quarta-feira, 8 de maio de 2013

Biblioteca da Floresta homenageia artistas plásticos




André Parada, acompanhado da esposa, recebeu homenagem da Biblioteca

A Biblioteca da Floresta/FEM homenageou nesta quarta-feira, 8, Dia do Artista Plástico, dois jovens profissionais que, com seus trabalhos, contribuíram para a valorização da história e da cultura acreana. Wennedy Figueira e André Parada foram reconhecidos por terem produzido, respectivamente, um busto do seringueiro Chico Mendes e uma maquete da Biblioteca. O ato ocorreu na Sala de Exposições, no térreo da instituição, onde as duas obras estão expostas.

Peça da exposição Origens, instalada na biblioteca há cinco meses, o busto de Chico Mendes impressiona pela riqueza de detalhes. Quando exposta na Ria +20, em 2012, a obra chamou atenção, especialmente, das crianças, que faziam fila para tirar fotografia com o ambientalista. O trabalho emocionou até mesmo as filhas do seringueiro acreano, Ângela e Elenira Mendes.



Elenira Mendes emocionou-se com busto do pai feito por Wennedy Figueira

“Jamais imaginaria que o busto causaria esse tipo de reação nas pessoas”, disse Figueira. “Receber um reconhecimento como esse é muito honroso para um artista. Acredito que isso só foi possível devido à dedicação que tive para o trabalho. Foram dois anos só de pesquisas sobre Chico Mendes”, comentou o artista plástico, que tem mais de dez anos de experiência.

“Jamais imaginaria que o busto causaria esse tipo de reação nas pessoas”, disse Wennedy 

A maquete em miniatura da Biblioteca da Floresta foi produzida de forma voluntária por Parada, ex-ajudante de limpeza da instituição. Todos os detalhes da arquitetura, que valoriza a tradição e a modernidade, e do entorno estão expressos no trabalho, feito em papel A4.


Lado a lado, as obras de arte estão expostas no térreo da Biblioteca

“A maquete possui um detalhe especial, que é a manutenção das sombras que a biblioteca forma de acordo com a posição do sol. Estou muito feliz pela homenagem e mais ainda por saber que a partir de agora o trabalho pertence não mais a mim, mas ao povo acreano”, disse.

Para o diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes, os trabalhos são verdadeiras declarações de amor à floresta. “Só quem ama nossa história e nossa cultura conseguem fazer obras de arte como essas, que possuem delicadezas e riquezas de detalhes”, afirmou.





(Por Leandro Chaves)

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