quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Alunos de Senador Guiomard assistem palestra como preparação para o Saeb


Alunos participarão de prova que é um dos medidores do
 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)
Após 30 minutos de viagem, estudantes da Escola 15 de Junho, localizada no município de Senador Guiomard, participaram, na manhã desta quinta-feira, 31, no auditório da Biblioteca da Floresta, da palestra "Ética e Cultura no Tempo e no Espaço". Os alunos estavam acompanhados pelos professores Adalcemir Balica (Matemática), Walderei Cândidas (Português) e Francisca Nobre (coordenadora pedagógica).

A palestra foi ministrada ao grupo de 65 alunos das oitava séries A e B com o objetivo de prepará-los para o Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica). Nos testes aplicados a alunos da oitava série, os estudantes responderão questões de português e matemática, além de um questionário socioeconômico.

As amigas Flávia, Yasmile, Álice, Tainá e Mireli comentaram que gostaram dos vídeos exibidos, e Flávia, de 14 anos, completou: "A palestra é uma motivação para a prova que vamos fazer. Além dos vídeos de música, gostei do que se falou sobre meio ambiente".



Por: Leandro Chaves
Foto: Anaís Cordeiro


Frei Betto profere palestra na Ufac

Frei Betto autografou alguns exemplares de seus livros na Ufac
Iniciada após o fim da Idade Média, a modernidade trouxe, especialmente nas últimas décadas, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, esperanças de um outro mundo possível. Mas, para o escritor e teólogo Frei Betto, que proferiu, na noite desta terça-feira, 30, uma palestra no Teatro da Universidade Federal do Acre (Ufac), os avanços não chegaram a todos e o mundo moderno vive a maior crise dos últimos cinco séculos.


Segundo ele, a modernidade não resolveu a questão essencial, a da dignidade humana, e por isso fracassou. "Mais da metade da população mundial ainda vive na linha da pobreza. Enquanto algumas pessoas usufruem dos benefícios da modernidade, muitos ainda lutam contra a fome e o frio, que são direitos primários, quase animais", disse.

Diante dessa perspectiva, o também filósofo defende a teoria de que, mais do que uma época de mudanças, o mundo vive hoje uma mudança de época, expressa pelo fim da modernidade.

Na palestra, intitulada "A Erosão do Sentido da Vida e os Desafios da Contemporaneidade", Betto apostou na retomada da educação popular com finalidade de repolitizar a sociedade e despertar utopias como uma das vias essenciais para a superação do paradigma da modernidade. E é na história de luta do líder seringueiro e ambientalista acreano Chico Mendes que o teólogo encontra exemplo de como contornar o problema.

Nascido em uma das regiões mais isoladas da Amazônia, Mendes, que foi alfabetizado nas matas de Xapuri por um velho comunista perseguido pelos governos do Brasil e da Bolívia, politizou, por meio da educação, toda uma geração de seringueiros analfabetos que vivia em seu entorno. Este simples feito mudou a realidade das comunidades alcançadas, que fizeram história ao participarem, nas décadas de 1970 e 1980, de um movimento de contestação ao modelo político e econômico vigente no Acre e no restante do Brasil.

"Um dos grandes legados que Chico Mendes nos deixou é exatamente essa mobilização social em prol de uma causa. O neoliberalismo detonou o sentido da vida. A maior prova disso é que atualmente muitos pensam na impossibilidade de mudar o mundo para melhor. E Chico Mendes nos mostra o contrário, que é possível fazermos transformações por meio de utopias".

Betto sustenta esse discurso ao analisar a política ambiental no Brasil antes e depois de Chico Mendes. Antes de sua luta, de acordo com o teólogo, a questão ambiental era desvinculada ao ser humano. "A esquerda brasileira só foi adotar o meio ambiente como uma de suas bandeiras após a luta de Chico", complementa o escritor.

Superar os desafios da pós-modernidade, de acordo com Betto, exige ainda o resgate do sentido do tempo como história e o mergulho às raízes. "Os acreanos têm uma cultura nativa extraordinariamente original, expressiva e rica. Vocês precisam ter muito orgulho disso, porque o que é local tem o poder de se tornar universal e só  com a preservação cultural teremos saída enquanto povo".


Encontro no seringal de Chico Mendes

Na tarde desta quarta-feira, 30, o escritor viaja a Xapuri para conhecer a Casa de Chico Mendes e Memorial Chico Mendes. Ele será recebido pela filha do líder seringueiro, Elenira Mendes. Depois, Betto visita o Seringal Cachoeira, palco do último grande empate em defesa da floresta. Lideranças locais, indígenas e familiares de Chico acompanham a visita do escritor, que retorna a Brasília na madrugada desta quinta, 31.

A visita de Frei Betto ao Acre íntegra a programação dos "25 Anos Chico Mendes Vive Mais", um conjunto de atividades promovidas ao longo do ano por uma comissão especial formada por mais de 30 instituições governamentais, não-governamentais e da sociedade civil, além de entidades ecumênicas. O objetivo das ações é celebrar os ideais de Chico Mendes e fortalecer as conquistas já adquiridas e sonhadas pelo líder seringueiro e ambientalista.


Quem é Frei Betto?

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 69 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou teologia, jornalismo, antropologia e filosofia. Adepto da Teologia da Libertação, professou na Ordem Dominicana da Igreja Católica na década de 1960 e participou de movimentos pastorais e sociais. Foi preso duas vezes pelo Regime Militar - na última delas o cárcere durou quatro anos. Foi durante o presídio que Betto escreveu uma de suas obras mais famosas, Batismo de Sangue, transformada em filme homônimo em 2007 pelo diretor Helvécio Ratton.

Sua trajetória nos movimentos sociais passa pela fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central de Movimentos Populares (CMP), assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e consultoria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Recebeu diversos prêmios, entre eles a Medalha Chico Mendes de Resistência, concedido pelo grupo Tortura Nunca Mais, do Rio de Janeiro, por sua luta em defesa dos direitos humanos. Sua trajetória em prol do meio ambiente e da solidariedade internacional também lhe rendeu o Prêmio Ones.



Por: Leandro Chaves
Fotos: Arison Jardim

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Biblioteca da Floresta recebe doação de DVDs de animações acreanas

Biblioteca apoiou o projeto e foi sede do lançamento, em junho
A Artrio Produtora doou, na manhã desta sexta-feira, 25, dois DVDs do projeto “Me Conta uma História?” ao acervo da Biblioteca da Floresta. Produzido exclusivamente por artistas locais, o material traz cinco animações adaptadas do livro “Ler e Contar, Contar e Ler”, do escritor acreano Francisco Gregório Filho.

As animações “Barba Azul”, “O Nascimento do Amor”, “Cabelos de Ouro”, “A Mulher do Cemitério” e “Partir para a Escolha” foram produzidas a partir de diferentes técnicas de desenho e pintura, as duas últimas no formato stop motion – técnica de filmagem de miniaturas em fotograma (ou quadro a quadro).

Os trabalhos foram desenvolvidos pelos cineastas Marcelo Zuza e Italo Rocha e produzidos pela também cineasta Carina Cordeiro, com trilha sonora original de Rodrigo Oliveira e narração de Ágatha Lima, Bell Paixão, Claudia Toledo, Quilrio Farias e Sacha Alencar.

A Biblioteca da Floresta apoiou o projeto e sediou o lançamento dos trabalhos no último dia 7 de junho. A instituição vai incorporar a exibição das animações às suas atividades pedagógicas com estudantes das escolas públicas de Rio Branco. As unidades de ensino interessadas em adquirir o material receberão uma cópia do DVD mediante solicitação prévia.

Confira, a seguir, as cinco animações:

"A Mulher do Cemitério"

"Barba Azul"

"O Nascimento do Amor"

"Partir para a Escolha"

"Cabelos de Ouro"


(Texto e fotos: Leandro Chaves)

Biblioteca da Floresta recebe visita de alunos do Colégio Santa Cruz, de São Paulo

Estudantes visitaram biblioteca antes de
conhecerem Seringal Cachoeira
Com o intuito de conhecer parte da região amazônica a partir do olhar dos próprios habitantes, um grupo de alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Cruz, de São Paulo, realizou, na última semana, uma viagem de estudos ao Seringal Cachoeira, em Xapuri. Na ocasião, os mesmos aproveitaram para conhecer os espaços e exposições da Biblioteca da Floresta.

A viagem fez parte da modalidade intensiva de um projeto desenvolvido pela escola, o “Projeto Ética e Cidadania”, que visa estimular no aluno uma nova visão da sociedade a qual pertence a partir de pesquisas e de estágios interativos. No ano passado, outra turma da mesma escola visitou a biblioteca com esta mesma finalidade.

(Texto e fotos: Camila Holsbach)














quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Biblioteca da Floresta promove audição de música clássica a seus funcionários


Como parte da programação da Semana do Servidor, que acontece durante toda esta semana em vários órgãos do Governo, a Biblioteca da Floresta promoveu, nesta quinta-feira, 24, a seus funcionários e estagiários, uma audição completa, em DVD, da Sinfonia nº 9 do compositor tcheco Antonín Dvorak, “Do Novo Mundo” (From the New World), de 1893.

A versão apresentada no evento é da Orquestra Filarmônica de Berlin (Berliner Philharmoniker), sob a regência do maestro Claudio Abbado, em show executado em 2002 em Palermo, na Itália.
Audição de música clássica fez parte da programação da Semana do Servidor na biblioteca
"Costumo ouvir música clássica e mesmo assim fiquei muito emocionada. Foi um dos grandes presentes que ganhamos na Semana do Servidor", afirmou a funcionária da biblioteca, Paula Negreiros.

Durante 50 minutos, cada turno de funcionamento da instituição teve a oportunidade de assistir a obra, dividida em quatro movimentos. A escolha da Sinfonia nº 9 se deu devido ao diálogo que ela faz entre a tradição das sonoridades indígenas norte-americana e a modernidade da música clássica – este diálogo entre os saberes tradicional e moderno é a essência da biblioteca.

"Gosto de rock e desconhecia a música clássica, pois nunca havia assistido a um concerto. Pude perceber algumas semelhanças entre esses dois estilos e fiquei impressionada! Minha visão mudou e vou ouvir mais este tipo de música daqui para frente", disse a estudante de História e estagiária da biblioteca, Naraline Souza de Araújo.

Considerada uma das mais importantes peças clássicas da história, "Do novo mundo" também foi exibido na ultima reunião da Sociedade Filosophia, no dia 12 de outubro.


(Por Anaís Cordeiro)
(Fotos: Camila Holsbach)


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sociedade Filosophia apresenta conceito de imersões em palestra acadêmica

Como parte da programação da 4ª Semana de Filosofia, promovida por acadêmicos da Universidade Federal do Acre (Ufac), a Sociedade Filosophia – um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta – apresentou em palestra, nesta terça-feira, 22, o conceito das Imersões ao Nosso Tempo e Espaço Originais, atividade psicofilosófica inédita no país.


As imersões ocorrem desde 2008 no Seringal Cachoeira, em Xapuri
O evento ocorreu no Cine Teatro Recreio e reuniu acadêmicos do curso de Filosofia da Ufac e demais interessados. A palestra foi ministrada pelo moderador-geral da Sociedade Filosophia e diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes, idealizador das imersões.
Realizada desde 2008 no Seringal Cachoeira, a atividade já reuniu cerca de 400 pessoas em suas oito edições. Os participantes passam mais de 50 horas na floresta percorrendo trilhas guiadas por Nilson Mendes - primo de Chico Mendes -, conversando com indígenas e seringueiros e em atividades culturais como forró tradicional e sarau musical e poético.
“A imersão procura estabelecer um laço identitário com nosso tempo e espaço amazônicos, estimulando a ideia de que apenas os que compreendem onde estão e como estão entendem e transformam seu tempo e seu espaço”, explica Marcos Afonso.
A Sociedade Filosophia foi fundada em 2008 e é o primeiro grupo temático da Biblioteca da Floresta. Com o objetivo de debater as ideias dos maiores pensadores da história, suas reuniões ocorrem quinzenalmente aos sábados, das 16 às 18 horas, no auditório da biblioteca.

(Por: Leandro Chaves)
(Fotos: Arison Jardim)

Mulheres do Grupo de Convivência do CRAS visitam biblioteca

Mensalmente, participantes do Grupo de Convivência de Idosos do Centro de Referência de Assistência Social  (Cras) do Bairro da Paz saem da sede e visitam espaços de memória, como a Biblioteca da Floresta. Na manhã desta quarta-feira, 23, um grupo de nove mulheres visitou a instituição pela primeira vez e demonstraram surpresa ao conhecer um local que preserva e dissemina a história e cultura do povo acreano.

“É uma pena vir aqui com pressa”, comentou Maria Teixeira, logo no começo da visitação.

O espaço “Casa do Seringueiro” é sempre o que chama mais atenção e nesta visita não foi diferente. As visitantes se identificam com o local, compartilham entre elas e os guias da biblioteca histórias de infância e falam com carinho sobre objetos como o rádio, as panelas de alumínio, o fogão de barro e o jirau.


(Por Anaís Cordeiro)