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| Na visita houve o encontro de monges budistas com o Instituto de Fé e Política do Acre (Foto Eduardo Ferreira) |
Na chegada, foram acolhidos por
lideranças religiosas do Instituto Ecumênico de Fé e Política (IEFP) do estado,
que acompanharam a visita aceitando o convite feito pelo professor Marcos
Afonso Pontes, diretor da biblioteca.
Os passos dados no lugar que é
espaço de memória da resistência vivida pelo povo da floresta neste extremo
ocidental da Amazônia brasileira reservaram surpresas e identificação.
Ao conhecerem sobre os empates
[os motivos e como ocorriam] disseram que também eles, budistas, lá na Ásia se
manifestavam em defesa da natureza assumindo a mesma postura: sem armas, de
braços dados como barreiras humanas.
A caminhada pela Biblioteca
emocionou os membros do instituto: Massimo Lombardi (padre), Cid Mauro Araújo (pastor),
Rosália Maia (representante do budismo no Acre), Antônio Carlos Pinheiro
(católico), Isabela Costa (terapeuta), Ivanilde Lopes (católica), Manoel Pacífico
(secretário geral do IEFP). Todos se reconheceram nos ambientes, nas imagens,
nos utensílios e nas histórias contadas.
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| A biodiversidade retratada nos ambientes encantou os visitantes (Foto Raquel Castro) |
Manoel Pacífico recordou o bispo
católico já falecido Dom Hélder Câmara que defendia o diálogo inter-religioso e
esteve em Tóquio (Japão) para um encontro de líderes religiosos defendendo a
bandeira da Paz.
“Este foi um intercâmbio entre
culturas”, disse padre Massimo. Mas os monges deixaram a certeza de que não foi
o último grupo a vir, outros se preparam para também conhecer o estado.
Motivos da viagem
A vinda ao Acre não foi um acaso.
Durante o rito de preparação para se tornar pajé, Putani Yawanawá teve uma
miração [visão que se tem sob o efeito do chá da Ayauaska], de que estes monges
budistas iriam à aldeia onde habita.
Em viagem a Paris (França) a pajé
os encontrou, contou o que viu e desde então, ficou agendada a vinda. Além do
povo Yawa, monges e discípulos devem conhecer também os Ashaninkas.
(Por Valéria Santana)


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