Em sua 10ª edição, o Festival Acreano de vídeo é
destaque na programação da Biblioteca da Floresta, no período de 25 de
fevereiro a 2 de março. Como um dos apoiadores do festival, a Biblioteca recepciona
em seu auditório a Semana de abertura do evento com mesa redonda formada por
cineastas envolvidos nas obras ao longo desses 40 anos, exibições de filmes e
debates realizados por produtores acreanos, a partir das 19h30min.
Segundo o cineasta e organizador do evento Adalberto
Queiroz, o X Festival Acreano de Vídeo tem o objetivo de homenagear quatro
décadas de produções audiovisuais e tem a Associação Acreana de Cinema –
Asacine como realizadora em parceria com a Fundação Elias Mansur (FEM). As atividades
irão ocorrer ao longo deste ano em vários espaços culturais.
Dentro de uma ampla programação a primeira semana
reserva filmes que tratam de temas regionais como “Rio Branco – 130 Anos de
Lutas e Progresso”, do produtor Gilberto Trottamondo; "Osvaldo Moura de
Oliveira - Rompendo Barreira e Fronteiras", de Adalberto Queiroz; "Etnograffiti"
de Carina Cordeiro e “Awara Nane Putana
- Uma história do cipó", de Sérgio de Carvalho; o destaque
"Empate", de Valdir Calixto e Adalberto Queiroz, e “Mapinguari, a
lenda”, de Enilson Amorim. A entrada é franca.
Existente desde 1979, o Festival surgiu a partir da
iniciativa de jovens acreanos, amantes do cinema que queriam apresentar à
população suas produções independentes. Com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac), a primeira edição teve como
ganhadores Binho Marques e Silvio Margarido, com o filme “Xadrez”, e foi considerada
a primeira animação acreana, no qual retratava uma partida do jogo.
Após cinco edições veio a necessidade de ampliar
parcerias e então é fundada a Associação Acreana de Cinema (Asacine). Na
ocasião, o Super 8 perde espaço no mercado com a chegada do VHS, impossibilitando
o grupo de produzir de 1983 a 1988 pois era um material muito caro na época. A
volta das edições ocorre em 1989, agora com o nome Festival Acreano de Vídeo,
acompanhando as novas tecnologias.
Hoje, a Asacine é presidida pelo cineasta Adalberto
Queiroz, um dos pioneiros da sétima arte no Estado e ressalta que os festivais são
uma forma de promover,
ao máximo, a qualificação e renovação do seu quadro de associados, incentivar a produção de
curtas e longas, e promover
debates que possibilitem o encontro entre o público e o realizador.
Programação:
25/02 Segunda-feira
19h30 Abertura solene
20h Mesa redonda: “Homens e mulheres da história do cinema acreano”
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
19h30 Abertura solene
20h Mesa redonda: “Homens e mulheres da história do cinema acreano”
Debate com o professor Hélio Costa Jr, autor do livro “Acreanos do Cinema”
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
26/02 Terça-feira
20h - Rio Branco - 130 Anos de Lutas e Progresso
Duração: 25 min - Direção: Gilberto Trottamondos
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
O documentário conta a história
do Acre desde a vinda do cearense Newtel Maia, fundador do seringal Empresa
(atual Rio Branco), passando pela Revolução Acreana, à conquista da
independência do Estado até o ano de 1999, quando o jovem engenheiro Jorge
Viana assumiu o governo impulsionando uma nova fase de desenvolvimento.
27/02 Quarta-feira
19h30 - Osvaldo Moura de Oliveira - Rompendo Barreiras e
Fronteiras
Duração: 22 min - Direção: Adalberto QueirozLocal: Auditório da Biblioteca da Floresta
Após 60 anos de vida dentro dos
seringais do Brasil e da Bolívia, o senhor Osvaldo Moura, de 92 anos, resolveu
alfabetizar-se na Escola do Serviço Social do Comércio, em Brasiléia. Este
documentário retrata a sua vida e o seu entusiasmo que é compartilhado com
muita alegria por seus colegas de sala, professores, familiares e outras
pessoas da comunidade dos dois países.
28/02 Quinta-feira
19h30 - Etnograffiti
Duração:13 min - Direção: Carina Cordeiro
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Documentário elaborado a partir
da cobertura da Oficina de Etnograffiti, realizada no período de fevereiro a
abril, na Biblioteca da Floresta. Mostra-se o processo de criação do stencil,
corte e de técnicas de desenho, no qual a arte moderna e a tradicional
(influência dos povos indígenas) são estudadas e valorizadas.
19h45 - Awara Nane
Putane - Uma história do cipóDuração: 20 min - Direção: Sérgio CarvalhoLocal: Auditório da Biblioteca da Floresta
Animação que conta o mito de
origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa que vive no
coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no estado do Acre.
O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco
linguístico Pano.
01/03 Sexta-feira
19h30 - Empate
Duração: 22
min - Direção: Valdir Calixto/Adalberto Queiroz
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Trata-se de um registro de
aspectos marcantes da nossa história recente, pois revela os conflitos entre os
“paulistas", os seringueiros e os posseiros que viviam do extrativismo da
borracha, da castanha e da pequena lavoura, no Baixo e Alto Acre. O vídeo foi
produzido em parceria da Fundação Elias Mansour com a Asacine, por meio do
Projeto CinemAção, via Incentivo Direto e compartilhado pelo Fundo de Cultura
do Município de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil.
02/03 Sábado
19h30 - Mapinguari, a lendaDuração: 16 min. Direção: Enilson Amorim
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
A animação em 2D mostra a vida de
uma tribo indígena localizada às margens do rio Juruá, onde mora um indiozinho
chamado Manauá e sua amiga Cunhaporá. Ao desrespeitar uma lei de sua tribo,
Manauá revive a terrível história da cobra grande, que o pune transformando-o
no lendário Mapinguari. A única condição que fará Manauá voltar a ser índio é
realizar um ato de bondade.
Coquetel de encerramento
Para mais
informações entre em contato conosco:
Assessoria
de Comunicação da Biblioteca da Floresta
e-mail: assessoriabfac@gmail.com ou pelo
telefone: 3223-9939




