quinta-feira, 5 de junho de 2014

Biblioteca da Floresta planta Ipês em escola na Semana do Meio Ambiente


Pelas mãos dos alunos da escola municipal que tem o nome do poeta Juvenal Antunes, três mudas de Ipê Amarelo foram plantadas, na quarta-feira, 04. A iniciativa é da Biblioteca da Floresta/Fundação Elias Mansour (FEM) em comemoração a Semana do Meio Ambiente.


Um Ipê Amarelo chega à fase adulta em 6 ou 7 anos
As 26 crianças com idade média de seis anos que estiveram envolvidas se encantaram também com outro Ipê, mas este em pernas de pau, personagem fruto da Usina de Humanização da Biblioteca da Floresta/FEM.


 Aquelas que agora são apenas mudas no jardim da escola, provavelmente, florescerão na adolescência dos meninos e meninas que animados, puseram as mãos na terra. Um Ipê Amarelo chega à fase adulta em seis ou sete anos.


Jocilene Sales, professora da turma explica que se trata um ato educativo que tem em vista uma consciência de cuidado que vale para a vida.









(Por Valéria Santana)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pesquisa auxilia alunos para Olimpíada de Língua Portuguesa 2014


50 alunos estiveram presentes na Biblioteca da Floresta 
                               
Com caderno e lápis na mão, os alunos do 5º ano da Escola Juvenal Antunes, anotaram todas as informações que obtiveram em visita à Biblioteca da Floresta/FEM, na tarde da quinta-feira, 29.

Estagiário da Biblioteca apresenta a exposição sobre a Resex Chico
Mendes
A pesquisa exploratória visa contribuir para a preparação dos alunos que irão participar da Olimpíada de Língua Portuguesa 2014, que nas sua 4ª edição adota o tema "O lugar onde vivo". A passagem dos alunos pela Biblioteca também contempla o projeto “Conhecendo nossas raízes”, uma adaptação da temática da olimpíada, feita pela escola.

Segundo as professoras Marineide de Souza (45) e Lucyelen Nogueira (28) a Biblioteca da Floresta foi o espaço escolhido para visita como parte do processo preparatório às olimpíadas, por preservar a história e ressaltar a cultura acreana.

“Escolhemos esta Biblioteca porque ela conserva toda nossa história, costumes, valores e  crenças da região norte e esse conteúdo ajudará os alunos a escreverem os textos pedidos nas Olimpíadas”, disse a professora Lucyelen, responsável pelos alunos da turma 310.


As crianças conheceram a fachada da simulação
da Casa do Seringueiro

(Por Leandra Haerdrich)

Biblioteca da Floresta é fonte de pesquisa para estudantes da capital

Em busca de informações sobre povos indígenas da região norte, a turma do 9° ano do Ensino Fundamental da escola Mário de Oliveira esteve na Biblioteca da Floresta, na manhã da terça-feira, 28.

Acompanhados pelo professor de Ciências, José Césio, tinham o foco na produção indígena ligados à química e também a saúde. Posteriormente, farão aprofundamento das pesquisas com os livros disponíveis no acervo.

Conhecer objetos indígenas auxilia no projeto
A visita se estendeu a outros espaços como o “Povos da Floresta”, exposição composta por informações e objetos que retratam a origem do povo acreano representada por índios, seringueiros e ribeirinhos, que também deve contextualizar nas produções.

“A biblioteca será a principal fonte de recursos para compor essa pesquisa, pois, aqui encontram-se informações primordiais sobre os povos da floresta, em especial os índios, que são o alvo da pesquisa”, destaca o professor.

Os estudantes ainda conheceram a atual exposição “Resex 24 anos” e assistiram no auditório o documentário “Yanawá: A força de um povo”, obra do cinema indígena disponível no acervo da instituição.

Esther encantou-se com povo Yanawá
Esther Nascimento (13) ficou encantada ao ver a história, vida e costumes da etnia Yanawá, que vive às margens do Rio Gregório (Tarauacá-AC). “Não conhecia, nem tinha informação alguma sobre esse povo. O documentário expandiu nossa visão para conhecer e respeitar às culturas que não temos acesso”, diz.

Já os estudantes Marcos Adriano e Taynara Lemos (14) destacam outros aspectos das obras do acervo indígena. “Principalmente as pinturas, “Nixi Pae”, impressionam pela beleza e simbologia”, comenta Marcos.

“As informações passadas pelos guias sobre história, cotidiano, modo de produção e vida dos povos da floresta serão a base para iniciarmos nossa pesquisa”, explica Taynara.

Estudantes voltarão para aprofundar estudos



 Confira outras imagens: 







(Por Raquel Castro)

Porto Acre homenageia mulheres e homens da floresta

Dora Torôca, ex-seringueira de 105 anos recebe homenagem (Foto Luciano Pontes/Secom)
Dona Torôca, ex-seringueira de 105 anos, recebe homenagem (Foto Luciano Pontes/Secom)
“Ela tem 105 anos!”. Impressiona a força de Dona Torôca, maneira como gosta de ser chamada a ex-seringueira Francisca Pereira da Costa, carregando no corpo, mesmo envergado, as marcas do duro tempo vivido. Ela e outros sete ex-seringueiros foram homenageados pela cidadania de Porto Acre no último fim de semana, 24.
“Cresci trabalhando no corte da seringa e quebrando castanha, fazendo farinha, colhendo lavoura”, conta Dona Torôca – a mesma rotina narrada pelos demais homens e mulheres da região cujas idades já superam os 70 anos.
A informação quanto à idade da ex-seringueira veio de Francisco Alves Feitosa, 79. Ele é do seringal Canadá, em Feijó (AC), começou a cortar seringa aos nove anos, casou e teve filhos ali, porém, as dificuldades de transporte para produtos que cultivava forçaram a mudança para o seringal Andirá (AM), que tinha escoamento para Rio Branco.
Francisco Sena (Cacique) foi presenteado com um livro sobre a arquitetura das construções dos seringais, escrito por Marlúcia Cândida (Foto: Luciano Pontes/Secom)
Francisco Sena (Cacique) foi presenteado com um livro sobre a arquitetura das construções dos seringais, escrito pela primeira-dama Marlúcia Cândida (Foto: Luciano Pontes/Secom)
Mais de um século de história esteve reunido naquela solenidade, iniciada ao som do Hino Acreano. Em palestra com o tema “A Importância dos Seringais na Formação Histórica do Acre”, Marcos Afonso Pontes, diretor da Biblioteca da Floresta/FEM, fez a memória de fatos, legados, reflexos da presença e ação desses habitantes da floresta.
“Eu me sinto honrado por ter recebido o convite para estar aqui em Porto Acre nesta solenidade. Primeiro, porque minha família é daqui. Além disso, por estar sendo feita justiça a essas mulheres e esses homens. Estamos diante da verdadeira história viva”, disse.
Entre as emoções daquela noite, o encontro de Marcos Afonso com o tio Francisco de Sena Souza, o Cacique, trouxe recordações ao homem, que é visto como o carpinteiro da família e por ele próprio como “alguém que ama o lugar que habita”.
Das tantas menções ao passado que Cacique também viveu no seringal Pirapora, onde nasceu e ainda reside, destaca: “Quando o Marcos falou que as pessoas vinham para o Acre, para essa região, por causa de duas árvores, a seringueira e a castanheira, eu pensei que já havia sido derrubada mais da metade. É uma dor grande saber que toda aquela riqueza tenha sido destruída”.
A solenidade é o cumprimento da terceira etapa do projeto “Legados Fluídos Jamais Serão Esquecidos”, coordenado pelo historiador, Adalberto Fernandes Martins. A cada dois meses, um grupo composto por diferentes profissionais, moradores da cidade, organiza-se para homenagear pessoas de destaque histórico na cidade de Porto Acre ou no estado.

Paisagista libanesa visita Biblioteca da Floresta

Paisagista diz encontrar na biblioteca a base de sua profissão
A Biblioteca da Floresta/FEM recebeu na tarde desta terça-feira, 27, a visita da paisagista libanesa, Cristine Youssef, 24. Acompanhada pela tia acreana Diana Bezerra, Cristine ficou impressionada com a riqueza informacional da Biblioteca da Floresta.

Acervo da instituição conta com mais de 5 mil exemplares
Cristine acredita que a experiência de vir à Biblioteca servirá como base para sua profissão. “Fiquei impressionada com o engenho da noção de interação social, econômica e florestal do Acre. Os conhecimentos sobre Chico Mendes e a história desta região contribuirão muito pra minha carreira” diz.

Diana, a tia de Cristine, decidiu trazer a sobrinha à  Biblioteca da Floresta para apresenta-la à identidade acreana. “Trouxe ela na biblioteca porque sei que aqui é um espaço que expressa toda a cultura regional, que informa sobre esse mundo tribal”.

A paisagista está no Acre pela primeira vez e já planeja voltar à Biblioteca da Floresta e trazer suas irmãs para contemplarem os espaços do local.
Visitantes conheceram exposição sobre reserva extrativista 


(Por Leandra Haerdrich)

Geógrafa holandesa traz família para conhecer Biblioteca da Floresta

"A reserva é fantástica", diz geográfa
A geógrafa holandesa Fronika de Wit, 31, trouxe na tarde de segunda-feira, 26, seus pais, o arquiteto Peter de Wit, 62 e a enfermeira Agnes de wit, 60, para conhecerem a Biblioteca da Floresta. Nesta ocasião a família holandesa pode apreciar a atual exposição da Biblioteca “Resex 24 anos Afirmando os Ideais dos Trabalhadores da Floresta”.

Residentes da cidade de Odijk, na Holanda, Peter e Agnes vieram visitar a filha, Fronika, que mora na capital acreana há três anos. Ambos ficaram encantados com todos os espaços da Biblioteca da Floresta.

Artefatos indígenas chamam atenção
Para o pai da geógrafa, Peter de Wit, aprender mais sobre as etnias indígenas, na biblioteca, foi muito produtivo. “É maravilhoso saber sobre as culturas indígenas e suas etnias, achei muito bom vir aqui”, ressalta.

“O tamanho da canoa é incrível, ela é muito bonita, estou impressionada com tudo aqui” disse Agnes, mãe de Fronika, após visita no Espaço Povos da Floresta, localizado no segundo piso da instituição.

Fronika que atualmente trabalha como geógrafa na Secretaria Municipal de Meio Ambiente-SEMA, admira a iniciativa da Biblioteca da Floresta em sediar a exposição sobre a Resex Chico Mendes. “Muito bacana a ideia da exposição sobre a Resex, ela é fantástica”, diz.


(Por Leandra Haerdrich)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Alunos de Ensino Fundamental conhecem lenda do Curupira na Biblioteca da Floresta

Cerca de 100 alunos da Escola Governador José Augusto
estiveram na visita. (Fotos: Valéria Santana e Leandra Haerdrich/
Biblioteca da Floresta/FEM)
Na segunda edição, o projeto “Lendas Amazônicas” levou na sexta-feira, 23, os alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental da Escola Governador José Augusto, dos turnos manhã e tarde, para conhecerem a Biblioteca da Floresta/Fundação Elias Mansour (FEM).

A lenda do Curupira, apresentada pelo grupo da Usina de Humanização da Biblioteca, foi inspirada na obra “O curupira e o equilíbrio da natureza” do autor Samuel Murgel Branco.

Logo na chegada, a primeira surpresa esteve na recepção feita pelo diretor da Biblioteca juntamente com membros da Usina de Humanização devidamente caracterizados sinalizando o que viria a seguir.

Cada ambiente apresentado despertava um olhar curioso dos pequeninos, mas o acervo cativou também os professores. As fotos, os objetos, os ouriços e castanhas que compõem a exposição “24 anos da Reserva Extrativista Chico Mendes”, tocaram a professora Raimunda Nonata Guedes, que ao passar por ali não conteve as lágrimas.

Emocionada, contou quanto cada ambiente relembrava o período em que a professora acompanhava a mãe, quebradeira de castanha, às usinas de beneficiamento.

“Eu peço que as pessoas que conhecerem esse espaço, não deixem que ele morra, mantenham esse lugar pra que as gerações que vão vir depois da gente possam saber que nós vivemos isso de verdade, que foi dura a nossa história e que nós contribuímos pro estado chegar até aqui”, diz.


O projeto “Lendas Amazônicas” iria além da visitação guiada, culminou com a apresentação do teatro de fantoches. Entre canções e mensagens de preservação, que explicavam de que forma a natureza se equilibra, as crianças se encantaram com a lenda do Curupira.
Os alunos contemplaram todos os espaços da Biblioteca
da Floresra
(Por Valéria Santana)