quinta-feira, 14 de março de 2013

Acadêmicos de história utilizam biblioteca como fonte de pesquisa



Estudantes do curso de História-Bacharelado da Universidade Federal do Acre (Ufac) utilizaram a Biblioteca da Floresta como campo de pesquisa sobre a história do Acre. O professor Airton Rocha, que leciona a disciplina Teoria e Metodologia da História Regional, trouxe 22 acadêmicos à instituição para ampliarem seus conhecimentos sobre o assunto.

“A principal finalidade é que os alunos tenham conhecimento do acervo da biblioteca e possam utilizá-lo como fonte para suas monografias”, explicou o docente. 

Além da visita ao acervo, os alunos assistiram, na Sala de Estudos do segundo piso, a um filme indígena para complementar as informações históricas e ilustrativas da formação do Acre.

A estudante Naiana Silva conheceu a biblioteca pela primeira vez e contou que a experiência não poderia ter sido mais propícia, pois, além de ter acesso a um ambiente agradável, poderá utilizar o espaço para muitas pesquisas como forma de auxiliar seus conhecimentos acadêmicos.  

“O meu tema de monografia é sobre os índios yawanawá, por isso fiquei encantado com o espaço Povos da Floresta. Pois, dessa forma, sairei da teoria e vou para prática da pesquisa”, explicou o acadêmico Carlos Leandro. 

A Biblioteca da Floresta conta com mais de 5.000 exemplares de livros, revistas e mapas. Além de conter 88 documentários sobre as etnias indígenas do Acre e do Brasil, assuntos ambientais e a história de Chico Mendes. (Por Pryscila Thays)

Da floresta também brota poesia



Nesta quinta-feira (14) comemora-se o Dia Nacional da Poesia. Para celebrar a data, a Biblioteca da Floresta, órgão ligado à Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), conversou com dois poetas acreanos sobre suas experiências com uma das manifestações artísticas mais tradicionais da história.

O que Suellen Verçosa e Raimundo Nonato têm em comum é apenas a poesia - e o talento para tal. Este é poeta experiente, autor de livros e conhecedor da filosofia e das letras. A outra é uma jovem aspirante a poeta, daquelas cuja vida e sentimentos, ocasionalmente, servem como inspiração para seus versos.

Hoje, às 16h, Nonato participa de um recital de poesias na biblioteca, onde declamará alguns de seus versos preferidos. O ato é aberto ao público.

Leia, a seguir, a entrevista com os dois poetas e conheça suas histórias e o que pensam sobre seus versos. Confira também, ao final de cada texto, uma de suas poesias de destaque.


Raimundo Nonato quebrou barreiras para assumir-se poeta

Nonato escreveu seus primeiros versos aos 17 anos
Raimundo Nonato escreve poemas por inspiração. Não sofre crises criativas, pois não se força a escrever, e desenvolve poemas sobre temas que o tocam, sejam eles sentimentais ou sociais. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, publicou, em 2006, seu primeiro livro, “As curvas do rio da vida”.

Seu primeiro poema foi escrito aos 17 anos como forma de desabafo às incertezas vividas durante a Ditadura Militar, mas só após os 50 anos, com o final de seu casamento, Nonato voltou a escrever.

Mesmo com a enxurrada de poemas que lhe vinham à cabeça e que imediatamente colocava no papel, assumir-se como poeta e dedicar-se à burocracia que uma publicação exige foram seus obstáculos. “O Raimundo Nonato poeta vivia na sombra, publicando um livro. Teria que aparecer e eu tinha medo de escrever besteira”, admite.

Apesar do medo, a vida conspirava a favor da publicação dos poemas. Um dia, desafiou-se determinando que os publicaria se encontrasse “Diante de Deus”, um poema que havia escrito em um papel de embrulho, durante a contemplação do pôr do sol. Pouco tempo depois da promessa, cinco anos após ter escrito os versos, encontrou a poesia em uma gaveta do armário.

Com o apoio de amigos e a aprovação do projeto, o livro foi lançado em setembro de 2006. Com as edições na mochila, Nonato saiu pelos bares e restaurantes da cidade recitando seus versos para convencer até mesmo quem dizia não gostar de poesia. Nesse processo, vendeu cerca de 600 edições antes do fim daquele ano.

“Naquele momento, descobri o poder da poesia. O poeta canta a vida e é um cidadão consciente do seu tempo”, disse. Entre seus poetas favoritos está o português Fernando Pessoa, autor de “Tabacaria”, poesia que inspirou Nonato a escrever “Conflito”. (Por Anaís Cordeiro)

Conflito II
Não sei porque nada sou
Não sou porque nada sei.
Assim, não sendo
E nada sabendo
Certamente não serei.
Certo, eu quisera saber
Porque não está em mim
Coisa alguma querer ser.
Só sei que em nada sendo
Porquanto nada sabendo
Certo que não saberei
Se um dia algo serei.
É certo que, certamente
Sem nada ser, evidente
Dificilmente eu serei
Nada sabendo, consequentemente
Eu quisera, certamente
Saber mais que, evidente,
Me é concedido saber
No certo tempo presente
Mas quanto mais me aventuro
No universo obscuro
Do infindo conhecer
Tanto mais eu me convenço:
Entre o que sou e o que penso
Há um infinito imenso...
Sei que jamais saberei
Se quero ser, ou serei
Sendo assim, um contrasenso.
Queres ao certo saber
Se quero ser ou serei?
Só sei responder-te assim:
Sinceramente, não sei.
“Só sei, que nada sei...”

(Raimundo Nonato)
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Suellen Verçosa: da tristeza fez poesia

Verçosa é professora de biologia e poeta nas horas vagas
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Acre (Ufac), a jovem Suellen Verçosa é dona de um grande talento com a escrita, se destacando por meio da poesia.

A paixão pelas letras começou quando ainda era uma garotinha, aos 10 anos de idade, quando leu um pequeno livro de poesias na escola. Após esse contato, ela conta que amou aquela forma de escrita e começou a “imitar” o estilo poético do autor.

Mesmo não tendo a poesia como instrumento profissional, a escrita tem um grande valor na sua vida, pois “é uma forma de refugio. Geralmente, escrevo quando estou triste. Então acredito que minha maior inspiração venha da tristeza. O drama me inspira”, afirma Suellen.

Professora da rede pública de ensino, Verçosa é admiradora de vários poetas, muitos deles anônimos, cujos trabalhos são encontrados na internet. Ela destaca a portuguesa Florbela Espanca como outra importante fonte de inspiração.

Suas poesias são publicadas no seu blog “Tão frágil como a porcelana”, que mantém desde 2006. A página não é constantemente atualizada, mas é um local onde ela compartilha seus pensamentos e escritas.

Verçosa foi classificada no Prêmio Garibaldi Brasil de Literatura Acreana, promovido em 2008 pela Fundação de Cultura de Rio Branco. Sua poesia favorita, “Do Poeta Fiz Poesia”, foi publicada no livro Nova Literatura Acreana, que reúne outros 29 trabalhos.

“Acredito que ser poeta é estar dividido entre o sonhar e o sentir”, essas foram as palavras de Suellen para explicar seu dom. (Por Pryscila Thays)

  
Do poeta fiz poesia
O poeta é um aventureiro...
Em palavras;
Em gestos;
Em traquejos;
Aquele que sofre sem haver dor
Com palavras acompanhadas de lágrimas.
O mero movimento da caneta em entremeio de seus dedos
Que partem de um sentimento
Nem sempre de amor
Nem sempre de dor.
O poeta é um eterno escritor inveterado e apaixonado.
Que não tira a alma da balança
Que rega seus dias a versos
Sejam eles de alegria ou esperança.
O poeta não aprendeu com o mundo a arte de escrever
Ele procura no fundo de seu "eu" uma forma de permanecer
Que os papéis acabem, apodreçam, rasguem
Mas o sentimento em verbo seja um alforje ao vento
O poeta é aquele que se estilhaça diante das pessoas
Que tira seus adereços
Se despe das vestimentas mundanas
Mas que nem sempre é compreendido
O poeta toma para si as dores do mundo
Indigna-se com as injustiças
E transcreve em seus múrmuros
Toda a verdade que não foi dita
O poeta é um gênio não declarado
Que mesmo na amargura descrita
Não corrompe o seu sorriso
Transforma sua imagem em um nome
Troca sua cela por uma imensidão de frases
Vezes sem nexo
Repletas de criatividade floradas em sua vida
Que permite que as cores invadam seu dia
Mas o poeta é humano
Tão mortal ser
Que permanece em palavras
Muitas vezes não publicadas
Mas que a cada ano
Envelhece como todos os demais
E quanto mais o tempo passa
Mais ele parte ao encontro dos anjos
E tão breve como qualquer mortal
Ele se vai


(Suellen Verçosa)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Biblioteca da Floresta ganha novo grupo temático


Criado em 2011 com a proposta de apresentar filmes de temática LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), o Cineclube Cocar está de casa nova. A partir do próximo dia 24, o grupo realiza suas exibições seguidas de debates no auditório da Biblioteca da Floresta, ligada à Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). As sessões são gratuitas e acontecem quinzenalmente aos domingos, às 19h.

O Cocar é o terceiro grupo temático de cinema a se juntar à biblioteca – o Cinemacre e o Cineclube Samaúma também promoviam suas atividades na instituição. Com público variado, o cineclube exibe longas-metragens nacionais e internacionais premiados, além de filmes não comerciais.

Para o jornalista Moises Alencastro, um dos criadores do Cocar, o grupo é mais que um ambiente para exibições de filmes, é também um espaço para debater questões como o preconceito e a exclusão social.

“Queremos incentivar a formação de público a partir da desmistificação da tese de que filme LGBT possui somente conteúdo adulto”, disse.

terça-feira, 12 de março de 2013

Reserva Extrativista Chico Mendes comemora 23 anos na biblioteca

Integrantes dos movimentos socioambientais
estiveram presentes no evento (Foto: Gleilson Miranda)

A Biblioteca da Floresta, órgão ligado à Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), sediou nesta terça-feira (12) a 10ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, berço da luta em defesa dos direitos dos seringueiros. O evento comemorou ainda os 23 anos de criação do território.

Participaram do encontro as principais lideranças da reserva e autoridades do poder público local e nacional. Na ocasião, eles assinaram um decreto para a gestão compartilhada da Resex. Com isso, as associações de moradores e os órgãos estaduais e federais vão conduzir em parceria as políticas públicas no local – ação já realizada há alguns anos, mas que só agora ganha caráter oficial.

Na mesa-redonda realizada durante o evento, as lideranças da reserva avaliaram os avanços na qualidade de vida dos moradores e apresentaram demandas relacionadas à educação, mecanização agrícola e incentivo ao turismo ecológico.
Autoridades locais destacaram avanços no
território nos últimos 23 anos (Foto: Gleilson Miranda)

Companheiro de lutas de Chico Mendes, Raimundo Barros é presidente da reserva e acompanhou o processo de demarcação do território. Segundo ele, a maior conquista da criação da Resex é o incentivo à permanência das famílias no local. “A eletricidade, a garantia da comercialização dos produtos extraídos da floresta e a manutenção do sistema de transporte também representam uma vitória para todos nós”.

Para Raimundão, como é conhecido, a Biblioteca da Floresta é o ambiente ideal para se comemorar o aniversário de criação da Resex. “O local reúne toda a memória da luta de Chico a partir de grandes feitos das décadas de 1970 e 1980 e também de eventos importantes como esse que fizemos agora, que, sem dúvidas, vai entrar para a história”, afirmou.

O governador do Acre em exercício, César Messias, e o secretário Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores (PT), Julio Barbosa, também participaram do evento. Messias destacou os acertos na política de criação e manutenção das reservas extrativistas brasileiras, sobretudo a Chico Mendes. “Sabemos que precisamos avançar ainda mais, e a assinatura deste decreto para gestão compartilhada do território é mais uma medida para melhorar a qualidade de vida de seus moradores”.

Resex possui 1766 colocações em 48 seringais
“A Reserva Extrativista Chico Mendes é uma das unidades de conservação mais importantes do Brasil porque é o principal pilar do debate sobre a sustentabilidade. Os conceitos de florestania e de valorização da floresta passam por esta Resex. E a Biblioteca da Floresta é palco importante deste novo processo de desenvolvimento do território. É um local onde nunca lamentamos nossas perdas, apenas comemoramos vitórias”, disse Barbosa.

Com mais de 970 mil hectares, a Resex Chico Mendes foi a primeira experiência de reserva extrativista do país e é um dos principais legados do seringueiro e ambientalista que dá nome à área. Morto há 23 anos, Mendes foi o idealizador da reserva que hoje abriga quase oito mil pessoas e abrange sete municípios acreanos.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Biblioteca dobra acessos ao espaço Multimídia


Espaço registrou em fevereiro média de 57 acessos diário
Em fevereiro, os 15 computadores do espaço Multimídia da Biblioteca da Floresta obtiveram mais de 1200 acessos - o dobro do registrado em janeiro. Os números são do Sistema de Controle de Acesso à Biblioteca (Siscab), utilizado na instituição desde outubro do ano passado e que oferece ainda relatórios mensais do uso das salas de Leitura e de Estudo e do Espaço Povos da Floresta e Sala de Estudos.
 
O aumento da utilização do serviço oferecido no espaço deve-se, principalmente, ao período das férias escolares, pois a maioria dos usuários é formada por crianças e adolescentes. O local também oferece o uso da internet por meio de computadores portáteis. Para isso, basta inserir uma senha para ter acesso à rede.
 
O espaço está localizado no 1º piso da instituição e pode ser utilizado por qualquer usuário que tenha cadastro na biblioteca. Quem ainda não efetuou o cadastro pode comparecer à recepção da instituição portando RG, CPF, comprovante de endereço, número de telefone e endereço de e-mail.
O horário de funcionamento dos computadores é das 8h às 21h de segunda à sexta-feira e das 14h às 20h aos sábados.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Biblioteca da Floresta comemora Dia da Mulher com homenagens



                                                                      Foto: Teddy Falcão

Público lotou o auditório da Biblioteca para assistir as homenagens

O Dia Internacional da Mulher foi comemorado na tarde desta quinta-feira (7) na Biblioteca da Floresta com homenagens a sete acreanas anônimas de profissões especiais. Elas receberam da equipe da instituição honrarias e singelas lembranças como forma de reconhecimento pela conquista de direitos iguais na sociedade.

Entre as homenageadas estão a motorista de ônibus Ângela Machado, a vigilante Macilene Menezes, a mecânica Ezineide Ricardo, a eletricista Lidilene Rebelo, a ex-seringueira Tereza Capoia, a artesã indígena Dalva Kaxinawá e a catraieira Maria Aparecida Lima. A secretária de Estado de Políticas Públicas para as Mulheres (SEPMulheres) e a presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Francis Mary, também foram reconhecidas como referências na luta pelos direitos femininos no Acre.

                                                          Foto: Anaís Cordeiro

Os participantes foram homenageados com a singela lembrança

A programação do evento teve início com a apresentação da Rádio Humanizar, projeto da Diretoria de Humanização do governo do Acre que simula um programa de rádio ao vivo. As atrizes Isabel Carvalho e Vanessa Oliveira cantaram, brincaram e recitaram poesias para o público, que lotou o auditório da Biblioteca da Floresta.

A ex-seringueira Tereza Capoia se emocionou e agradeceu o reconhecimento e lembrou sua vida nos seringais. “Sinto muita falta da minha vida na mata, principalmente da criação de animais. Se pudesse voltaria pro seringal só pra cortar seringa novamente”, disse a senhora de 76 anos.

                                                                 Foto: Anaís Cordeiro

Ex-seringueira de 76 anos foi homenageada no evento

Além das homenagens, foi apresentado um vídeo com informações sobre as principais conquistas femininas no Acre e no resto do país, como o direito ao voto em 1932, a eleição da primeira parlamentar brasileira e o reconhecimento às acreanas de destaque.

A presidente da FEM, Francis Mary, recitou poesias de sua autoria e parabenizou as mulheres homenageadas. “Vocês ajudaram a construir este Estado com um toque especial que apenas nós temos”, disse.


                                                         Foto: Teddy Falcão

"Mulher" de Erasmo Carlos foi uma das canções
 apresentadas pela Rádio Humanizar


“Se não fossem essas mulheres aqui homenageadas, a Biblioteca da Floresta não existira, pois o espaço é fruto das lutas e dos sonhos que elas ajudaram a construir. São mulheres fantásticas e de profissões dignas que dão orgulho à história do Acre”, afirmou o diretor da biblioteca, Marcos Afonso.

O evento foi promovido pela Biblioteca da Floresta e contou com o apoio da FEM, SEPMulheres, Diretoria de Humanização e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia).

quinta-feira, 7 de março de 2013

Fundação Pensamento Digital realiza pesquisa na biblioteca

A pesquisadora Marta Voelcker se admirou com as ações da biblioteca

A Biblioteca da Floresta colaborou, nesta quinta-feira (7), para uma pesquisa sobre os impactos do uso de computadores com acesso a internet em bibliotecas públicas. O trabalho é desenvolvido em instituições de todo o país pela Fundação Pensamento Digital em parceria com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), do Ministério da Cultura (MinC).

Intitulada “Estudo sobre o uso de tecnologias da informação e comunicação em bibliotecas públicas no Brasil”, a pesquisa tem como objetivo identificar as necessidades e oportunidades para as bibliotecas nacionais melhorarem seus serviços.

A entrevista inclui perguntas sobre os serviços ofertados e as características gerais dos usuários da instituição ligada à Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Os resultados serão apresentados em relatório que permitirá à SNBP apoiar a elaboração de propostas para o programa “Bibliotecas Globais”. Além disso, os dados possibilitarão o planejamento e a implementação de atividades e estratégias para o fortalecimento das bibliotecas públicas brasileiras.

O diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, respondeu às perguntas da representante da Fundação Pensamento Digital, Marta Voelcker, que se admirou com as ações desenvolvidas pela instituição.

“A maioria das bibliotecas do país disponibiliza somente o serviço básico, voltado para a leitura de livros. Já a Biblioteca da Floresta está à frente no processo de formação intelectual, pois oferece ao público computadores e diversas outras atividades”, avaliou a pesquisadora.