Marcos Afonso
O ar estava úmido e pouco ensolarado quando passei pela Enseada de Botafogo em direção ao Centro Brasileiro de Pesquisa Física, no Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Lá, me encontraria com a Professora Ilce Cavalcanti, que ministra a disciplina “Gestão de Bibliotecas Públicas”, no Curso de Biblioteconomia. O objetivo era palestrar para as turmas sobre a Biblioteca da Floresta, suas experiências e singularidades.
O convite surgiu quando, no ano passado, um grupo de acadêmicos estimulado pela Professora Ana Senna e dirigido pela acadêmica Solange Souza resolveu apresentar um seminário sobre nossa Biblioteca. Ficou certo que quando eu estivesse no Rio, haveria a palestra.
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| Professora Ana Senna, Fábio Benoni, Deivid Saldanha, Solange Souza e Paula Vieira: os “especialistas” da UFRJ em Biblioteca da Floresta! |
Passeei pelos prédios do Campus na tarde que caía. Observei uma juventude típica, alegre e imaginei Oscar Niemeyer, Anísio Teixeira, Benjamin Constant, Jorge Amado e Clarice Lispector, andando com suas memórias estudantis entre eles.
No café do pátio, encontrei outras professoras e conheci a Coordenadora do Curso, Mariza Russo, referência nacional e idealizadora do CBG - Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, graduação com duração de 4 anos, ou 8 períodos, que oferece uma grade curricular rica e abrangente, indo muito além das técnicas biblioteconômicas e pioneiro na ênfase em gestão e nas novas tecnologias.
No café do pátio, encontrei outras professoras e conheci a Coordenadora do Curso, Mariza Russo, referência nacional e idealizadora do CBG - Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, graduação com duração de 4 anos, ou 8 períodos, que oferece uma grade curricular rica e abrangente, indo muito além das técnicas biblioteconômicas e pioneiro na ênfase em gestão e nas novas tecnologias.
Em seguida, fui ao local da palestra e deparei-me com alunos de todos os períodos do curso, apinhados numa sala. A imensa maioria jovem. Após instalar os equipamentos – levei um PowerPoint com 86 slides – comecei a falar do Acre, da Biblioteca e dos nossos sonhos.
Durante quase três horas, expus a nossa política estadual da diversidade socioambiental, as exposições temáticas, temporárias e permanentes, a memória dos movimentos socioambientais, a metodologia para o diálogo entre os saberes, os nossos 10 grupos temáticos (Sociedade Philosophia, Clube de Astronomia Gama Hidra do Acre, Cinemacre, Confraria da Revolução, Pium Fotoclube, Grupo Gaia, Coletivo Etnia, Associação Samaúma Cinema e Vídeo e o Clube do Samba), a experiência com as Imersões ao Seringal Cachoeira, onde dialogamos como nosso tempo e espaço originais e, muito especialmente, a Usina de Humanização que somente nestes dois meses já produziu palestras (4 horas cada), para 630 professores, diretores de escolas e funcionários públicos.
O resultado? Encantamento. Especialmente após eu ter projetado o filme institucional da Biblioteca, dirigido pelo cineasta Sérgio Carvalho, com os depoimentos marcantes do Edegard de Deus, Elson Martins, Antonio Alves, Meireles, Fátima Silva, meus e de integrantes da Sociedade Philosophia.
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| Estou ladeado pela professora Ilce Cavalcanti, a acadêmica Solange Souza, a professora Ana Senna e os alunos do Curso de Biblioteconomia/UFRJ com materiais sorteados da Biblioteca da Floresta. |
Levei alguns materiais: DVDs, revistas e folders, que tiveram de ser sorteados entre os acadêmicos. Por fim, as curiosidades pelo Acre nesta nova fase e o interesse pela nossa história e pela Floresta marcaram o encontro, ocorrido no ultimo dia 19 de março. Tanto que ao final um grupo se aproximou e confidenciou-me que talvez fizessem, como ato de formatura, uma viagem ao Acre para nos conhecer, ver a Biblioteca e ir ao Seringal Cachoeira. Fiquei muito sensibilizado com essa manifestação de carinho e respeito. “Serão bem-vindos”, disse com voz embargada, observando aqueles estudantes que soltavam o brilho da Floresta pelos seus olhos.
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Marcos Afonso, professor e jornalista, é o Diretor da Biblioteca da Floresta.




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