A exposição itinerante
“Resex 24 anos Afirmando os Ideais dos Trabalhadores da Floresta” se juntou aos
Povos Tradicionais do Acre nesta quinta-feira, 05. Um momento histórico, por
este ser o primeiro encontro de parteiras, povos indígenas, povos de terreiros
e extrativistas.
As 18 peças
fotográficas disponíveis no saguão do Anfiteatro Garibaldi Brasil, na
Universidade Federal do Acre (Ufac), campus Rio Branco, mostram hábitos, modo
de vida, identidade sociocultural e ambiental comum às cerca de 2.000 famílias
que habitam a Reserva Extrativista Chico Mendes.
Vendo as imagens
expostas, Terezinha de Araújo, volta aos tempos de seringal. “Achei linda,
primeiro eu me lembrei da floresta, lá da minha aldeia onde me criei [...]. Eu
nasci na margem de um lago, em Tefé no Amazonas [...]. Foi na mata que eu
comecei a aparar os meninos”, lembra.
A parteira não descansa
nem de aparar criança e nem de lutar para garantir acessos a outros que, assim
como ela, ajudam a trazer vidas para o mundo.
Para Terezinha a
exposição é saudosa, mas para dois alunos do primeiro período de licenciatura
em História da Ufac é identificação da influência da cultura extrativista sobre
as atuais mudanças nas estruturas sociais.
“Um encontro como esse
é importante para o curso e pra gente, uma das coisas é porque trata da cultura
indígena [...]. Outra coisa interessante, por exemplo, nessa exposição e que eu
gostei, foi aquele quadro da seringueira que retrata a história dos nossos
avós, nossos bisavós”, afirmou Jhonatan Barbosa.
“Quando a gente só ouve
que a cidade tem influência de culturas como a indígena é diferente de quando
você tem acesso a elas [...]”, assim Fernando Douglas, explica sobre coisas que
justificam o amor que diz sentir pela natureza.
O
projeto
Duas exposições estão
acessíveis ao público, uma itinerante, como ocorre na Ufac e outra fixa na
Biblioteca da Floresta/ FEM. A ideia nasceu da proposta de publicar as
fotografias captadas durante uma expedição fotográfica realizada na reserva em
2013.
Da parceria entre o
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio, o WWF Brasil e
a Biblioteca da Floresta/ Fundação Elias Mansour (FEM) surgiu a exposição,
feita em homenagem aos trabalhadores da floresta e em comemoração aos 24 anos
de existência da reserva.
(Por Assessoria da Biblioteca da Floresta\FEM)