terça-feira, 26 de junho de 2012

GEOGLIFOS DO ACRE: 35 ANOS DE DESCOBERTAS


Por: Assessoria  de Imprensa - Geoglifos, 35 Anos de Descoberta

                                                                                                 Foto: Diego Gurgel


Moção de Aplauso e Simpósio Internacional marcam a partir de hoje, 27, as comemorações do 35º aniversário da descoberta dos primeiros geoglifos no Acre

A partir de hoje (27) até o dia 30 de junho, na semana de eventos que marca os 35 anos da descoberta dos primeiros Geoglifos na Amazônia, o Estado do Acre sedia o II Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia, com a presença de pesquisadores do Brasil e do exterior, além de gestores públicos e empresários envolvidos com o tema.

Após a programação do lançamento do projeto de Musealização do Geoglifo Tequinho, realizada nos dias 25 e 26, hoje (27) pela manhã a Assembleia Legislativa do Acre concede uma Moção de Aplauso ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia. À noite, com sessão solene, será iniciada a programação do II Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia.

Na abertura do simpósio, às 19h30, no Palácio da Justiça, no centro de Rio Branco, haverá uma série de palestras com pesquisadores de renome como Ondemar Ferreira Dias Jr., Franklin Levy e Alceu Ranzi, que foram os primeiros cientistas responsáveis pela descoberta dos geoglifos no Acre e pela sua difusão no meio científico.

No programa do evento estão pontuados debates, palestras e mesas redondas, além eventos culturais, como a exposição fotográfica “Geoglifos do Acre – 35 anos de descobertas”, que reúne fotos de Edison Caetano e Diego Gurgel, e o lançamento do documentário “Na trilha dos geoglifos”, de Marisa Dwir. 

A reunião científica traz experientes pesquisadores do Brasil e do exterior, como Clark Erickson (University of Pennsylvania/EUA), Sanna Saunaluoma (University of Helsinki/Finlândia), Francis Mayle (University of Edinburgh/Escócia), José Iriarte (University of Exeter/Inglaterra), Denise Pahl Schaan (Universidade Federal do Pará e Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia), Gisele Daltrini Felice (Pesquisadora da Fundação Museu do Homem Americano/Parque Nacional da Serra da Capivara/Universidade Federal do Piauí) e Wenceslau Teixeira (Embrapa Solos/RJ), entre outros.

O evento internacional é uma realização do Grupo de Pesquisa Geoglifos do Amazônia com patrocínio do Banco da Amazônia, Iphan e Governo do Estado.

Moção de aplausos homenageia pesquisadores do Grupo Geoglifos da Amazônia

Pela manhã, a partir de 10 horas, a Assembleia Legislativa do Acre concede em sessão ordinária uma Moção de Aplauso de autoria do deputado estadual Eduardo Farias (PCdoB) ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, em homenagem o 35º aniversário das descobertas dos primeiros geoglifos no Acre e em reconhecimento às importantes contribuições dos pesquisadores na divulgação e no estudo dos geoglifos.
A descoberta dos primeiros Geoglifos

Há 35 anos, em 1977, houve a primeira descoberta de um geoglifo em solo acreano, onde a partir de então se tomou conhecimento de que também existiam na região amazônica brasileira estruturas semelhantes às famosas Linhas de Nasca, no Peru.

Os geoglifos encontrados no Acre são sítios arqueológicos em estrutura de terra construídos há cerca de 2.000 anos e trazem novas indagações sobre as civilizações que habitaram a região no passado.

A descoberta foi registrada pelo professor Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de Janeiro, que juntamente com os pesquisadores Franklin Levy, do IAB, e Alceu Ranzi, da UFAC, estava nesta região coordenando uma o levantamento de sítios arqueológicos, como parte do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônia - PRONAPABA.

A real dimensão e extensão de sua área geográfica, no entanto, só foi realmente percebida através de observação aérea, em meados de 1980, quando o pesquisador Alceu Ranzi visualizou uma estrutura circular dupla, na margem da BR 317, em vôo comercial entre Porto Velho e Rio Branco. O primeiro registro fotográfico foi obtido pelo fotógrafo Agenor Mariano, em vôo de monomotor e publicada com a notícia da descoberta na edição de 15 de Agosto de 1986 do jornal “O Rio Branco”.

A partir de 1999, Alceu Ranzi voltou a se deparar com uma estrutura semelhante no momento em que o avião em que viajava se aproximava para pousar em Rio Branco. Com mais essa referência passou a pesquisar o assunto, a sobrevoar a área em aviões pequenos e a visitar por terra as estruturas, para a obtenção de medidas. Em 2000, com as fotos aéreas do fotógrafo Edison Caetano, os geoglifos do Acre voltaram a ser notícia, estampando matérias em jornais e revistas do Brasil e do mundo.

Sete anos depois, em 2007, foi fundado o Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, que desde então, sob a chancela do CNPq, desenvolve estudos sobre os geoglifos. Na última década diversas reportagens sobre os geoglifos do Acre foram publicadas em revistas científicas e veículos de comunicação mundiais como as Revistas Science, Antiquity, National Geographic e o jornal The New York Times. Documentários também já foram produzidos por veículos conceituados como a Agência BBC de Londres e a Tokyo Broadcasting System, maior emissora do Japão.

Até o momento já foram registradas mais de 300 dessas estruturas. Nessa semana, em que uma série de eventos é realizada em comemoração aos 35 anos das primeiras descobertas, novos geoglifos foram registrados nas proximidades da BR 317, estrada que dá acesso à Boca de Acre-AM, por pesquisadores das Universidades Federais do Pará e de Rondônia.



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