Por: Assessoria de Imprensa - Geoglifos, 35 Anos de Descoberta
Foto: Diego Gurgel
Moção de Aplauso e Simpósio Internacional
marcam a partir de hoje, 27, as comemorações do 35º aniversário da descoberta
dos primeiros geoglifos no Acre
A partir de hoje (27) até o dia
30 de junho, na semana de eventos que marca os 35 anos da descoberta dos
primeiros Geoglifos na Amazônia, o Estado do Acre sedia o II Simpósio
Internacional de Arqueologia da Amazônia, com a presença de pesquisadores
do Brasil e do exterior, além de gestores públicos e empresários envolvidos com
o tema.
Após a programação do lançamento
do projeto de Musealização do Geoglifo Tequinho, realizada nos dias 25 e 26,
hoje (27) pela manhã a Assembleia Legislativa do Acre concede uma Moção de
Aplauso ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de Pesquisa Geoglifos
da Amazônia. À noite, com sessão solene, será iniciada a programação do II
Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia.
Na abertura do simpósio, às
19h30, no Palácio da Justiça, no centro de Rio Branco, haverá uma série de
palestras com pesquisadores de renome como Ondemar Ferreira Dias Jr., Franklin
Levy e Alceu Ranzi, que foram os primeiros cientistas responsáveis pela
descoberta dos geoglifos no Acre e pela sua difusão no meio científico.
No programa do
evento estão pontuados debates, palestras e mesas redondas, além eventos
culturais, como a exposição fotográfica “Geoglifos do Acre – 35 anos de
descobertas”, que reúne fotos de Edison Caetano e Diego Gurgel, e o lançamento
do documentário “Na trilha dos geoglifos”, de Marisa Dwir.
A reunião científica traz
experientes pesquisadores do Brasil e do exterior, como Clark Erickson (University of Pennsylvania/EUA), Sanna Saunaluoma (University
of Helsinki/Finlândia), Francis Mayle (University of Edinburgh/Escócia), José
Iriarte (University of Exeter/Inglaterra), Denise Pahl Schaan (Universidade
Federal do Pará e Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia), Gisele Daltrini
Felice (Pesquisadora da Fundação Museu do Homem Americano/Parque Nacional da
Serra da Capivara/Universidade Federal do Piauí) e Wenceslau Teixeira (Embrapa
Solos/RJ), entre outros.
O evento internacional é uma
realização do Grupo de Pesquisa Geoglifos do Amazônia com patrocínio do Banco
da Amazônia, Iphan e Governo do Estado.
Moção de aplausos homenageia pesquisadores do Grupo
Geoglifos da Amazônia
Pela manhã, a
partir de 10 horas, a Assembleia Legislativa do Acre concede em sessão
ordinária uma Moção de Aplauso de autoria do deputado estadual Eduardo
Farias (PCdoB) ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de
Pesquisa Geoglifos da Amazônia, em homenagem o 35º aniversário das descobertas
dos primeiros geoglifos no Acre e em reconhecimento às importantes
contribuições dos pesquisadores na divulgação e no estudo dos geoglifos.
A descoberta dos
primeiros Geoglifos
Há 35 anos, em 1977, houve a
primeira descoberta de um geoglifo em solo acreano, onde a partir de então se
tomou conhecimento de que também existiam na região amazônica brasileira
estruturas semelhantes às famosas Linhas de Nasca, no Peru.
Os
geoglifos encontrados no Acre são sítios arqueológicos em estrutura de terra
construídos há cerca de 2.000 anos e trazem novas indagações sobre as
civilizações que habitaram a região no passado.
A descoberta foi registrada pelo
professor Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de
Janeiro, que juntamente com os pesquisadores Franklin Levy, do IAB, e Alceu
Ranzi, da UFAC, estava nesta região coordenando uma o levantamento de sítios
arqueológicos, como parte do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da
Bacia Amazônia - PRONAPABA.
A real dimensão e extensão de sua
área geográfica, no entanto, só foi realmente percebida através de observação
aérea, em meados de 1980, quando o pesquisador Alceu Ranzi visualizou uma
estrutura circular dupla, na margem da BR 317, em vôo comercial entre Porto
Velho e Rio Branco. O primeiro registro fotográfico foi obtido pelo fotógrafo
Agenor Mariano, em vôo de monomotor e publicada com a notícia da descoberta na
edição de 15 de Agosto de 1986 do jornal “O Rio Branco”.
A partir de 1999, Alceu Ranzi
voltou a se deparar com uma estrutura semelhante no momento em que o avião em
que viajava se aproximava para pousar em Rio Branco. Com mais essa referência
passou a pesquisar o assunto, a sobrevoar a área em aviões pequenos e a visitar
por terra as estruturas, para a obtenção de medidas. Em 2000, com as fotos
aéreas do fotógrafo Edison Caetano, os geoglifos do Acre voltaram a ser
notícia, estampando matérias em jornais e revistas do Brasil e do mundo.
Sete anos depois, em 2007, foi
fundado o Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, que desde então, sob a
chancela do CNPq, desenvolve estudos sobre os geoglifos. Na última década
diversas reportagens sobre os geoglifos do Acre foram publicadas em revistas
científicas e veículos de comunicação mundiais como as Revistas Science,
Antiquity, National Geographic e o jornal The New York Times. Documentários
também já foram produzidos por veículos conceituados como a Agência BBC de
Londres e a Tokyo Broadcasting System, maior emissora do Japão.
Até
o momento já foram registradas mais de 300 dessas estruturas. Nessa
semana, em que uma série de eventos é realizada em comemoração aos 35 anos das
primeiras descobertas, novos geoglifos foram registrados nas proximidades da BR
317, estrada que dá acesso à Boca de Acre-AM, por pesquisadores das Universidades
Federais do Pará e de Rondônia.

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