terça-feira, 15 de julho de 2014

No Dia da Liberdade de Pensamento, Biblioteca da Floresta planta livros



Projeto incentiva leitura compartilhada

Em alusão ao dia da Liberdade de Pensamento, comemorado nesta segunda-feira, 14, a Biblioteca da Floresta realiza a 3ª ação do projeto Plantando Livros em Locais Públicos. O projeto implica na prática de largar livros em lugares públicos para que as pessoas encontrem, leiam e repitam o processo.

Estagiários e a equipe da Biblioteca se dividiram para “plantar” os livros em locais de grande movimentação de Rio Branco até sexta-feira, 18. Os 35 livros serão plantados em lugares como Parque da Maternidade, Universidade Federal do Acre, Uninorte, Rodoviária, Terminal Urbano e em Clínicas Médicas.

Na ação os livros são adesivados com a mensagem: “Este livro faz parte do programa ‘Plantando Livros’. Ele agora é seu. Faça uma excelente leitura e replante-o em outro lugar”. As obras a serem plantadas são de temática variada, segue abaixo alguns livros que estarão presentes nesta 3 ª edição do projeto:



-A Revolução dos Bichos de George Orwell

-O Guarani de José de Alencar

-A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães

-Os Patrulheiros Cibernéticos de Edith Modesto

-Auto da Compadecida de Ariano Suassuna

-Revolução em Mim de Marcia Kupstas

- Triste Fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto

-A Queda de Albert Camus




(Por Leandra Haerdrich)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Biblioteca da Floresta recebe livros doados pela Comissão Pró-Índio


Três novos títulos se juntam ao acervo sobre povos indígenas
Um reforço para o acervo indígena com três novos títulos encaminhados pela Comissão Pró-Índio do Acre (CPI) chega aos usuários da Biblioteca da Floresta/Fundação Elias Mansour (FEM) neste mês de julho.

O primeiro foi “Escolas da Floresta: entre o passado oral e o presente letrado”, escrito por Nietta Lindenberg em colaboração com professores indígenas.

As leituras também vão contar com outras duas publicações sobre mitologia indígena: “Tsrunni Manxinerune Hinkakle Pianarana [História dos Antigos Manxineri]” e “Shawã Shãdipahu [Histórias do Povo Arara]”.

Eles passam a compor um acervo que já disponibiliza 130 livros para pesquisas sobre povos indígenas do Acre e mais 60 de outras áreas brasileiras.


(Por Valéria Santana)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Representantes da UnB visitam Biblioteca da Floresta


"Museu de preservação da cultura", define visitante
A Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM) recebeu na manhã de segunda-feira, 7, a visita de Marília Panitz, professora e curadora da Universidade de Brasília (UnB), juntamente com a pesquisadora e arte-educadora, Sissa Aneleh.

As profissionais vieram ao Acre para participar de banca de estudantes do curso de Licenciatura em Artes Visuais à distância da UnB.

“Este é um museu original de preservação da cultura popular. Estou encantada, principalmente com o legado de Chico Mendes, ainda desconhecido em outros lugares do país”, diz Aneleh.

As visitantes receberam como presente da biblioteca, o DVD “Temas do Acre” e a revista “Acreanidade: o tempero e a força dos povos da floresta”, que são produções voltadas para a disseminação da história e cultura do povo acreano.



(Por Raquel Castro)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Escola Infância Feliz recebe contação de histórias da Biblioteca da Floresta

Usina de Humanização da Biblioteca e crianças da escola Infância Feliz
A Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM) levou contações de história a mais uma instituição nesta quinta-feira, 3. A escola visitada nesta edição foi a escola Infância  Feliz que atende a crianças de dois a seis anos em período integral.

As crianças estavam atentas para ouvir “Era Uma Vez na Amazônia”, “O Caiarara”, “A Estrela” e “O Despertar do Pajé”. Todas elas compõem o eixo Semeando Histórias, do projeto Plantando Livros.

“A gente já tem esses hábitos de levar eles para ficar entre as árvores, contar e criar historinhas, cantar, imitar o som que os animais fazem, mas receber o pessoal da Biblioteca é algo a mais que desperta curiosidade neles e chama ainda mais atenção”, comenta Sandra Dutra, gestora da escola.








(Texto e fotos Valéria Santana)

Acervo da Biblioteca da Floresta auxilia estudantes em pesquisa

Melissa e seu grupo pesquisam na Sala de Leitura
Um grupo de 20 estudantes do curso técnico em Meio Ambiente, oferecido pelo Pronatec, na União Educacional do Norte - Uninorte, esteve na Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM), na manhã desta quarta-feira, 2. Os estudantes encontraram livros do acervo como fonte de pesquisa para seminário que estão preparando.

O tema do grupo de Melissa Alves, de 16 anos, é desmatamento. Na pesquisa, a estudante encontrou o livro “Causas e Dinâmica do Desmatamento na Amazônia”, e destaca a importância das consultas ao acervo. “Acredito que a consistência do tema a ser apresentado foi ampliada”, diz a aluna.

Já Alexandre do Nascimento encontrou no livro “Meio Ambiente em Debate”, as informações necessárias para elaborar seu discurso no seminário sobre mudanças climáticas do meio ambiente.

Os alunos conheceram ainda, as exposições da biblioteca, bem como o Espaço Povos da Floresta, no segundo piso, onde está representada a origem do povo acreano, por meio de objetos e informações sobre índios, seringueiros e ribeirinhos.




(Por Raquel Castro)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Saudade do seringal faz ex-seringueiro visitar a Biblioteca da Floresta

Ex seringueiro no Espaço Povos da Floresta
 Nascido na região entre Brasileia e Assis Brasil, no seringal Montevidéu, Joane Jerônimo de 56 anos visitou a Biblioteca da Floresta nesta quarta-feira, 25. O ilustre visitante ex-seringueiro e atualmente aposentado pelo serviço público, percorreu as atuais exposições e o espaço de sua preferência, o Povos da Floresta – no local há uma réplica da casa do seringueiro.

Até os 18 anos, Jerônimo permaneceu no seringal. Conta que veio para Rio Branco, após o fim do segundo ciclo da borracha, foi alfabetizado e se tornou servidor público no Corpo de Bombeiros.

Pai de três filhos, sempre usa as memórias do tempo sofrido do seringal, durante sua infância, para dar ensinamento sobre resistência e superação.

Casa do Seringueiro

Por conta da identificação cultural com o lugar, Jerônimo costuma trazer a filha e colegas da escola dela para conhecerem a biblioteca.

“Quando entro na Casa do Seringueiro sinto saudades da minha infância. Fico satisfeito por existir um lugar que preserva a história e cultura do meu povo. Toda vez que sinto falta da floresta venho visitar essa biblioteca, ela me faz voltar no tempo”, enfatiza.

Escolta pessoal de Chico Mendes

Das experiências que marcam a história do aposentado, recorda com mais intensidade do período de uma semana em que fez a escolta pessoal do líder seringueiro, Chico Mendes.
Escalado pelo comando da Polícia Militar, Jerônimo acompanhou de perto a luta do Patrono do Meio Ambiente para preservação da floresta e de seus habitantes.

“Lembro-me da simplicidade no modo de agir de Chico Mendes, da seriedade com que tratava a situação dos povos da floresta, a preocupação com o futuro das famílias que ainda se encontravam nos seringais. O medo dele era ver as crianças e famílias virem de lá e serem marginalizados aqui, pelas drogas, prostituição, etc”, recorda.

“Ele não queria que os seringueiros fossem donos de grandes áreas de terras, mas sim que pudessem permanecer no seu lugar de origem”, conclui.







(Texto e Fotos: Raquel Castro)

Biblioteca da Floresta acolhe projeto científico de pesquisadores da UFAC


Os professores Fernando Escócio e Anselmo Fortunato do grupo de pesquisa em Nanociência, Nanotecnologia e Nanobiotecnologia da Ufac, estiveram nesta terça, 24, na Biblioteca da Floresta/FEM para falar sobre parcerias.

Os pesquisadores propuseram apresentar por meio da Biblioteca os resultados dos estudos que o grupo tem desenvolvido na Ufac. O público será estudantes do Ensino Médio.


"É um presente para nós", disse o professor Marcos Afonso Pontes, diretor da biblioteca, animado com a proposta, pois reforça a grande missão da biblioteca de unir saberes tradicionais ao saber moderno, científico.



(Por Valéria Santana)