos da Floresta |
Até os 18 anos, Jerônimo permaneceu no seringal. Conta que
veio para Rio Branco, após o fim do segundo ciclo da borracha, foi alfabetizado
e se tornou servidor público no Corpo de Bombeiros.
Pai de três filhos, sempre usa as memórias do tempo sofrido
do seringal, durante sua infância, para dar ensinamento sobre resistência e
superação.
Casa do Seringueiro
Por conta da identificação cultural com o lugar, Jerônimo
costuma trazer a filha e colegas da escola dela para conhecerem a biblioteca.
“Quando entro na Casa do Seringueiro sinto saudades da minha
infância. Fico satisfeito por existir um lugar que preserva a história e
cultura do meu povo. Toda vez que sinto falta da floresta venho visitar essa
biblioteca, ela me faz voltar no tempo”, enfatiza.
Escolta pessoal de Chico Mendes
Das experiências que marcam a história do aposentado,
recorda com mais intensidade do período de uma semana em que fez a escolta
pessoal do líder seringueiro, Chico Mendes.
Escalado pelo comando da Polícia Militar, Jerônimo
acompanhou de perto a luta do Patrono do Meio Ambiente para preservação da
floresta e de seus habitantes.
“Lembro-me da simplicidade no modo de agir de Chico Mendes,
da seriedade com que tratava a situação dos povos da floresta, a preocupação
com o futuro das famílias que ainda se encontravam nos seringais. O medo dele
era ver as crianças e famílias virem de lá e serem marginalizados aqui, pelas
drogas, prostituição, etc”, recorda.
“Ele não queria que os seringueiros fossem donos de grandes
áreas de terras, mas sim que pudessem permanecer no seu lugar de origem”,
conclui.
(Texto e Fotos: Raquel Castro)
Amei, lembranças do meus avôs . . .
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