Filósafas e Filósofos,
Como a Filosofia faz parte das nossas vidas?
Como um pequeno ato, ação, está cheio de muitos pensamentos?
Vamos ver estas questões agradáveis em nossa reunião, na companhia também de Hume e outros.
Neste SÁBADO, dia 30 de junho,
16h00, na Biblioteca da Floresta!
A reunião é aberta para todos! Traga seus amigos!
Marcos Afonso
Moderador Geral Sociedade Filosophia
quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
INSCRIÇÕES PARA WORKSHOP PROMOVIDO PELO PIUM FOTOCLUBE ESTÃO ABERTAS NA BIBLIOTECA DA FLORESTA
Texto publicado em: Blog Pium Fotoclube
Para os amantes da fotografia, o Pium Fotoclube informa que as inscrições para “Workshop de Fotografia Humanista – Bem Querer”, com o fotógrafo carioca João Ripper iniciam hoje (25) e vão até sexta-feira (29).
Os interessados devem procurar a Biblioteca da Floresta no período de 16h às 19h para fazer a inscrição. O investimento é de R$100 (à vista, no ato a inscrição) e o participante deve ter mais de 18 anos.
Como na edição passada a procura foi grande, desta vez a oficina terá duas turmas, com 20 vagas cada e em dias e horários diferentes. A Turma I acontece no período de 2 a 7 de julho, das 19h às 21h (segunda a sexta) e das 15h às 20h no sábado. Já a Turma II será na semana seguinte, dos dias 9 a 14 de julho, das 15h às 18h (segunda a sexta) e das 15h às 20h no sábado.
O workshop faz parte do II Ciclo de formação em Fotografia, um projeto que tem a realização do fotoclube e da Biblioteca da Floresta e é financiado pelo Governo do Povo do Acre por meio da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM).
O trabalho de João Ripper
O fotógrafo carioca João Ripper é conhecido pelo seu trabalho humanístico. Autor de Imagens Humanas – obra com 195 fotos do cotidiano duro de diversos brasileiros – ele evidencia a grandeza de um olhar comprometido com um profundo afeto pelo fotografado, dando relevo à simplicidade da dimensão humana. O livro está on line em PDF e você pode visualizar e/ou baixar gratuitamente aqui.

Na oficina, Ripper irá discutir a fotografia documental humanista, a comunicação e os Direitos Humanos a partir de uma conversa sobre história da fotografia, fotógrafos humanistas, formatação de um projeto de documentação, experiências com fotógrafos populares e a fotografia compartilhada (onde o fotografado tem direito de intervir nas fotos e na edição). Exercitar o olhar pra si e pro outro, o autorretrato ou a auto representação e a foto de quem se ama. A fotografia como bem querer e a importância do belo como contraponto à informação única.
Conheça um pouco do trabalho e pensamento de Ripper, assistindo o especial Imagens Humanas, produzido pela Imã Foto Galeria:
Imagens Humanas Parte 1 – Imagens Humanas Parte 2 - Imagens Humanas Parte 3 –Imagens Humanas Parte 4 – Imagens Humanas Parte 5 (final)
GEOGLIFOS DO ACRE: 35 ANOS DE DESCOBERTAS
Por: Assessoria de Imprensa - Geoglifos, 35 Anos de Descoberta
Foto: Diego Gurgel
Moção de Aplauso e Simpósio Internacional
marcam a partir de hoje, 27, as comemorações do 35º aniversário da descoberta
dos primeiros geoglifos no Acre
A partir de hoje (27) até o dia
30 de junho, na semana de eventos que marca os 35 anos da descoberta dos
primeiros Geoglifos na Amazônia, o Estado do Acre sedia o II Simpósio
Internacional de Arqueologia da Amazônia, com a presença de pesquisadores
do Brasil e do exterior, além de gestores públicos e empresários envolvidos com
o tema.
Após a programação do lançamento
do projeto de Musealização do Geoglifo Tequinho, realizada nos dias 25 e 26,
hoje (27) pela manhã a Assembleia Legislativa do Acre concede uma Moção de
Aplauso ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de Pesquisa Geoglifos
da Amazônia. À noite, com sessão solene, será iniciada a programação do II
Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia.
Na abertura do simpósio, às
19h30, no Palácio da Justiça, no centro de Rio Branco, haverá uma série de
palestras com pesquisadores de renome como Ondemar Ferreira Dias Jr., Franklin
Levy e Alceu Ranzi, que foram os primeiros cientistas responsáveis pela
descoberta dos geoglifos no Acre e pela sua difusão no meio científico.
No programa do
evento estão pontuados debates, palestras e mesas redondas, além eventos
culturais, como a exposição fotográfica “Geoglifos do Acre – 35 anos de
descobertas”, que reúne fotos de Edison Caetano e Diego Gurgel, e o lançamento
do documentário “Na trilha dos geoglifos”, de Marisa Dwir.
A reunião científica traz
experientes pesquisadores do Brasil e do exterior, como Clark Erickson (University of Pennsylvania/EUA), Sanna Saunaluoma (University
of Helsinki/Finlândia), Francis Mayle (University of Edinburgh/Escócia), José
Iriarte (University of Exeter/Inglaterra), Denise Pahl Schaan (Universidade
Federal do Pará e Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia), Gisele Daltrini
Felice (Pesquisadora da Fundação Museu do Homem Americano/Parque Nacional da
Serra da Capivara/Universidade Federal do Piauí) e Wenceslau Teixeira (Embrapa
Solos/RJ), entre outros.
O evento internacional é uma
realização do Grupo de Pesquisa Geoglifos do Amazônia com patrocínio do Banco
da Amazônia, Iphan e Governo do Estado.
Moção de aplausos homenageia pesquisadores do Grupo
Geoglifos da Amazônia
Pela manhã, a
partir de 10 horas, a Assembleia Legislativa do Acre concede em sessão
ordinária uma Moção de Aplauso de autoria do deputado estadual Eduardo
Farias (PCdoB) ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de
Pesquisa Geoglifos da Amazônia, em homenagem o 35º aniversário das descobertas
dos primeiros geoglifos no Acre e em reconhecimento às importantes
contribuições dos pesquisadores na divulgação e no estudo dos geoglifos.
A descoberta dos
primeiros Geoglifos
Há 35 anos, em 1977, houve a
primeira descoberta de um geoglifo em solo acreano, onde a partir de então se
tomou conhecimento de que também existiam na região amazônica brasileira
estruturas semelhantes às famosas Linhas de Nasca, no Peru.
Os
geoglifos encontrados no Acre são sítios arqueológicos em estrutura de terra
construídos há cerca de 2.000 anos e trazem novas indagações sobre as
civilizações que habitaram a região no passado.
A descoberta foi registrada pelo
professor Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de
Janeiro, que juntamente com os pesquisadores Franklin Levy, do IAB, e Alceu
Ranzi, da UFAC, estava nesta região coordenando uma o levantamento de sítios
arqueológicos, como parte do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da
Bacia Amazônia - PRONAPABA.
A real dimensão e extensão de sua
área geográfica, no entanto, só foi realmente percebida através de observação
aérea, em meados de 1980, quando o pesquisador Alceu Ranzi visualizou uma
estrutura circular dupla, na margem da BR 317, em vôo comercial entre Porto
Velho e Rio Branco. O primeiro registro fotográfico foi obtido pelo fotógrafo
Agenor Mariano, em vôo de monomotor e publicada com a notícia da descoberta na
edição de 15 de Agosto de 1986 do jornal “O Rio Branco”.
A partir de 1999, Alceu Ranzi
voltou a se deparar com uma estrutura semelhante no momento em que o avião em
que viajava se aproximava para pousar em Rio Branco. Com mais essa referência
passou a pesquisar o assunto, a sobrevoar a área em aviões pequenos e a visitar
por terra as estruturas, para a obtenção de medidas. Em 2000, com as fotos
aéreas do fotógrafo Edison Caetano, os geoglifos do Acre voltaram a ser
notícia, estampando matérias em jornais e revistas do Brasil e do mundo.
Sete anos depois, em 2007, foi
fundado o Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, que desde então, sob a
chancela do CNPq, desenvolve estudos sobre os geoglifos. Na última década
diversas reportagens sobre os geoglifos do Acre foram publicadas em revistas
científicas e veículos de comunicação mundiais como as Revistas Science,
Antiquity, National Geographic e o jornal The New York Times. Documentários
também já foram produzidos por veículos conceituados como a Agência BBC de
Londres e a Tokyo Broadcasting System, maior emissora do Japão.
Até
o momento já foram registradas mais de 300 dessas estruturas. Nessa
semana, em que uma série de eventos é realizada em comemoração aos 35 anos das
primeiras descobertas, novos geoglifos foram registrados nas proximidades da BR
317, estrada que dá acesso à Boca de Acre-AM, por pesquisadores das Universidades
Federais do Pará e de Rondônia.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
ESCOLA PAULO FREIRE ESTUDA SUSTENTABILIDADE
Por: Pryscila Carvalho
Fotos: Pryscila Carvalho
Turmas “A e B” da escola Paulo Freire
Aproximadamente setenta alunos da escola estadual Paulo Freire visitaram com alegria a Biblioteca da Floresta. Os alunos tinham como objetivo a complementação dos assuntos que serão abordados por eles na “Feira do Meio Ambiente”, que será realizada no próximo 27 de junho, na própria escola e abordará diversos assuntos: sustentabilidade, ciclo da borracha e homenageará alguns nomes que fizeram parte da história do Acre e em defesa do meio ambiente, como Chico Mendes e Wilson Pinheiro.As três turmas “A, B e C” do nono ano, estavam sendo guiadas pelos professores Bartor Oliveira, Felipe Júnior, Maiara Cristina e a Coordenadora Gecineide Araújo.
Os estudantes estavam atentos a todas as explicações e se mostraram curiosos ao conhecerem cada espaço da biblioteca. Segundo aluna Andressa Souza, “Achei a Biblioteca um lugar muito interessante, pois só dessa forma saímos das aulas explicativas e temos uma noção expositiva de como realmente funciona a produção da borracha e que instrumentos eram utilizados pelos seringueiros.”
Para encerrar a visita os estudantes foram presenteados com DVD’s e a revista do Chico Mendes, entregue pelo professor Marcos Afonso que aproveitou o encontro para conversa um pouco com os alunos. “Lembrem sempre que a floresta abraça as cidades”, foi com essa frase que Marcos Afonso chamou a atenção dos estudantes, mostrando a eles que a união das cidades com a floresta resultará em uma sociedade melhor.
As visitas ocorreram nas tardes dos dias 11 e 12 de junho.
Participação dos alunos na conversa com o prof. Marcos Afonso
Turma “C” da escola Paulo Freire
terça-feira, 19 de junho de 2012
Quando a História emociona!…
Texto de: Tatiana Campos
A Biblioteca da Floresta abriga agora um dos mais importantes presentes que o Acre poderia receber nos 50 anos de autonomia enquanto Estado. A família do historiador Leandro Tocantins cedeu parte do acervo pessoal do escritor, com milhares de documentos, fotografias e obras de arte. Tudo está à disposição do público num espaço dedicado à obra do paraense que aos nove meses de idade veio com os pais para Tarauacá, onde cresceu às margens dos rios e aprendeu a amar a o Acre.
A família do historiador Leandro Tocantins cedeu parte do acervo pessoal do escritor, com milhares de documentos, fotografias e obras de arte (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
A cerimônia oficial de entrega do acervo aconteceu na manhã desta sexta-feira, 15, no auditório da Biblioteca da Floresta, com a presença da viúva do escritor, Léa Tocantins, e da filha Rosane. “É um presente para o Acre nesta data tão importante com a riqueza desta obra. Quero dizer à família Tocantins da nossa gratidão, do nosso respeito e carinho por todo este acervo, que será muito bem cuidado e guardado. Todo acreano tem o dever de conhecer esta obra e o dever de conhecer nossa história”, disse o governador em exercício, César Messias.
Autor do livro Formação Histórica do Acre, uma das obras mais importantes da historiografia acreana, Leandro é autor de um vasto acervo literário. Seu primeiro livro foi lançado quando ele tinha 21 anos, “O Rio comanda a vida”, onde fez um estudo da importância e influência dos rios na vida dos povos da floresta amazônica. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, foi também jornalista.

“É um presente para o Acre nesta data tão importante com a riqueza desta obra. Quero dizer à família Tocantins da nossa gratidão, do nosso respeito e carinho por todo este acervo (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
O diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, tomado por um sentimento de grande emoção, revelou o nervosismo ante aquele momento, mesmo já tendo proferido algumas centenas de discursos ao longo de sua vida. Ele contou detalhes dos primeiros contatos com a família Tocantins.
“Nós chegamos ao Rio de Janeiro. Um grupo de estranhos para buscar o acervo do amor e do pai de uma viúva e suas filhas. Nos receberam com extrema elegância. E logo reconheceram a nossa simplicidade, o nosso respeito e nossa admiração por aquele homem. Quando ela [Léa] nos viu chorando, emocionados, e percebeu os nossos olhos, levantou, foi ela mesmo fazer um café, e quando voltou da cozinha nos disse que cederia os documentos para o Acre. Não acreditamos. Foram os nossos olhos, os olhos do Acre que ganharam esta família”, narrou Marcos Afonso.
A cerimônia oficial de entrega do acervo aconteceu na manhã desta sexta-feira, 15, no auditório da Biblioteca da Floresta, com a presença da viúva do escritor, Léa Tocantins (C), e da filha Rosane (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Autor do livro Formação Histórica do Acre, uma das obras mais importantes da historiografia acreana, Leandro é autor de um vasto acervo literário (Foto: Cedida)
Léa Tocantins disse que a doação foi uma decisão da família para que mais pessoas pudessem ter acesso aos documentos. “Nós escolhemos o Acre para abrigar todo o acervo porque o Acre era o amor do Leandro. E aqui é possível pesquisar, acessar todo este conteúdo. Era melhor que ficar trancado na nossa casa, onde só nós tínhamos acesso. Está muito bem guardado agora”, disse. A viúva do escritor e sua filha, Rosane, se emocionam em especial ao conhecer o espaço preparado pela equipe da Biblioteca da Floresta para acondicionar e expor o acervo.
O senador Jorge Viana participou da solenidade. “O meu pai é um apaixonado pela história do Acre e eu e meus irmãos fomos apresentados muito cedo a esta história. E a história do Acre era o Leandro Tocantins. Eu digo que ele nasceu em Belém porque está escrito, mas, para mim, ele nasceu no Acre, porque chegou aqui aos nove meses. Cresceu na foz dos rios e ninguém tinha mais autoridade que ele para escrever sobre os rios da Amazônia”, comentou se referindo ao historiador.

Léa Tocantins disse que a doação foi uma decisão da família para que mais pessoas pudessem ter acesso aos documentos (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Para o senador, “uma das maiores revoluções que fizemos foi o reencontro do povo acreano com seus símbolos, suas histórias e seus heróis. E o Leandro Tocantins é um desses heróis dos cem e dos 50 anos do Acre”, disse.
Proclama Original da Junta Revolucionária do Acre faz parte do acervo
Escrito de próprio punho por Luiz Galvez Rodríguez de Arias, o espanhol que declarou o Acre um Estado Independente, o discurso que ele leu na praça pública de Puerto Alonso, às 9 horas do dia 14 de julho de 1899, agora está ao alcance dos olhos de todos os acreanos e apaixonados pela história. O discurso é o Proclama Original da Junta Revolucionária do Acre, que fundou o Estado Independente do Acre. Este é considerado um dos mais importantes documentos entre os milhares que foram doados pela família Tocantins.

“Uma das maiores revoluções que fizemos foi o reencontro do povo acreano com seus símbolos, suas histórias e seus heróis. E o Leandro Tocantins é um desses heróis dos cem e dos 50 anos do Acre”, disse o senador Jorge Viana (Foto: Gleilson Miranda/Secom)


A obra cedida contém manuscritos, folitos, obras de arte, homenagens, condecorações e objetos pessoais (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
A obra cedida contém manuscritos de Leandro referentes às pesquisas para formação histórica; fotolitos da versão original de Euclides da Cunha de O Paraíso Perdido, enviado à gráfica para impressão; acervo fotográfico; objetos pessoais; condecorações; certificados, quadros; ilustrações originais de Poty, Percy Lau, Marco Antônio, Nilson Pena, José Américo e outros artistas reconhecidos pela produção nacional utilizada em praticamente todas as suas obras. Além de correspondências de Gilberto Freire, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira de Castro, Erico Veríssimo e de tantos outros documentos referentes à sua trajetória pessoal e profissional. Os contatos, as viagens e os acervos pesquisados, os cargos e, sobremaneira, a sua inquestionável relação com a Amazônia. Tudo poderá ser acessado e analisado.
“Ele foi o autor de uma obra fundamental para se iniciar os estudos do Estado do Acre. Todo o material está sendo preparado e acondicionado de forma adequada e estará a disposição do público. É um acervo valiosíssimo, que ficará sobre os carinhos da Confraria da Revolução, um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta”, disse Marcos Afonso.

"É um acervo valiosíssimo, que ficará sobre os carinhos da Confraria da Revolução, um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta”, disse Marcos Afonso (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
MALÁSIA NA BIBLIOTECA DA FLORESTA!
Por: Anaís Cordeiro
Comitiva de integrantes
do Departamento Florestal de Sabah (Malásia) e do WWF-Malásia.
Desde 2010, o
Estado do Acre mantém uma parceria de cooperação ambiental, tecnológica e
econômica com a província de Sabah, na Malásia.
Esse intercâmbio possibilita importantes avanços para ambos os governos,
intensificando a eficácia de investimentos em técnicas de manejo sustentável,
área em que os dois vêm se destacando internacionalmente.
Com o objetivo de efetivar as
relações entre os dois estados, na última segunda-feira, 12, na Biblioteca da Floresta, foram assinados um Memorando de Intenções, que estabelece um
prazo de 24 meses para a elaboração de um Plano de Trabalho, e um Termo de
Cooperação Técnica Bilateral. Os documentos foram assinados pelo Diretor do
Departamento Florestal de Sabah, Datuk Sam Mannam e o Secretário Adjunto de
Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentável do Estado do Acre, Fábio Vaz,
representando o Governador Tião Viana.
As assinaturas do Memorando e do Acordo fizeram parte da programação do “Seminário de Cooperação Sul-Sul em Economia Verde de Florestas Tropicais”, promovido pela ONG WWF. No Seminário, representantes do Governo do Acre, de Sabah e da WWF puderam compartilhar experiências e desafios de economias baseadas no desenvolvimento sustentável.
O Memorando de Intenções tem como áreas
temáticas focais o Manejo e certificação florestais; o Incentivo econômico para
a conservação da natureza; reflorestamento e recuperação de paisagens, floretas
plantadas, incluindo produção de borracha; desenvolvimento e proteção de áreas
protegidas; ciência e tecnologia para desenvolvimento florestal e do
ecoturismo.
Carlos
Resende, Secretário-adjunto de Florestas do Acre, acompanha as relações
entre os dois Estados desde seu início e falou sobre seu benefício: “Nós fomos
à Malásia e aprendemos um pouco sobre como eles trabalham a questão das
florestas plantas, principalmente a Seringueira, e a industrialização da
borracha. Eles são grandes exportadores de borracha e recentemente vem
investindo do manejo florestal e da frutificação. Podemos oferecer nossa
experiência nessas áreas, eles podem nos oferecer a tecnologia de base da borracha
e da floresta plantada.”
No
evento também ocorreu à abertura da Exposição Fotográfica de Sabah, sua
cultura, e estratégias de preservação ambiental.
O
Diretor da Biblioteca, Prof. Marcos Afonso, parabenizou e agradeceu o carinho
em que a Delegação da Malásia teve em montar a exposição, trazendo um pedacinho
da Floresta da Malásia para a Biblioteca da Floresta. Ele também falou da
importância da parceria entre o Acre e Sabah: “Hoje é um dia histórico porque
nós estamos selando oficialmente uma relação bilateral entre dois estados
estratégicos ao paradigma da sustentabilidade no planeta. Esse seminário é
importante por que ele não é a plantação da semente, ele é a semente
germinando.”
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