Biblioteca da Floresta leva alunos da escola Djalma Teles a
Porto Acre para conhecerem o palco das batalhas da revolução
| Sala Memória guarda o passado da histórica cidade de Porto Acre |
Estudantes do quinto ano da escola pública Djalma Teles
Galdino visitaram, na tarde da última quarta-feira, 7, a histórica cidade de
Porto Acre, a 60 quilômetros de Rio Branco, para conhecerem o local onde aconteceram
os últimos embates da Revolução Acreana.
Promovido pela Biblioteca da Floresta/FEM, o passeio contou
com a participação de 22 crianças, que, guiadas pelo diretor da instituição,
Marcos Afonso Pontes, aprenderam in loco
um dos episódios mais importantes da história do Acre. A diretoria e professores
da escola também estiveram na viagem ao município, que durou pouco mais de
quatro horas.
| Vinte e duas crianças participaram do passeio a Porto Acre |
Apaixonados pela nossa história, Solon Quintela e o cineasta
acreano Adalberto Queiroz, membros da Confraria da Revolução Acreana, um dos
grupos temáticos da Biblioteca, acompanharam o passeio e ajudaram os estudantes
a compreenderem o passado da cidade.
A primeira parada foi na Sala Memória de Porto Acre, um dos
últimos bens arquitetônicos antigos do município. O local é réplica de uma
velha igrejinha, construída no final da década de 1940, e desde os anos 80 funciona
como museu de documentos, fotografias e objetos referentes à Revolução Acreana.
O espaço traz cerca de 150 peças históricas, 60 delas cadastradas pelo
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Guiadas por Artur Sena, que trabalha no local há 18 anos, as
crianças se encantaram com as garrafas, moedas, cédulas, panelas, armas e
demais objetos que sobreviveram ao tempo. Mas o que mais chamou a atenção dos
alunos foi um osso de Purussauro, réptil gigante, semelhante a um crocodilo,
que viveu nesta região há cerca de cinco milhões de anos.
| No Centro Cultural da cidade, os alunos participaram de debate sobre a Revolução Acreana |
João Vítor tem apenas 10 anos e foi um dos alunos que mais
se envolveu com a viagem. “Gostei muito do museu porque ele mostra parte da
nossa história. Os homens que pegaram nessas armas foram todos heróis, já que
poucos têm a coragem de fazer guerra no meio dessa floresta”, disse o
estudante, um dos mais bem avaliados de sua turma, o 5º ano B.
O diretor da escola, Ivo Severino, agradeceu a oportunidade
de levar seus estudantes para conhecerem parte da história do Acre no local dos
acontecimentos. “Recebemos um verdadeiro presente. Fiquei boquiaberto e
maravilhado com as informações aprendidas na viagem. Senti-me como um aluno
nesse momento histórico para a nossa escola”.
As trincheiras da
Revolução
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| Há 100 anos, soldados acreanos subiam este barranco para tomar Puerto Alonso dos bolivianos |
Após uma parada rápida no Centro Cultural da cidade, o grupo
caminhou até a beira do rio Acre para conhecer os lugares onde aconteceram, em
1903, as batalhas entre acreanos e bolivianos. O local registrou nove dias de
intensos combates que resultaram na retomada de Porto Acre (conhecida naquele
período como Puerto Alonso) e no fim do conflito.
Os estudantes andarem sobre o platô onde ficava o palácio do
comandante José Galvez, as trincheiras cavadas pelo exército acreano para
proteção contra os tiros disparados pelos soldados inimigos e o pouco que
restou da infraestrutura da casa de renda construída próxima ao rio, onde eram
taxados os produtos abastecidos pelas embarcações que ali chegavam.
“A paisagem foi o que mais chamou minha atenção nessa
viagem. Foi muito interessante ver o local onde acontecia a guerra porque pude imaginar
como era Porto Acre naquela época. Vou contar para todos os meus colegas que
não vieram tudo o que aprendi sobre a história da cidade”, disse a estudante
Janayra Augusto dos Santos, de 10 anos, do 5º ano D.
O evento contou com o apoio da Fundação de Cultura Elias
Mansour (FEM), Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Escola Djalma
Teles Galdino, Confraria da Revolução Acreana e Secretaria de Estado de
Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof).
(Por Leandro Chaves)
(Fotos: Leandro Chaves e Sandra Silva)
(Fotos: Leandro Chaves e Sandra Silva)












Muito esse tipo de atividade escolar.
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