quinta-feira, 27 de junho de 2013

Padre Luiz Ceppi e engenheiro Marco Sassi visitam biblioteca



Luiz Ceppi e Marco Sassi estão no Acre para participar de eventos
que celebram o legado de Chico Mendes

Após visitarem Xapuri no último dia 24 para a procissão de São João do Guarani, o Santo da Floresta, o padre Luiz Ceppi e o engenheiro florestal Marco Sassi, da Itália, visitaram a Biblioteca da Floresta/FEM na manhã desta quinta-feira, 27.

Fazia exatamente 15 anos que Ceppi não visitava Xapuri e, na oportunidade, pôde celebrar uma das mais antigas manifestações religiosas do Acre, a procissão de São João do Guarani, ao lado dos padres Massimo Lombardi, de Rio Branco, e Francisco Chagas, de Xapuri.

Sassi coordena o Grupo de Voluntariado Civil (GVC) da Bolonha, onde participam cerca de 300 pessoas que desenvolvem trabalhos afins com os ideais de Chico Mendes. Realizados na Itália, essas atividades farão parte da programação do “25 Anos: Chico Mendes Vive Mais”.

Na visita à biblioteca, o engenheiro florestal se impressionou, principalmente, com o projeto “Mensagem para o Futuro”, onde, a partir de uma carta deixada por Chico Mendes sobre seus sonhos para 2120, foram reunidas mensagens de crianças, jovens e adultos em uma urna que será aberta naquele ano.

(Por Anaís Cordeiro)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Em Xapuri, fiéis participam de romaria a São João do Guarani e relembram Chico Mendes


“Santo da Floresta” é cultuado há mais de 100 anos na colocação Guarani, no seringal Boa Vista



Distante 42 quilômetros do município de Xapuri, a pequena colocação Guarani, no seringal Boa Vista, ainda guarda com muito respeito uma das mais antigas manifestações religiosas do Acre. Todos os anos, há mais de um século, sempre no dia 24 de junho, data em que também se festeja o Dia de São João, fieis adentram as matas da colocação para pagarem promessas e pedirem graças a São João do Guarani, mais conhecido como o Santo da Floresta.

Neste ano não foi diferente. Segundo a Polícia Militar, mais de 500 pessoas participaram das comemorações, que tiveram início no último domingo, 23, com muita festa entre os fiéis e brincadeiras infantis. As festividades continuaram na segunda-feira, 24, com uma romaria que percorreu os três últimos quilômetros do ramal que dá acesso à colocação e uma missa celebrada pelo padre Francisco das Chagas, de Xapuri, com o apoio dos padres Massimo Lombardi e Luiz Ceppi, que saíram de Rio Branco para acompanhar as comemorações.

Ainda de acordo com a PM, o número de participantes não foi maior porque o evento aconteceu na segunda. Em anos anteriores, a festa chegou a reunir mais de duas mil pessoas.
Como todo rito baseado no catolicismo, os devotos, a maioria de outros seringais e das áreas urbanas do entorno, acenderam velas aos pés da cruz de ferro vinda de Belém (PA) e deixaram oferendas para o santo no pequeno santuário onde fica o túmulo do “santo da floresta”.

Na escola estadual Padre Jósimo foram realizados atendimentos odontológicos, aferição de pressão, doação de remédios, vacinas, cortes de cabelo, entre outros serviços itinerantes


A jovem Lohane foi curada e sua tia Emília atribui ao santo. Todos os anos elas pagam promessa para São João

 Há dois anos que Emília Campos Barbosa, esposa de Duda Mendes, primo de Chico Mendes, percorre vários quilômetros do ramal em direção à colocação Guarani como agradecimento por um suposto milagre alcançado. A sobrinha, Lohane Campos, apresentou feridas na boca que, de acordo com os médicos, certamente evoluiriam para um câncer. Após vários meses de reza e promessas, a menina foi curada, para o espanto dos médicos, segundo a tia.

“Resolvi fazer essa promessa porque sempre acreditei que João do Guarani fosse um homem santo, pois conheço várias pessoas que foram agraciadas com seus milagres de cura. E, graças a Deus, minha sobrinha foi completamente curada e nunca mais adoeceu de novo”, disse.

O Santo da Floresta

Mas quem foi São João do Guarani e por que seu nome é tão celebrado pelos seringueiros e seus descendentes? Apesar de sua história divergir entre os fiéis, de uma coisa todos têm certeza: o santo faz milagre! São inúmeros casos de cura de doenças, reencontros com familiares perdidos na mata há dias, contratação em empregos, entre outras graças.



O pé da Cruz de ferro, que veio de Belém, no Pará,
recebe as velas e as orações dos devotos

Uma das histórias diz que João, solteiro e sem filhos, conseguiu reunir dinheiro suficiente para pagar todas as dívidas com o seringalista e, depois, deixou o seringal. A decisão contrariou o desejo do patrão, que mandou seus capangas espancarem o homem. Ferido e perdido na floresta, João morreria dias depois. A outra versão informa que o seringueiro morreu sozinho em casa, por conta de uma doença grave. Alguns meses depois, dois amigos de infância de João que se perderam na mata disseram que foram ajudados pela alma dele a encontrar o caminho para casa com a promessa de cuidar do túmulo do seringueiro até o fim de suas vidas.

“O importante não é encontrar a verdadeira história do São João do Guarani, mas entender que, por ele ter sido mais uma vítima das dificuldades enfrentadas pelos seringueiros, as pessoas acabam se identificando com sua vida e história”, disse Raimundo Barros, o Raimundão, ex-seringueiro, parceiro de luta de Chico Mendes e ex-vereador de Xapuri.

Culto a São João do Guarani sobrevive ao tempo

Mais de 100 anos se passaram desde o início do culto a São João do Guarani e muita coisa mudou no seringal Boa Vista, principalmente nas últimas quatro décadas, a partir da chegada dos fazendeiros ao Acre. A pequena igreja localizada próxima ao túmulo do santo servia como uma das bases de mobilização e discussão sindical em prol da permanência dos seringueiros na região e do impedimento da derrubada da floresta por parte dos fazendeiros.

Raimundo Barros, o Raimundão, ajudou a construir o ramal
que facilitou o acesso à colocação

Raimundão conta que participou de diversas reuniões no local ao lado de Chico Mendes, que era devoto de São João do Guarani e, todo dia 24 de junho, percorria o varadouro para rezar o terço - com a chegada dos conflitos pela posse da terra, na década de 1970, o seringueiro também passou a pedir a Deus sua proteção e de seus amigos e familiares. “Eu também rezava pelos nossos ideais. E funcionou! Saímos vitoriosos, pena que sem o Chico”, disse Raimundão.

E foi Raimundão que, em 1994, ajudou a construir o ramal para facilitar o acesso ao seringal Boa Vista e suas colocações. As obras só acabaram três anos depois. “Antes, pra percorrer esses 42 quilômetros que começam na cidade e termina no Guarani a gente gastava de dois a três dias. Hoje, em um veículo bom, esse mesmo trajeto é feito em pouco mais de uma hora”.


                                            Vicente, de 73 anos, participa das celebrações desde a infância

O aposentado Vicente Lima dos Santos, de 73 anos, é devoto do São João do Guarani desde criança e também comenta as melhorias que o a colocação passou nas últimas décadas. “Antigamente a gente tinha que dormir no local porque não tinha condições de voltar pra casa. Agora o caminho está perfeito, principalmente no verão, quando os carros não atolam”.

Nascido no seringal São José, vizinho do Boa Vista, ele disse que nunca recebeu milagres do santo da floresta, mas que acredita no poder do ex-seringueiro. “É que eu não levava muito a sério essa história de igreja. Frequentava quando criança só porque meus pais me obrigavam. Mas hoje eu tenho fé e sei que, quando precisar, o nosso padroeiro estará aqui pra ajudar”.

Romaria celebra ideais de Chico Mendes


Comissão Especial “25 Anos: Chico Mendes Vive Mais” participou da romaria
 e da missa realizadas na última segunda-feira para São João do Guarani


Neste ano, as comemorações do Dia do São João do Guarani fizeram parte da programação dos “25 Anos: Chico Mendes Vive Mais”, um conjunto de ações realizadas durante todo o ano para celebrar os ideais do seringueiro, ambientalista e herói nacional xapuriense.

Em maio, o governador do Acre Tião Viana assinou o decreto de número 5.154 que cria a Comissão Especial que organiza e realiza essas atividades, cuja Coordenação Geral está a cargo da primeira-dama do Estado, Marlúcia Cândida. Fazem parte do grupo mais de 30 instituições governamentais e não governamentais, além de uma Comissão Ecumênica.

Nas festividades, a comissão foi representada pela coordenadora executiva Walnísia Cavalcante, pelo coordenador de apoio e diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso Pontes, pela presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Francis Mary Alves, pelo diretor do Patrimônio Histórico do Acre, Libério Souza, pela historiadora Iri Nobre e pelos membros da Comissão Ecumênica, padres Massimo Lombardi e Luiz Ceppi.

Participaram ainda o superintendente regional do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Idésio Luis e pelo membro do Grupo de Voluntariado Civil (GVC) da Bolonha, Itália, Marco Sassi, que está em Xapuri para oferecer apoios para projetos do Fundo Amazônia.

“É com alegria que fizemos parte dessa romaria como forma de reconhecer as crenças e a cultura dos seringueiros do Acre. É muito importante que mantenhamos viva nossa fé e também as mensagens que Chico Mendes deixou para todos nós ao longo desses 25 anos”, disse, em nome da Comissão Especial, a coordenadora executiva Valnísia Cavalcante.

(Por: Leandro Chaves)
(Fotos: Sérgio Vale)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Seringal Cachoeira se despede de Cecília Mendes

Cecília morreu nesta quarta, aos 87 anos 
A comunidade do seringal Cachoeira, situado na zona rural de Xapuri, a 200 quilômetros de Rio Branco, perdeu, na última quarta-feira, 12, um dos ícones mais importantes da luta socioambiental acreana das décadas de 70 e 80. Dona Cecília Mendes, que tinha 87 anos de idade, estava internada na UTI do hospital Santa Juliana após um acidente vascular cerebral.

Tia de Chico Mendes (ela era viúva do também falecido Joaquim Mendes, irmão do pai do seringueiro), Cecília era considerada a matriarca não apenas da família, mas de toda a comunidade do seringal, que, diariamente, lhe pedia bênçãos e conselhos em sua casa.

Seu corpo foi velado na igreja Assembleia de Deus de Xapuri e enterrado no cemitério São José, ao lado do corpo da filha, Marilza Mendes. No local também está sepultado o corpo de Chico, morto há 25 anos por defender a floresta e seus moradores índios e extrativistas.
Velório reuniu mais de 200 pessoas, entre amigos e familiares 

Mais de 200 pessoas acompanharam o funeral, entre elas familiares e amigos, a maioria vinda às pressas das colocações dos seringais Cachoeira e Equador. A grande comoção por parte dos presentes deu a dimensão do quanto dona Cecília era querida pela sua comunidade.

Ela era mãe de 15 filhos, entre eles Nilson Mendes, sábio da floresta e guia turístico da pousada ecológica do seringal. “Minha mãe sempre foi uma grande guerreira, antes, durante e depois das lutas que travamos contra a derrubada da floresta e a expulsão dos seringueiros da mata. Era uma memória viva que nos deixou, para a tristeza de toda a comunidade”.

De acordo com Duda Mendes, outro filho, a imensa bondade da mãe é a lembrança que mais ficará guardada em sua memória. “Ela é a grande mãe do seringal Cachoeira. Sua partida deixou todos os moradores órfãos de sua história, sua luta e seu amor”, afirmou.
Duda Mendes é um dos 15 filhos de dona Cecília 

Cecília era parceira da Biblioteca da Floresta. Em 2008, ela concedeu entrevistas para duas publicações da instituição, “Vida na Floresta” e “Memórias da Floresta”. Também participou de cinco das seis Imersões ao Nosso Tempo e Espaço Originais promovido no Cachoeira pela Sociedade Filosophia, um dos grupos temáticos da biblioteca. Na ocasião, Cecília falou sobre sua vida e participação nos empates contra os fazendeiros. As duas entidades se solidarizaram com a família e presenteou seus filhos com um quadro em homenagem à matriarca.
Cecília em comemoração aos seus 86 anos

A matriarca da floresta
Na segunda metade da década de 1920, o Acre, predominantemente rural, ainda era território federal e sofria as consequências do fim do primeiro ciclo da borracha (1987-1912). Após a concorrência com o látex extraído e comercializado na Ásia, vários seringais faliram e seus moradores, boa parte vinda do Nordeste, foram esquecidos em meio à floresta. É nesse contexto que, no dia 1º de janeiro de 1926, nasceu, em Xapuri, Cecília Teixeira do Nascimento.

Dona Cecília durante palestra para
a Sociedade  Filosophia 
Até sua chegada ao seringal Cachoeira, em 1969, muita coisa aconteceu em sua vida. A mudança para o seringal Porto Rico aos 11 anos de idade, seu casamento com Joaquim Mendes aos 15 e o nascimento dos primeiros filhos são apenas alguns exemplos. Mas a época que mais marcou sua história, segundo ela, foi o ano de 1975, “quando começou a ameaça. Aí não prestou mais”, disse em uma das entrevistas concedias à Biblioteca da Floresta.

Cecília se referia à chegada dos fazendeiros à região. “Eles pintavam e bordavam com a gente. Tomavam as colocações, metiam fogo na casa e derrubavam a mata”. Embora não tenha participado diretamente dos empates, ela teve papel fundamental na luta. “O Chico fazia muita reunião na minha casa, chegava a juntar 100 homens, e eu ficava na cozinha fazendo pra esse povo a comida que ele conseguia. De três em três dias ele trazia 50 quilos de carne”.

Vencida a batalha, ficou o sentimento de ter valido a pena lutar, principalmente após os investimentos públicos no seringal nos últimos anos. “A chegada das escolas, as estradas, a saúde e o transporte. Mudou demais”. Em uma das últimas vezes em que foi perguntada se gostava de morar no Cachoeira, ela riu e disse: “Gosto, vixe! E nem quero sair, só pra morrer mesmo”.

(Por: Leandro Chaves) 

Ex-seringueiro visita Biblioteca da Floresta

Antônio de Paula visitou a Casa do Seringueiro pela segunda vez 

A Casa do Seringueiro, situada no segundo piso da Biblioteca da Floresta/FEM, recebeu uma ilustre visita na manhã da última quarta-feira, 12, quando o ex-seringueiro Antônio de Paula foi visitar o espaço pela segunda vez.

 Antônio tem 85 anos de idade e foi seringueiro por mais de 20 anos. Chegou ao Acre vindo do Ceará em 1950, aos 22 anos, época que foi o divisor de águas em sua vida.

“Quando cheguei ao Acre foi como se eu tivesse nascido outra vez. Não tinha costume com a inchada, não sabia atirar, nunca tinha usado um remo. Tive que aprender tudo isso para sobreviver na mata”, disse.

Ele militou no Conselho Nacional dos Seringueiros do Acre, já foi gerente de um seringal e é cidadão honorário do município de Marechal Thaumaturgo. No momento, mora em Cruzeiro do Sul e é membro da organização não governamental Amigos das Águas do Juruá.

(Por Anaís Cordeiro)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Biblioteca da Floresta promove série de oficinas de sensibilização à filosofia para alunos do 3º ano

Mais de 4 mil alunos concludentes do
ensino médio participarão da oficina
Com o objetivo de melhor preparar os estudantes do 3º ano da rede pública para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Biblioteca da Floresta/FEM e sua Usina de Humanização deram início a uma séria de oficinas de sensibilização à filosofia. A ação acontece por meio de um convênio com a Diretoria de Ensino da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE).

Ministrada pelo diretor da biblioteca, o professor e jornalista Marcos Afonso Pontes, a oficina “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço” vai envolver, até a realização do Enem, mais de 4 mil alunos de Rio Branco. A ideia é estender a atividade para os principais municípios do interior.

A escola Humberto Soares foi a primeira a receber a palestra. Acompanhados pelas professoras Naraline dos Santos Menezes e Josicléia Araújo Castro, 32 alunos tiveram acesso, na manhã desta terça-feira, 11, no auditório da biblioteca, à filosofia, política, artes e cultura. O intuito é proporcionar a formação do diálogo entre a tradição e a modernidade e o conhecimento sobre os desafios do presente diante da atual crise do conhecimento.

A escola Humberto Soares foi a primeira a receber a palestra
“A oficina visa estabelecer um laço identitário com nosso tempo e espaço amazônicos, apontando noções iniciais de Florestania e mudanças ocorridas nos últimos quarenta anos, bem como os princípios essenciais da sustentabilidade. O objetivo é estimular a ideia de que apenas os que compreendem onde estão e como estão entendem e transformam seu tempo e espaço”, disse Marcos Afonso.

Luiz Fernando Oliveira assistiu atentamente à palestra e disse ter saído do auditório com outra visão de mundo. “É realmente incrível a forma como a filosofia faz com que a gente pense além daquilo que está a nossa volta. Sem dúvidas a oficina acrescentou muito à minha vida como estudante e futuro profissional”, disse o estudante.

A série de oficinas “Ética e Cultura no Tempo e no Espaço” é parte da programação 25 Anos: Chico Mendes Vive Mais, um conjunto de ações a ser realizado ao longo do ano por entidades governamentais e não governamentais como forma de celebrar os ideais do seringueiro e ambientalista acreano.


(Por Leandro Chaves)
(Fotos: Anaís Cordeiro)

Filme sobre radioamadorismo é incluído ao acervo da Biblioteca da Floresta



O coordenador do Clube de Radioamador - um dos grupos temáticos da Biblioteca da Floresta -, André Bracciali, doou, nesta segunda-feira, 10, ao acervo de filmes Biblioteca da Floresta, o longa-metragem francês “Se Todos os Homens do Mundo...”.

Com 110 minutos de duração, o filme, em preto e branco, narra a solidariedade humana. Os atores filmaram sem maquiagem para manter o máximo de naturalidade, proposta inovadora até mesmo nos dias de hoje.

Confira, a seguir, mais informações sobre o longa!


Título Original: “Si tous lês gars du monde...”
Diretor: Chistian Jaque
Sinopse: No Mar do Norte, a tripulação de um barco pesqueiro é acometida de botulismo, doença provocada pela ingestão de carne deteriorada. Uma mensagem de socorro, irradiada em ondas curtas, é captada por um radioamador do Togo, que a transmite a um médico que estava em um safari pela floresta. Somente a aplicação de um soro pode salvar a tripulação. É necessário que este soro chegue ao barco pesqueiro num prazo de no máximo quinze horas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Produtora Artrio lança, na Biblioteca da Floresta, o projeto “Me Conta Uma História?”

Realizadores do trabalho e Gregório filho (E)
conversaram com o público após as exibições
  Luz, câmera, animação! Foi lançado na noite desta sexta-feira, 7, no auditório da Biblioteca da Floresta/FEM, o projeto “Me Conta uma História?”. Realizada pela Artrio Produções, a iniciativa consiste em cinco animações adaptadas do livro “Ler e Contar, Contar e Ler”, do escritor acreano Francisco Gregório Filho.

Em um auditório lotado de jovens e crianças, o grupo exibiu as animações “Barba Azul”, “O Nascimento do Amor”, “Cabelos de Ouro”, “A Mulher do Cemitério” e “Partir para a Escolha”, produzidas com diferentes técnicas de desenho e pintura, as duas últimas no formato stop motion.

Auditório da biblioteca ficou lotado de jovens e crianças
Na ocasião, foram apresentados ainda o making of de cada um dos trabalhos e o curta-metragem Regando Bigodes, produzidos por jovens cineastas do Rio de Janeiro e que conta com Gregório Filho em um dos papeis principais.

 “O projeto é justamente o exercício da nossa necessidade em proporcionar o acesso da obra dos artistas acreanos a um público cada vez maior. É uma tentativa de despertar a curiosidade das pessoas para que conheçam a produção cultural local”, disse o cineasta Ítalo Rocha, que, ao lado de Marcelo Zuza, idealizou o “Me Conta uma História?”.

Diretor da biblioteca, Marcos Afonso Pontes, e presidente
da FEM, Francis Mary, participaram do evento
“Foram necessários quatro meses para a realização deste trabalho, desde a pesquisa até a conclusão das animações. Várias madrugadas em claro e o resultado pôde ser visto por todos os presentes”, explicou Zuza, que é desenhista.

Gregório Filho mora no Rio de Janeiro e veio ao Acre participar do lançamento das animações. Ele disse que as histórias contadas no livro e animadas pela Artrio são recontagens de narrativas que ouvia de seus avós na infância.

Escritor interagiu com o público em suas contações de histórias
“São metáforas do imaginário e dos sonhos do nosso povo que foram retratadas de forma carinhosa nessas animações. É mais um presente que o Acre me deu e só tenho a festejar por tudo isso”, agradeceu o escritor, que interagiu com a plateia por meio de contação de histórias e sorteio de camisas e dois de seus livros livros – “Entre Rios” e  “Ler e Contar, Contar e Ler”.

Livraria Paim apoiou o evento e vendeu
livros de Gregório durante exibições
Os roteiros e desenhos das animações foram realizados por Ítalo Rocha e Marcelo Zuza. A produção e a trilha sonora são de Carina Cordeiro e Rodrigo Oliveira, respectivamente. Narram os trabalhos Quilrio Farias, Sacha Alencar, Bell Paixão, Agatha Lima e Cláudia Toledo.

(Por Leandro Chaves)